sexta-feira, 22 de junho de 2012

ONGs querem ficar de fora do documento da Rio+20

((o)) eco
http://www.oeco.com.br/salada-verde/26144-ongs-querem-ficar-de-fora-do-documento-da-rio20?utm_source=newsletter_422&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco




Foi um golpe para a diplomacia brasileira. Em um discurso contundente de aproximadamente 4 minutos, Waek Hamidan, representante de mais de mil ONGs que participaram do processo negociador como observadores da sociedade civil nas negociações da Rio+20, leu uma carta aos chefes de Estados pedindo que retirem do texto do documento final a frase “com a participação plena da sociedade civil”. O discurso aconteceu ontem, durante o primeiro dia do segmento de Alto Nível da Rio+20, composta por chefes de Estado e de Governo.

Hamidan, que trabalha na Climate Action Network International, discursou em nome do "major group" de organizações sociais. "As ONGs não apoiam esse texto de maneira nenhuma", afirmou.

“Em qualquer conferência das Nações Unidas, nunca houve esse nível de participação da Sociedade Civil. Nós estamos inovando cada vez mais para incluir a sociedade civil”, afirmou ontem o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, secretário executivo do Brasil na Rio+20, durante coletiva de imprensa. Figueiredo lembrou também que em 92, durante a Cúpula da Terra, a sociedade civil ficou isolada no Aterro do Flamengo.

De fato, essa é a primeira conferência das Nações Unidas com ampla participação da sociedade civil. Além de participarem de todo o processo de elaboração da conferência, o Brasil ainda criou os “Diálogos do Desenvolvimento Sustentável”, onde a sociedade civil podia trazer recomendações em 10 temas. As recomendações foram levadas aos chefes de Estado, o problema é que o texto já está pronto e fechado. Como fazer com que essas recomendações entrem no acordo? Não entram.

O jeito é dizer que não irão participar. O discurso de Hamidan terminou com um pedido para que os chefes de Estado mudem o documento: “mas não acreditamos que isso [a conferência] acabou. Vocês estão aqui por mais três dias. E vocês ainda podem inspirar a nós e ao mundo. Será uma vergonha se vocês vieram aqui apenas para assinar o documento. Nós pedimos que vocês tenham a vontade política de mudar essa posição e assim nós iremos aplaudi-los como nossos verdadeiros líderes”.


naraiwatsédé - UMA NOVA PROMESSA NA RIO+20


http://maraiwatsede.wordpress.com/2012/06/22/uma-nova-promessa-na-rio20/
Marãiwatsédé - a terra é dos Xabante


