terça-feira, 3 de abril de 2012

BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.



BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

"Se o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) foi instigante, o próximo - que queremos organizar - será conectante." Essa foi a síntese de Fidelis Paixão, advogado, pastor e ativista de várias redes de educação ambiental, ao propor Belém do Pará como sede do oitavo FBEA. Ladeado por dezenas de participantes que vieram da Amazônia para participar do VII FBEA em Salvador, ele viu a proposta aprovada por aclamação durante ultima atividade realizada no Centro de Convenções, no sábado, 31 de março.
Foi uma tarde com muita vibração telúrica no Salão Oxalá. A ativista May East - proveniente da da ecovila de Finhorn, Escócia - conduziu uma dinâmica embasada nos quatro elementos (terra, fogo, água e ar) com os participantes da plenária final, no salão Oxalá. Homens, mulheres e crianças participaram do ato e de mãos dadas fizeram uma ciranda, marcada pelo ritmo de mantras evocativos das forças da natureza.
A mesa da plenária de encerramento foi composta pelas coordenadoras do VII FBEA, Tita Vieira e Henriqueta Raymundo, e pelos responsáveis pelo eventos da programação, que fizeram a “colheita do fórum”, um rápido balanço de tudo que aconteceu. Foi também a vez de agradecimentos e de homenagens à comissão organizadora do fórum, que contou com a contribuição de dezenas de voluntários desde a fase preparatória do evento até na condução das diversas atividades.
Estudantes universitários e do ensino fundamental também se destacaram no voluntariado. A cobertura educomunicativa feita pelos alunos de cinco escolas públicas de Salvador e região metropolitana inovou as possibilidades de comunicação. O conteúdo produzido pelos educomunicadores em texto, vídeo e fotografia está disponível no bloghttp://coberturaeducomviifbea.blogspot.com.br/

