domingo, 8 de abril de 2012

7º FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

WAGNER DE OLIVEIRA - GO
http://www.wagneroliveiragoias.blogspot.com.br/

7º FÓRUM BRASILEIRO 
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Salvador: 28-31 de março de 2012



Pelas ruas do 'Pelô' de Salvador,
educadores ambientais do Brasil

Participantes do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental carregam Globo Terrestre pelas ruas calçadas de pedra do Pelourinho - bairro no centro histórico da capital da Bahia. Mensagem com temática ambiental com muita música bem no estilo baiano. Em breve mais fotos do evento em Salvador

Educadores ambiental de todo o Brasil seguindo as meninas do Didá pelas ruas de pedra do Pelourinho que possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português. "A palavra pelourinho se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usada para castigar escravos(Wikipédia)
Participação no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental da cantora, atriz, compositora, pesquisadora de Civilizações e ritos antigos, instrutora de mantra e yoga, ligada em estudos do Xamanismo e educadora ambiental Radha Vitória

Ao modo baiano de passar a mensagem de meio ambiente

Paulo Roberto Padilha cantando várias canções no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador

Vivianne Amaral fala do Café Rebea

Bandeira da Rede de Educação Ambiental da Bahia

De mãos dadas no Largo do Pelourinho

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental presente no Pelourinho

A Terra nas nossas mãos

Hora do Planeta com o grupo do WWF no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

Pelas ruas do Pelourinho atrás do Didá

Faixa da 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global no cortejo pelo Pelourinho
.
De acordo com a leitora de Educação Ambiental em Goiás Camila, esses cactos próximos do oceano na região da Boca do Rio, em Salvador, estão em restinga, ecossistema que pertence ao bioma Mata Atlântica, que vai do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte e podem ser exóticos. Em breve mais fotos do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental realizado na Bahia

Mercado Modelo de Salvador visto a partir das vidraças do prédio do Elevador Lacerda. Este é apenas um dos ângulos de muitos que podem ser captados no local


Interior do Mercado Modelo de Salvador com centenas de bancas comercializando principalmente artesanatos


Camiseta vendida no Mercado Modelo chama a atenção com as antigas fitinhas com nomes de santos representando o cabelo da baiana


Outro ângulo do Elevador Lacerda e a feira de artesanatos na parte baixa da cidade e ao lado do Mercado Modelo


Menino observa a parte baixa da cidade de Salvador a partir do Elevador Lacerda. Escolas incentivam turismo levando os alunos para conhcecerem pontos turísticos da capital baiana


Flagrante na Ladeira do Carmo no Pelourinho. Homens pregam cartaz perguntando Até Quando? Referem-se ao tempo de restauração de alguns prédios. Alguns estão sendo restaurados e outros não

8º FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PODERÁ SER EM 2013 EM BELÉM DO PARÁ

8º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental poderá ser em 2013 em Belém do Pará
Abraço coletivo no escuro durante a Hora do Planeta no 7º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador. Belém do Pará poderá ser sede do próximo encontro de educadores ambientais e já em 2013. Abaixo várias fotos do evento dia a dia. Veja muito mais em breve


Momento do apagar as luzes com os representantes do WWF. Tudo no escuro só revelado pelas luzes do flashe. No auditório logo começaram a surgir as luzes dos celulares por todos os lados. A reflexão foi além... Sem luzes no teto mas com dezenas ou centenas de luzes de celulares por todo o auditório. Será que somos mesmo tão dependentes da tecnologia? O momento no escuro foi uma surpresa com sensações interessantes. Não dava para fotografar sem flashe, não dava para ver as pessoas, não dava para ler os cartazes. Mas dava para ver a grande quantidade de celulares iluminados como vagalumes de luzes contínuas


Arte pelas ruas de Salvador. Gosto de conhecer as cidades conhecendo sua cultura, seu povo, seus costumes, suas comidas, sua forma de falar e agir. Assim, em vários momentos vi baianos e baianos discutindo uma situação polêmica, que merecia um pouquinho mais de paciência no elevador, no trânsito, na hora de passar o troco. Realmente um grande aprendizado a partir da convivência mesmo que por poucos dias


Auditório Oxalá do Centro de Conveções da Bahia cheio até o momento da Colheita do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador


Outro ângulo do Elevador Lacerda que liga a parte alta da cidade histórica, do Pelourinho, a parte do comércio, inclusive ao Mercado Modelo. Recentemente o elevador ganhou iluminação controlada por computador com vários tipos de luzes e fica belíssimo a noite. Para subir ou descer tem de pagar 15 centavos