UMA NOVA PROMESSA NA RIO+20

Representantes Xavante leem carta pela desintrusão imediata ao Secretário de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, na Rio+20. Foto: Victor Massao
Autoridades do governo federal garantem a povo Xavante de Marãiwatsédé que a retirada de invasores da terra indígena começará imediatamente.
Rio de Janeiro – “Bem melhor que a Eco92”, assim o cacique Damião Paridzané resumiu a experiência de participar dos eventos oficiais e paralelos da Rio+20. Por uma semana, ele e uma comitiva de outros 12 indígenas de Marãiwatsédé (MT) realizaram os mais variados atos para pedir apoio à retirada de invasores que há 20 anos devastam seu território sagrado.
Ministro Gilberto Carvalho e Marta Azevedo, presidente da FUNAI, recebem no Rio Centro carta de reivindicações do povo Xavante de Marãiwatsédé. Foto: Victor Massao
Na última quinta-feira, eles entregaram ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, uma carta pedindo compromisso do governo federal com a desintrusão imediata de Marãiwatsédé. O encontro também contou com a participação do Secretário de Articulação Social do governo federal, Paulo Maldos, da presidente da FUNAI, Marta Azevedo, que anunciaram uma visita a Marãiwatsédé no mês de julho. (Leia a carta na íntegra.)
Paulo Maldos reconheceu o momento estratégico de divulgar a causa Xavante na Rio+20 e prometeu encaminhar a carta dos Xavante à presidente Dilma. Marta Azevedo, presidente da FUNAI, foi assertiva. “Vai ser já, vai ser agora”, prometeu. Gilberto Carvalho disse que o plano de desintrusão da terra indígena está pronto há um ano e agora não há mais razão para demoras. O ministro se reuniu com o cacique Damião e outras 13 lideranças indígenas a portas fechadas por mais de duas horas em sala reservada na Rio+20.
Mais cedo, o cacique Damião teve um encontro com o ministro da agricultura da Espanha e outras organizações ambientais do país. Durante a Marcha Global da Cúpula dos Povos, realizada no Centro do Rio de Janeiro, eles chamaram atenção das mais de 20 mil pessoas que participavam do movimento realizando a tradicional corrida de tora de buriti no sentido contrário da passeata. Milhares de pessoas abriram espaço no meio da marcha para a passagem emocionante dos Xavante de Marãiwatsédé. Outra ação importante foi a elaboração de uma petição online que em apenas dois dias já conseguiu duas mil assinaturas em prol da desintrusão da terra indígena. (Assine aqui a petição.)
Indígenas mobilizam fotógrafos e participantes correndo no sentido contrário da Marcha oficial da Cúpula dos Povos com tora sobre os ombros. Foto: Andreia Fanzeres
Damião e seu grupo retornam ao Mato Grosso confiantes de que após 20 anos lutando nos tribunais contra os recursos dos fazendeiros e as artimanhas políticas que atrapalham o processo de retirada dos invasores, a desintrusão vá finalmente acontecer. “Aqui eu percebi que tivemos muito apoio, estou muito animado”, declarou o cacique. Sua preocupação agora se volta para a saúde de sua comunidade. Embora o secretário Paulo Maldos tenha anunciado que Marãiwatsédé será prioridade no novo programa de saúde indígena da SESAI, o cacique continua apreensivo. “Dizem que alguma coisa está sendo resolvida, mas na aldeia não sentimos nada ainda. Ninguém do polo de Barra do Garças (MT) foi até hoje na aldeia. É preciso esclarecer por que a saúde indígena está deste jeito”, indaga Damião.
Segundo Damião, o ministro Gilberto Carvalho informou que na semana que vem será definida uma agenda de reuniões entre FUNAI, INCRA e IBAMA em Brasília com a participação indígena para discutir as etapas da desintrusão. “Está garantido, agora vai sair”, prometeu Carvalho.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Carta do Rio de Janeiro - rio20

CIMI
http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6346&action=read



Carta do Rio de Janeiro - Declaração Final do IX Acampamento Terra Livre – Bom Viver/Vida Plena

Inserido por: Administrador em 21/06/2012.
Fonte da notícia: APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
CÚPULA DOS POVOS POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL
CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA, EM DEFESA DOS BENS COMUNS

CARTA DO RIO DE JANEIRO
DECLARAÇÃO FINAL DO IX ACAMPAMENTO TERRA LIVRE – BOM VIVER/VIDA PLENA
Rio de Janeiro, Brasil, 15 a 22 de junho de 2012

Nós, mais de 1.800 lideranças, representantes de povos e organizações indígenas presentes, APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE, povos indígenas do Mato Grosso do Sul e ATY GUASU), COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani e representantes de outras partes do mundo, nos reunimos no IX Acampamento Terra Livre, por ocasião da Cúpula dos Povos, encontro paralelo de organizações e movimentos sociais, face à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Depois de intensos debates e discussões realizados no período de 15 a 22 de Junho sobre os distintos problemas que nos afetam, como expressão da violação dos direitos fundamentais e coletivos de nossos povos, vimos em uma só voz expressar perante os governos, corporações e a sociedade como um todo o nosso grito de indignação e repúdio frente às graves crises que se abatem sobre todo o planeta e a humanidade (crises financeira, ambiental, energética, alimentar e social), em decorrência do modelo neo-desenvolvimentista e depredador que aprofunda o processo de mercantilização e financeirização da vida e da Mãe Natureza.

É graças à nossa capacidade de resistência que mantemos vivos os nossos povos e o nosso rico, milenar e complexo sistema de conhecimento e experiência de vida que garante a existência, na atualidade, da tão propagada biodiversidade brasileira, o que justifica ser o Brasil o anfitrião de duas grandes conferências mundiais sobre meio ambiente. Portanto, o Acampamento Terra Livre é de fundamental importância na Cúpula dos Povos, o espaço que nos possibilita refletir, partilhar e construir alianças com outros povos, organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo, que assim como nós, acreditam em outras formas de viver que não a imposta pelo modelo desenvolvimentista capitalista e neoliberal.