MOÇÕES E SONHOS EM REDE
A plenária final do VII FBEA aprovou importantes moções trazidas por seus participantes:
* Moção de apoio à campanha Veta, Dilma! pela rejeição à proposta de reformulação do Código Florestal aprovada no Senado;
* Moção de repúdio à medida que extingue a anuência prévia do gestor de unidades de conservação em processos de licenciamento ambiental no Estado da Bahia;
* Moção de apelo ao governador do Paraná para desengavetar a tramitação do projeto de lei que estabelece a política estadual de educação ambiental naquele estado; de repúdio à PEC 215 que altera os procedimentos para demarcação de terras indígenas;
* Moção de repúdio ao programa de energia nuclear, retomado no País.
Sonhos em rede
O VII FBEA propôs duas novas formas criativas de mandar os recados individuais para a Rio+20, que reunirá, mandatários de diversos países no Rio de Janeiro, entre 13 e 22 de junho, que discutirão um futuro mais sustentável para o Planeta.
No mundo virtual, abraçou a campanha "Meu Sonho Verde", proposta pela Onu, que estimula indivíduos do mundo todo a criarem vídeos de até dois minutos com suas mensagens para um futuro socialmente mais justo e ecologicamente sustentável, postando-os no Youtube.
Além disso, simbolizando a ação em rede, armou uma grande rede de pesca no Centro de Convenções da Bahia, oferecendo peixinhos cortados de garrafas pet (reaproveitamento), onde a pessoa escrevia seus sonhos por um mundo melhor, prendendo-os na rede com coloridas fitas do Bonfim. A proposta é transformar esta rede num símbolo da sociedade civil, na Rio+20, em favor da criação de sociedades verdadeiramente sustentáveis.
Planeta Terra e e planetinha digital
Fez sucesso a réplica do Planeta Terra, que pela primeira vez trouxe consigo o  “filhote”, Planeta Digital para participar do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA). Trazido por José Matarezi, coordenador da Trilha da Vida, representou, para os participantes, o desejo de manter viva a Mãe Terra. Muitas mãos deixaram suas marcas digitais no "planetinha", simbolizando a participação para que o sonho se concretize. Planeta e planetinha ficaram expostos no Centro de Convenções da Bahia durante quase todo o período de realização do VIIFBEA. Saiu uma única vez, para acompanhar o Cortejo Rumo à Rio+20, no centro histórico de Salvador (Pelourinho) – na noite de sexta feira, 30/3 –  que simbolizou o caminho que as contribuições dos educadores ambientais farão para chegar ao evento mundial.
CONSTELAÇÃO DE ATIVIDADES EM APENAS 4 DIAS
Em números: Ocupando dois pisos do Centro de Convenções da Bahia durante os últimos 4 dias de março, o VII FBEA contou com mais de 2,6 mil pessoas inscritas e um verdadeiro exército de colaboradores no apoio logístico, inclusive mais de 50 monitores voluntários e estudantes de 5 escolas na cobertura educomunicativa do evento. Foram 18 mesas de debates (mesas redondas, colóquios, jornada etc), 18 encontros paralelos promovidos por redes de educação ambiental (41 presentes), dois Cafés Sociais, e uma constelação de outras atividades, animadas por especialistas e personalidades de várias áreas do conhecimento: 
Tenda Sagrada: foi um lugar dedicado ao centramento de energia, de poder, de cura, de manifestação da espiritualidade, de respeito à ancestralidade, de reunião, do toque de tambor, de música, dança e meditação, disse Susan Manjula, uma das coordenadoras desse espaço. A tenda foi montada com estrutura de bambu em uma oficina de bioconstrução - coordenada pelo paraguaio Guilermo Gayo e sua equipe do Takuara Renda - dias antes da abertura do fórum e contou com a participação de voluntários.
Feira sustentável:  foi a realização de uma proposta de acolhimento de uma rede de comércio solidário em benefício de comunidades e de organizações populares, da agricultura familiar, de reservas extrativistas numa iniciativa para ser aprimorada nos próximos fóruns, na avaliação de Erika Almeida, uma das coordenadoras. Também incluiu uma seção de Artes, com forte presença da reciclagem de materiais na produção de objetos artísticos e utilitários.
Trilha da vida – experiência sensorial dirigida por José Matarezi, com equipe da Universidade do Vale do Itajaí (Univali - SC), da qual participaram mais de 300 pessoas e que se constituiu também em um espaço de fortalecimento emocional dos educadores ambientais diante do acirramento dos problemas ambientais locais e globais. Muitos aproveitavam para assistir ao Teatro Lambe-Lambe, logo ao lado, que proporciona sessões individuais de curta duração.
Oficinas e painéis: trabalho que começou em dezembro do ano passado com a chamada para inscrições, que tiveram que se estender até fevereiro para possibilitar a participação do público vinculado ao sistema formal de educação. As mais de 800 propostas resultaram na escolha de 67 oficinas e minicursos e quase 600 painéis, para apresentação no VII FBEA. O coordenador dessas atividades, Luiz Afonso Vaz de Figueiredo destacou a contribuição dos 56 avaliadores no esforço feito para contemplar o maior número possível  de trabalhos inscritos. “Os avaliadores voluntários foram heróis”, destacou o coordenador que também elogiou o envolvimento dos monitores que atuaram nas atividades durante o fórum.
Encontros paralelos: foram ao todo 18 com formato livre e todos engajados nos três eixos temáticos do fórum: fortalecimento dos educadores ambientais em rede, afirmação dos princípios estabelecidos no tratado de educação ambiental e preparação para a conferência Rio + 20. Os relatos de cada encontro paralelo serão disponibilizados nos anais do fórum, segundo informou Henriqueta Raymundo.
Café social: atividade de conversação aberta da qual emergiu o reconhecimento do esgotamento das listas de discussão e do desejo de aumentar o acesso aos softwares livres para sustentar a comunicação sem interferência de poder central, como destacou a coordenadora deste evento, Vivianne Amaral. Das rodas de conversas saíram propostas de ação como a realização de caminhadas e bicicletadas para reforçar campanhas nacionais como a de rejeição ao Código Florestal aprovado no Senado; e disseminação de bandeiras de luta do tipo “quero mais educação ambiental”, pela formação de ecotorcidas na em eventos como a Copa do Mundo, e de criação de um dia nacional sem água para sensibilização sobre a importância da água.
Moeda social: apesar do pouco tempo para estruturar a participação do Ecobanco no VII FBEA, o coordenador da iniciativa, Ian Requião de Castro avaliou como positiva a inserção do conceito de moeda social no evento. A moeda, que foi intitulada como elo, circulou na feira sustentável e na praça de alimentação montada no terceiro piso do Centro de Convenções. “Conseguimos fazer circular 1.120 elos”, observou ele. Adotada em seis comunidades na Bahia e em mais de 60 no País, a moeda social tem como objetivo fortalecer o comércio local nas comunidades, a partir do incentivo ao consumo dos produtos e serviços oferecidos na própria comunidade. 

SOBRE O VII FBEA
Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA (formada pela articulação de aproximadamente 45 redes e coletivos de educação ambiental ativas no país), com a Rede Baiana de Educação Ambiental - REABA, e Instituto Roerich de Paz e Cultura do Brasil, o VII FBEA realiza-se pela primeira vez no Estado da Bahia, no simbólico ano da Rio+20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho).
O VII FBEA foi concretizado graças aos patrocínios da patrocinio da Chesf, Petrobras, Itaipu Binacional, Coelba, Embasa, Banco do Nordeste, Abaf, CNPq, Sebrae, Battre Solvi, Revita, WWF, Instituto Sabin e Yamana Gold; do forte apoio do Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Educação, Turismo, Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, e de Desenvolvimento Urbano, e da Empresa de Desenvolvimento Agrícola SA (EBDA), bem como o apoio institucional de três Ministérios - da Educação e do Meio Ambiente - e do SESC-BA, da TVE Bahia e rádio Educadora FM (107,5Mhz).
O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) tem um espaço virtual, onde dá para buscar mais informações (inclusive de hospedagem mais barata) e fazer inscrições: http://viiforumeducacaoambiental.org.br.

Textos: Maiza Andrade, Edição: Silvia Czapski

Silvia Czapski / Comunicação VII FBEA

comunicaforumea@gmail.com


INTERAÇÃO:

* Sites:
http://midiasocial.rebea.org.br/ (Mídia Social REBEA)
http://pt.scribd.com/viiforumdeea (Compartilhamento de docs. do processo de organização).

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