Moema Viezzer coordenou a 2ª Jornada Internacional: "A educação ambiental tem de chegar ao centro da vida cotidiana do sitema de educação e da gestão ambiental"


Trono utilizado por Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II em exposição na Igreja da Ordem 3ª Secular de São Francisco da Bahia, fundada em 1702


Protesto contra uso de energia nuclear durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Outro ângulo das ladeiras do Pelourinho com crianças de várias escolas da Bahia fazendo visitas às casas, prédios e igrejas centenárias: é o sempre conhecer para preservar


Doroty Martos coordenou mesa da Rio+20: "Não adianta cobrar se não ajudar a construir. Temos de fazer crítica construtiva, qualificada, mas precisamos participar do processo de construção da Cúpula dos Povos"


Igreja do Passo: local onde foi filmado "O pagador de promessas" há 50 anos. O acesso é a partir de uma das ladeiras do Pelourinho


Viviane Junqueira coordenou temática de resíduos sólidos: Sem educação ambiental não fazemos gestão de resíduos sólidos. Nós é que interagimos com o ser para a mudança"


Ruas do Pelourinho durante a noite. Muitas casas e prédios restaurados. Outros em restauração e outros aguardando. Mas à noite o que se teme é a segurança do turista

COMEÇOU A COLHEITA NO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIETAL

Começou a colheita no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambietal
Marlene Alano Coelho Aguiar da Universidade Federal de Santa Catarina deu início a colheita na manhã de sábado: "Quero levar uma camiseta do VII Fórum mas ela é de poliester... E temos alternativas de fibras naturais como as de algodão. Na mesa dos palestrantes vejo copinhos de plástico descartáveis. No restaurante, pratos e talheres descartáveis, bandeja de isopor... Que tal nos próximos anos trazermos nossas canecas?


Paulo Roberto Padilha cantou várias músicas inclusive com letras de Carlos Rodrigues Brandão


Carlos Rodrigues Brandão (Unicamp): "Somos todos seres em mutação"

VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL TOMA AS RUAS DO PELOURINHO

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental toma as ruas do Pelourinho
Ao "som dos tambores" das moças do Didá do Pelourinho participantes do VII Fórum desceram as ladeiras calçadas de pedras com faixas, cartazes e dois grandes balões representando o Globo Terrestre. Evento em Salvador vai até sábado 31 de março no Centro de Convenções da Bahia com mesas redondas, oficinas e a colheita do VII Fórum


Escola de Música Didá puxando o cortejo nas ruas calçadas com pedras no Pelourinho em Salvador


Bandeira do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental no Pelourinho: Rumo a Rio+20 e as Sociedades Sustentáveis


Antônio Donato Nobre: "A biodiversidade tem função essencial na regulação dos ambientes planetários"


Cortejo no Pelourinho


Espaço da REIA-Goiás e Projeto Renascer


Grupo Giramundo fez belo trabalho com danças circulares sagradas durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador. De mãos dadas em roda ou aos pares os participantes do evento reviveram as danças tradicionais dos povos e celebraram a vida. Na sexta -feira, 30, um dos pontos altos do evento será a realização de um cortejo "Rumo a Rio+20' ao Centro Histórico Pelourinho


Marcos Arruda propôs a todos fecharem os olhos para uma reflexão: "Somos seres evolutivos. Temos a tarefa da Mãe Natureza de regermos nosso desenvolvimento"


Marcos Terena dos índios conhecidos como cavaleiros do Mato Grosso do Sul que hoje andam de bicicleta, moto...: " "Todo mundo sabe o que é oca, casa. Já cari era um peixinho muito feinho que tinha no Rio de Janeiro. Por isso que quem nasce no Rio de Janeiro tem orgulho de dizer 'Sou carioca'"


Com as baianas Dejanira e Mãe Conceição que participou da mesa redonda "Visões de mundo e suas relações com a Educação Ambiental", Detalhe: camiseta com página do blog Educação Ambiental em Goiás


A dança circular valoriza a cooperação, a diversidade e a inclusão


Preparação de bandeiras e faixas para cortejo até o Pelourinho "Rumo a Rio+20"


Revivendo as danças tradicionais dos povos e celebrando a vida


Cacique Cafuzo Tukumbó Dyeguaká Robson Miguel discutindo infanticídio indígena: "De 235 etnias indígenas só 13 praticam o infanticídio"


Grupo Giramundo - Danças circulares


Canções para o verde, mantras e dança com Radha Vitória e seu grupo antes de mesa redonda