Defendemos formas de vidas plurais e autônomas, inspiradas pelo modelo do Bom Viver/Vida Plena, onde a Mãe Terra é respeitada e cuidada, onde os seres humanos representam apenas mais uma espécie entre todas as demais que compõem a pluridiversidade do planeta. Nesse modelo, não há espaço para o chamado capitalismo verde, nem para suas novas formas de apropriação de nossa biodiversidade e de nossos conhecimentos tradicionais associados.
           
Considerando a relevante importância da Cúpula dos Povos, elaboramos esta declaração, fazendo constar nela os principais problemas que hoje nos afetam, mas principalmente indicando formas de superação que apontam para o estabelecimento de novas relações entre os Estados e os povos indígenas, tendo em vista a construção de um novo projeto de sociedade.

Repúdios

Em acordo com as discussões na Cúpula dos Povos, repudiamos as causas estruturais e as falsas soluções para as crises que se abatem sobre nosso planeta, inclusive:

- Repudiamos a impunidade e a violência, a prisão e o assassinato de lideranças indígenas (no Brasil, caso Kaiowá-Guarani, Argentina, Bolívia, Guatemala e Paraguai, entre outros).
- Repudiamos os grandes empreendimentos em territórios indígenas, como as barragens – Belo Monte, Jirau e outras; transposição do Rio S. Francisco; usinas nucleares; Canal do Sertão; portos; ferrovias nacionais e transnacionais, produtoras de biocombustíveis, a estrada no território TIPNIS na Bolívia, e empreendimentos mineradores por toda a América Latina.
- Repudiamos a ação de instituições financeiras como o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que financia grandes empreendimentos com dinheiro público, mas não respeita o direito à consulta as populações afetadas, incluindo 400 regiões no Brasil, e em todos os países em que atuam, inclusive na América Latina e África.
- Repudiamos os contratos de REDD e créditos de carbono, falsas soluções que não resolvem os problemas ambientais e procuram mercantilizar a natureza e ignoram os conhecimentos tradicionais e a sabedoria milenar de nossos povos.
- Repudiamos a diminuição dos territórios indígenas.
- Repudiamos todas as iniciativas legislativas que visem submeter os direitos indígenas ao grande capital, através da flexibilização ou descaracterização da legislação indigenista e ambiental em vários países, como a PEC 215 e o Código Florestal no congresso brasileiro e as alterações propostas no Equador.
- Repudiamos a repressão sofrida pelos parentes bolivianos da IX Marcha pela “Defesa da Vida e Dignidade, Territórios Indígenas, Recursos Naturais, Biodiversidade, Meio Ambiente, e Áreas Protegidas, pelo Cumprimento da CPE (Constituição Política do Estado) e o respeito a Democracia”. Manifestamos nossa solidariedade aos parentes assassinados e presos nesta ação repressiva do estado boliviano.
- Repudiamos a atuação de Marco Terena que se apresenta como líder indígena do Brasil e representante dos nossos povos em espaços internacionais, visto que ele não é reconhecido como legítimo representante do povo Terena, como clamado pelas lideranças deste povo presentes no IX Acampamento Terra Livre.

Propostas

- Clamamos pela proteção dos direitos territoriais indígenas. No Brasil, mais de 60% das terras indígenas não foram demarcadas e homologadas. Reivindicamos o reconhecimento e demarcação imediatos das terras indígenas, inclusive com políticas de fortalecimento das áreas demarcadas, incluindo desintrusão dos fazendeiros e outros invasores dos territórios.
- Reivindicamos o fim da impunidade dos assassinos e perseguidores das lideranças indígenas. Lideranças indígenas, mulheres e homens, são assassinados, e os criminosos estão soltos e não são tomadas providências. Reivindicamos que sejam julgados e punidos os mandantes e executores de crimes (assassinatos, esbulho, estupros, torturas) cometidos contra os nossos povos e comunidades.
- Reivindicamos o fim da repressão e criminalização das lideranças indígenas, como dos parentes que se manifestam contra a construção de Belo Monte. Que as lutas dos nossos povos pelos seus direitos territoriais não sejam criminalizadas por agentes do poder público que deveriam exercer a função de proteger e zelar pelos direitos indígenas.
- Exigimos a garantia do direito à consulta e consentimento livre, prévio e informado, de cada povo indígena, em respeito à Convenção 169 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, de acordo com a especificidade de cada povo, seguindo rigorosamente os princípios da boa-fé e do caráter vinculante desta convenção. Precisamos que seja respeitado e fortalecido o tecido institucional de cada um de nossos povos, para dispor de mecanismos próprios de deliberação e representação capazes de participar do processo de consultas com a frente estatal.
- Clamamos pela ampliação dos territórios indígenas.
- Clamamos pelo monitoramento transparente e independente das bacias hidrográficas.
- Clamamos pelo reconhecimento e fortalecimento do papel dos indígenas na proteção dos biomas.
- Pedimos prioridade para demarcação das terras dos povos sem assistência e acampados em situações precárias, como margens de rio, beira de estradas e áreas sem infraestrutura sanitária. Apenas no Brasil, existem centenas de acampamentos indígenas nesta situação. 40% da população destes acampamentos são crianças.
- Clamamos pela melhora das condições de saúde aos povos indígenas, como por exemplo, no Brasil, pelo aumento do orçamento da SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena, a implementação da autonomia financeira, administrativa e política dos DSEIs – Distritos Sanitários Especiais Indígenas, e a garantia dos direitos dos indígenas com deficiência.
- Queremos uma Educação Escolar Indígena que respeite a diversidade de cada povo e cultura, com tratamento específico e diferenciado a cada língua, costumes e tradições.
- Exigimos que se tornem efetivas as políticas dos estados para garantia da educação escolar indígena, tal como os territórios etnoeducacionais no Brasil.
- Queremos uma educação escolar indígena com componentes de educação ambiental, que promova a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade de nossos territórios.
- Exigimos condições para o desenvolvimento a partir das tradições e formas milenares de produção dos nossos povos.

Finalmente, não são as falsas soluções propostas pelos governos e pela chamada economia verde que irão saldar as dívidas dos Estados para com os nossos povos.

Reiteramos nosso compromisso pela unidade dos povos indígenas como demonstrado em nossa aliança desde nossas comunidades, povos, organizações, o conclave indígena e outros.

A SALVAÇÃO DO PLANETA ESTÁ NA SABEDORIA ANCESTRAL DOS POVOS INDÍGENAS

RIO DE JANEIRO, 20 DE JUNHO DE 2012

APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani

Declaração do movimento de Economia Social e Solidária à Rio +20

fórum brasileiro de economia solidária
http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6960&Itemid=62


A economia que precisamos - Declaração do movimento de Economia Social e Solidária à Rio +20

A Cúpula dos Povos e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável da Rio +20 acontecem em um momento de crise da civilização que se expressa através de múltiplas crises: alimentar, ecológica, energética, financeira, social e de representação política, e não é com esse mesmo pensamento e o mesmo modelo de sociedade que gerou estas crises que sairemos dela!
A chamada economia verde, tal como é apresentada pelos governos e multinacionais, nada mais é que uma extensão deste modelo através da mercantilização dos bens comuns como nova frente de expansão do capitalismo em crise, enquanto a economia solidária é um caminho para a sua emancipação.
Em todos os continentes, nas comunidades, regiões e países existem iniciativas econômicas e sociais em muitos setores que demonstram a viabilidade concreta e viva de outros modelos de desenvolvimento, de organização da economia e de sociedade, onde a vida, a pluralidade, a autogestão, a justiça ambiental e social definem uma economia solidária diferenciada da economia do capital. A economia solidaria é um movimento social que, com outros, contribui para consolidar uma verdadeira democracia econômica e política.
A criação da Agencia Internacional Ambiental proposta pela PNUMA não poderá resolver os desafios de governança mundial. É imperativo que as ferramentas e instituições de governança sejam transformadas para basear-se estruturalmente em processos contínuos de consulta e de participação de todos os setores da sociedade, a nível local, regional e internacional, e que estas não estejam dominadas pelos maiores contribuintes financeiros nem geridas por “especialistas”. É necessário o respeito e o reconhecimento da soberania dos povos e das comunidades, pois são estes que têm a legitimidades e a capacidade de levar a cabo um desenvolvimento solidário que assegure a preservação dos bens comuns.
A economia solidária constrói modelos de produção e de serviços com e para todas e todos. Estas iniciativas não podem ser consideradas como simples “programas de reparação e de luta contra a pobreza”. Pelo contrário, elas garantem intrinsecamente a justiça em todas as suas dimensões, enquanto desenvolvem atividades econômicas, sem gerar concentração de riquezas materiais ou financeiras, nem criação de pobreza. A economia solidária estabelece sistemas equitativos de comercialização, de finanças e de moedas sociais a serviço das economias reais, circuitos curtos entre produtores e consumidores, soberania alimentar, entre outras alternativas concretas.
O movimento da economia solidária, com outros movimentos de transformação da sociedade, encarna um projeto verdadeiramente democrático, de respeito aos direitos das mulheres e dos homens, do trabalho, cívicos, da diversidade de culturas e da natureza para o bem viver (buen vivir) dos povos.
A Rio +20 só responderá aos desafios impostos se os governos participantes se orientarem a partir do que os movimentos sociais estão construindo como verdadeira alternativa para o futuro da humanidade sobre a Terra.
Rio de Janeiro, junho de 2012

As organizações abaixo manifestaram, entre os dias 16 e 18 de junho de 2012, seu apoio à declaração:

* ABRASCO – Associacao Brasileira de Saude Coletiva (Brasil)
* ACA (brasil)
* ACADEMIA DE LA TIERRA ONG (MÉXICO)
* ADEL-Ixcán (Ixcán, Quiché, Guatemala)
* Adéquations (France)
* Agência de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – AADS (Brasil)
* Alborada (Argentina)
* ALCONA (México)
* Alliance of Coastal Fishers in the North Atlantic (ACFNA) (North – Atlantic (Newfoundland, Iceland, Faroe Islands, Norway)
* alsur A.C. (México D.F.)
* Alternatives Développement (SENEGAL)
* AMARTE-Associação Amigos da Arte (Brasil- Pernambuco)
* AMB Articulação de Mulheres Brasileiras (Brasil)
* AMDAE (BOGOTA COLOMBIA)
* APC Assoc Pró Cidadania (Minas Gerais / Brasil)
* APPEND (PHILIPPINES)
* APPLIR (Argentina)
* AQ’AB’AL, Empresa Centroamericana de ESS (Centroamerica)
* AQOCI (Canada)
* ARIADNA (Argentina)
* ARIA-Nord (France)
* Artana e Cia (Brasil)
* ARTE CIMARRON (TUMACO NARIÑO COLOMBIA)
* Arte Sustentável/EES (Brasil)
* Asamblea Permanente de la Sociedad Civil por La Paz (Colombia)
* Asedcohue (Guatemala)
* Asian Public Intellectuals Fellowships (Southeast Asia)
* Asian Social Enterprise Forum (Asia)
* Asociación Civil Bienaventurados los Pobres (Catamarca, Argentina)
* Asociaciòn de Desarrollo Integral Simiatug Samai (Ecuador)
* ASOCIACION DE FOMENTO VECINAL EL PALMAR (ARGENTINA)
* Asociacion de Mujeres Afrocolombianas Kenia Tabia Binta “AMAKETABIN” (COLOMBIA)
* Asociacion para el Desarrollo Rural del Camp d´Elx (españa)
* Asociacion Productores San Cayetano (Argentina)
* Asociatia CRIES-Centrul de Resurse pentru Initiative Etice si Solidare (Romania)
* Associação Dando as Mãos (Brasil)
* Associação de Artesanato Entre Nós. (Brasil)
* Associação de Economia Solidária de Pinheiral (Brasil)
* Associação dos Produtores Agrícolas de Bebida Velha – APABV (Brasil)
* Associação Fibrart (Brasil / nordeste)
* Associação Filosófica ‘Scientiae Studia’ (Brazil)
* Associação In Loco (Portugal)
* associação rede de sonhos (Brasil)
* Associação Regional Mucuri de Cooperação dos pequenos agricultores (Brasil)
* Association Theatre Aquarium (Maroc)
* Banco Pire (Brasil – MS – Dourados)
* Bina Swadaya (Indonesia)
* Bitume (Mexico)
* Bordadeiras da Coroa-RJ (Brazil)
* BREFADE (MALI )
* Brigadas Populares (Brasil)
* cadernos do caos (portugal)
* Caisse d’économie solidaire Desjardins (Québec, Canada)
* CAM (Central America)
* Canadian Community Economic Development Network (CCEDNET) (Canada)
* Canasta a Domicilio S.C de R.L. de C.V. (México)
* Capeltic (México)
* Caritas Arquidiocesana de Fortaleza (Brasil-Fortaleza/CE)
* Caritas Diocesana de Tubarão (Brasil / Região Sul)
* Casa de Taipa- Coletivo Para Promoção de Prática Solidária (Brasil)
* CAV (Brasil)
* CDR Outaouais-Laurentides (Québec, Canada)
* CEDAL-Centro de Derechos y Desarrollo (Perú)
* CEMEAR / SC (Brasil)
* Centre canadien pour le renouveau communautaire – Canadian Centre For Community Renewal (Canada)
* Centre for Social Entrepreneuership (Malaysia)
* Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo (Brasil)
* Centro de Servicios para Emprendimientos de las Mujeres (Chiqiuimula, Guatemala)
* Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (Brasil)
* Chantier de l’économie sociale (Québec/Canada)
* Coalition SansParti (Canada)
* COLACOT (COLOMBIA)
* Coletivo de pesquisadores em EJA e Economia Solidária – rede (Brasil, sudeste, SP, São CArlos-CAmpinas-São PAulo)
* Coletivo EITA (Brasil)
* Coletivo Leila Diniz (Brasil RN )
* Collège Coopératif PAM (PROVENCE)
* COMERCIO JUSTO URUGUAY (URUGUAY)
* Comité San Carlos (Mexico)
* COMMACT Malaysia (Malaysia)
* Community to Community Development (United States)
* Conciencia Ecologica de Aguascalientes, a.c. (México)
* Conseil régional d’économie sociale Mauricie (Québec, Canada)
* Consejo Consultivo de Mujeres de tenjo (Colombia)
* Consejo de Consumidores para la Economía Solidaria (Costa Rica)
* Consejo E.Solidaria Canelones (uruguay)
* Consejo Mexicano de Empresas de la Economía Solidaria (México)
* Consorzio Città dell’Altraeconomia (Italia )
* Consumo y Comunicación Alternativa, COKOMAL (Costa Rica)
* Controvento (Italy)
* Cooperativa Atahualpa (Argentina)
* Cooperativa Bem Me Quero (Brasil)
* COOPERATIVA DE AGRICULTORES FAMILIARES E PESCADORES ARTESANAIS DA ECONOMIA SOLIDARIA DA REGIAO DO MATO GRANDE-RN – COOAFES (Brasil)
* Cooperativa de Costureiras e Artesãos de Parnamirim (BRASIL)
* cooperativa de trabajo encuentro (argentina)
* Cooperativa de Trabajo Juanito Contreras LTDA (Argentina)
* Cooperativa de trabajo mixta de Enseñanza. Atahualpa Limitada (argentina )
* Cooperativa Financiera COOFINEP (Colombia)
* Cooperativa La Vaca (Argentina)
* Coordinadora Nacional de Economía Solidaria (Uruguay)
* Coordinadora Nacional de Economía Solidaria Uruguay (América del Sur)
* Corporación RELACC (Ecuador – América latina)
* COSPE-Sede Nicaragua (Nicaragua)
* CRESAÇOR – Rede de Economia Solidária dos Açores (Açores -Portugal)
* CRESS CENTRE (FRANCE)
* CSEM/ ADED VALLE, Centro De Servicios Para El Emprendedurismo De La Mujer (CSEM) Fundacion Agencia De Desarrollo Economico Departamental De Valle (ADED VALLE) (Honduras, Región Golfo De Fonseca)
* CSEM/ADED VALLE Centro de Servico Para El Emprendedurismo De La Mujer (Honduras, Region Golfo de Fonseca )
* CTA-ZM – Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (Minas Gerais – Brasil)
* CTC (BRASIL)
* Das Lanhas Assessoria e Consultoria (Brasil)
* Departamento de Justicia y Solidaridad – CELAM (America Latina)
* Día Mundial de Oración – Comité Alemán /Sección Proyectos (Alemania)
* DULZURA DEL MAR (TUMACO NARIÑO COLOMBIA)
* Eartheal (USA)
* ECAM (Bolivia)
* Eidé Ensayo Fotográfico y Audiovisual (Argentina)
* EL ANDAMIO SOCIAL (ARGENTINA)
* ELO (Brasil)
* Empreendimento solidário de costureiras e artesãos de parnamirim,RN (BRASIL)
* En Transition T.S.R. (Québec Canada)
* équiterre (Canada )
* ERUUF Earth Justice (United States of America)
* Escola Municipal Professora Anita M. Dourado (Brasil)
* Espacio de Economía Solidaria y Comercio Justo (Paraguay)
* Espacio Nacional de Economía Social y Solidaria (Argentina)
* EYES (EUROPE)
* Fair (Italy)
* FBES – Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Brasil)
* FBSSAN – Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil)
* FENACOOP, R.L (NICARAGUA)
* Fondation rivières (Canada)
* Fora do Eixo (Brasil)
* Fórum de Economia Solidaria de São José dos Pinhais (Brasil)
* Fórum de Economia Solidária do Distrito Federal e Entorno (Brasil)
* Fórum Municipal de Economia Solidária de Balneário Camboriú (Santa Catarina, Brasil)
* FORUM PERMANENTE DE CIDADANIA DE COLINAS (BRASIL – MARANHÃO )
* Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária (Minas Gerais / Brasil)
* Fruta Comida Semilla Sembrada (Ecuador)
* Fundación Ahora, A.C. (Méxicao/Centro-Occidente/Aguascalientes)
* FUNDACION ARTE Y CULTURA DEL PACIFICO (BOGOTA COLOMBIA)
* Fundacion Pueblo Joven (Salta, Argentina)
* Fundacion Sagrada Familia (Argentina, Buenos Aires)
* Fundación Síntesis (Argentina)
* Fundacion TPH Concepcion (Chile)
* FUNDACION TRABAJO PARA UN HERMANO DE CONCEPCION (CONCEPCION, CHILE)
* fundacion utopia (ecuador)
* Greenpeace (Montréal, Québec)
* GRESP (Perú)
* Groupe d’économie solidaire du Québec (Québec)
* Groupe ÉCOSPHÈRE (Canada)
* Grupo Cooperativo Jade (México)
* Grupo de promocion de la Agricultura Ecologica (GPAE) (Nicaragua)
* Grupo Red de Economía Solidaria del Perú (GRESP) (Perú)
* GUAMINA (Mali )
* Haida Gwaii Community Futures (Canada)
* HUJ (Arménie)
* ICATMI (MEXICO)
* IMS (Brasil)
* Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares Universidade do Estado da Bahia (Brasil)
* Institute for Integrated Rural Development (IIRD) (India)
* Instituto de Desarrollo de la economía Asociativa (IDEAC) (Rep. Dominicana)
* Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (Brasil)
* Instituto para el Desarrollo y la Paz Amazonica (San Martin – Peru)
* Intecoop/Unifei – Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de Itajubá (Brasil)
* INTER-ACTION DEVELOPPEMENT DURABLE (FRANCE)
* ITCP/UNEB (Brasil)
* ITCP USP (Brasil)
* Juntos (Brasil)
* Katosi Women Development trust (Uganda)
* KIFESZ (Hungary)
* Kolping México (México)
* Kooperi – Coletivo para a promoção de práticas solidárias e autogestionárias (Brasil, sudeste, SP, São CArlos)
* latindadd (Perú)
* lavaca.org (Argentina)
* L’Égrégore (Canada)
* Maestria en Entidades de la Economía Social U.N.R (Argentina)
* MAIS Consultoria Social (Brasil)
* Marco Polo Echanger Autrement (France)
* MD (Québec)
* Mesa de Coordinación Latinoamericana de Comercio Justo – RIPESS LAC (América Latina y el Caribe, Perú)
* Mesa Nacional de Trabajo Cooperativo y Solidario (Colombia)
* MES (France)
* Migrations et Développement (Maroc)
* MIJARC (AFRICA,AISA, EUROPE AND LATIN AMERICA)
* MINISTERIO DE AGRICULTURA Y GANADERÍA (COSTA RICA)
* Mó de Vida Cooperativa de Consumo, CRL (Portugal)
* Movimiento Ambiental de Aguascalientes (México)
* Movimiento de Trabajadores Campesinos (Guatemala)
* Mujeres afros de Salahonda (Colombia, Dpto de Nariño)
* National Association of Small Boat Owners, NASBO (Iceland)
* Nonante inc (Canada)
* Núcleo de Formação em ECOSOL Ceará (Brasil)
* Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ (Soltec/UFRJ) (Brasil)
* Nuestras Huellas (Argentina)
* NUEVA CIVILIZACION (URUGUAY)
* Objectif Plein Emploi (Luxembourg)
* ONG. JUVENTUDE SEM FRONTEIRAS (BRASIL)
* ONG Programas Sociales Comunitarios (Salta, Argentina)
* P’ACTES (Europe)
* Pastoral social (La Ceiba – Honduras)
* PECOSOL| (Centroamérica)
* Plateforme des Organisation de la Société Civile sur les Droits Economiques, sociaux et Culturels au Cameroun (Cameroun)
* Plumes & Jardins (Quebec, Canada)
* PODER, A.C. (MEXICO)
* PROCOSOL (Panama)
* Production de L’Amarante (Québec)
* Productions à deux têtes (Québec)
* Prof contre la hausse (Montreal/ Québec / Canada)
* Projeto Ramá (Brasil)
* Promoción del Desarrollo Popular, A.C. (México.) * Raid (Tunisie)
* REAS BALEARS (ESPAÑA)
* REAS – Red de Redes de Economía Alternativa y Solidaria (España)
* Red COMAL – Red de Comercialización Comunitaria Alternativa (Honduras) * REDCOOP (MÉXICO)
* Red Cuna (Argentina)
* Red de Coordinación en Biodiversidad (Costa Rica, Centroamérica)
* Red de Fundaciones y Asociaciones de Economía Social Solidaria (Centramerica y Caribe)
* RED DE LA ESPERANZA (MÉXICO)
* Red de Mujeres para el Desarrollo (América Latina y Caribe)
* Red de Organizaciones de Economía Solidaria (REDESOL) (Rep. Dominicana)
* Rede de educadores/as de economia solidária PE (NE do Brasil)
* Rede de Educadores em Economia Solidária (Brasil)
* Rede Dicção (Brasil)
* Rede Nacional das Incubadoras Tecnológicas de cooperativas Populares/ITCP-Unochapeco (Brasil)
* Red micro creditos no podemos fracasar (Argentina)
* Red Nacional de Investigadores y Educadores en Cooperativismo y Economía Solidaria (REDCOOP) (México)
* Red Uniendo Manos contra la Pobreza (Perú)
* REMECC A.C. (Mexico)
* RENAPESS MALI (MALI)
* RENICC (Nicaragua)
* Reorient Onlus (Italia )
* Retos al Sur (Uruguay)
* RIPESS-Asia/Asian Solidarity Economy Coalition (ASEC) (Asia)
* Rizosfera (Chile)
* RTES (France)
* RUPTURA (ECUADOR)
* Scop Energies Alternatives 06 (France)
* Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (Brasil)
* Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil)
* SEDYS – Trujillo- Servicio Educativo para el Desarrollo y la Solidaridad (PERU)
* Seminario Permanente para la Gobernabilidad mediante el Desarrollo Sustentable. Con base en una metodología de investigación interdisciplinaria. (Mexico City)
* Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Bento Fernandes (Brasil)
* société civile (Canada)
* SODEV MAROC (MAROC)
* Soltec/UFRJ (Brasil)
* Soutenable.net (France)
* Support for Women in Agriculture and Environment (SWAGEN) (Uganda, East Africa)
* SURJA EDUCACION CIUDADANA (MEXICO)
* Syndicat Unique des Travailleurs de la Santé et de l’Action Sociale (SENEGAL)
* Tierra Luna (México)
* Transition movement (Canada)
* UDELAR (URUGUAY)
* UFRPE (Brasil)
* UNCPM Union Nationale des Coopératives des Planteurs et Maîchers du Mali (Mali)
* UNEMAT/REMSOL/FEES-MT/NECOMT/IOCAS (BRASIL)
* UNIVERSIDAD AUSTRAL (ARGENTINA)
* UNIVERSIDAD DE BUENOS AIRES (ARGENTINA)
* Universidad de Castilla-La Mancha (España)
* Universidade Federal Rural de Pernambuco/FBES (Brasil)
* Universidad Nacional de Rosario (Argentina)
* Universitas Nueva Civilización (Chile)
* University of Valencia (Spain)
* UQAM, Institut des sciences de l’environnement (Québec-Canada)
* Urgenci International Network for Community Supported Agriculture (Global)
* USP (Brasil)
* US Solidarity Economy Network (United States of America)
* Visão Mundial (Brasil)
* VQP (Argentina)
* WESPAC Foundation (USA)
* World Forum of Fish Harvesters and Fish Workers (WFF) (International organization)
* Xarxa Economia Solidaria (Cataluña, España)

Estudo analisa projeto de lei que pretende tirar MT da Amazônia Legal

 https://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2022/09/16/179606-estudo-analisa-projeto-de-lei-que-pretende-tirar-mt-da-amazonia-legal.htm...