MAIS DE 2600 PARTICIPAM DO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR

Mais de 2600 participam do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador
Cacique cafuso tukumbó Dyeguaka Robson Miguel e sua esposa índia Tikuna do Amazonas We'e'ena-onça Miguel cantaram o Hino Nacional em tupi-guarani na abertura do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador-Bahia. Evento vai até sábado e você acompanha aqui em Educação Ambiental em Goiás


Oficina frevos e dobrados do Pelourinho se apresentando no final da abertura do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Flautistas da Oficina de frevos e dobrados do Pelourinho


Ao som da oficina de frevos e dobrados do Pelourinho no final da abertura do evento todos etraram na roda


Apresentação da Oficina de frevos e dobrados de Salvador que tem sede no Pelourinho regida pelo maestro Fred Dantas


Coordenadora do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental Maria Cristina Nascimento Vieira


Educadora Ambiental Jacqueline Guerreiro


Educadora ambiental professora do Mato Grosso Michèle Sato


Abertura do evento na quarta-feira a noite no auditório Yemanja do Centro de Conveções da Bahia


Governador da Bahia Jaques Wagner em discurso e inclusive respondendo a perguntas de protesto


Participantes do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador: 2600 pessoas inscritas

MUITAS FILAS NO PRIMEIRO DIA DO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR - BAHIA

Muitas filas no primeiro dia do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador - Bahia
Participantes do evento aguardam na fila para fazer inscrição para minicursos. O evento já conta com mais de 2600 inscritos de todo o Brasil. Abertura oficial será à noite no Centro de Cultura e Convenções da Bahia.


Luiz Figueiredo Afonso da organização do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental dando explicações sobre os atrasos nas inscrições para o evento e as oficinas: "Sou voluntário, de São Paulo, e estou cooperando com a organização do evento. Só será possível um minicurso para cada pessoa. Não tem como quatro minicursos para cada pessoa porque são 2600 inscritos"


Amigas de fila de minicurso: Yuara de Goiás e Amanda do Rio de Janeiro. Essa amizade pode gerar uma viagem para a RIO+20 e SABC em Goiânia

'MEU REI', JÁ COMEÇOU O VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR, NA BAHIA

'Meu Rei', já começou o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador, na Bahia
Déborah Dias, Rogério Wong e Denise Minichelli do Sesc de São Paulo sentem o calor de Salvador. Na fila da inscrição muitos usam leque ou improvisam. Mas o que importa é a animação para o evento que você acompanha aqui em Educação Ambiental em Goiás


E quem não chegou cedo está em filas enormes para inscrição


Entrada do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Chegando a Salvador: o oceano e as luzes da cidade


Vista da orla e do mar em Salvador a partir do Centro de Convenções


Entrada do Centro de Convenções da Bahia

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MOÇÃO DE REPÚDIO À PEC 215

MANIFESTO lançado durante o 7º fórum brasileiro de educação ambiental
Salvador, BA: 28-31 de março de 2012


MOÇÃO DE REPÚDIO À PEC 215


REBEA – REDE BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ao Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados Federais do Brasil.

Nós, Educadores e Educadoras Ambientais da malha da Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA,

Manifestamos nossa indignação e expressamos repúdio à definição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que aprova a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 215, a qual transfere para o Congresso Nacional (Senado) a competência de aprovar e deliberar sobre a demarcação de terras indígenas, terras dos quilombolas e unidades de conservação.

Entendemos que a decisão se deu exclusivamente por determinação da bancada ruralista do parlamento brasileiro que beneficia e se rende aos interesses do latifúndio, do corporativismo e do agronegócio, em detrimento dos interesses da sociedade, do respeito aos povos e sua cultura, do uso racional e partilha justa de terras e da conservação ambiental.

Enquanto isso nossos povos nativos e tradicionais estão sendo assassinados de forma brutal e desumana e nossas unidades de conservação correm risco de desafetação em nome de um desenvolvimento a qualquer custo que exclui, ignora, sacrifica vidas, aumenta a insegurança e violência no campo e coloca em perigo o futuro da biodiversidade que abastece todas as formas de riqueza desse país.

Por Justiça Social e Ambiental, já.

VII Fórum Nacional de Educação Ambiental,

Salvador, 31 de março de 2012.

Abaixo assinam todas as redes de educação ambiental integrantes da REBEA.



Rede de Educação Ambiental do Mato Grosso do Sul – REAMS

Rede de Educação Ambiental do Cerrado – REACERRADO

Rede de Educação Ambiental de Rondônia – REACO

Rede de Educação Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASUL

Rede de Educação Ambiental da Bahia - REABA

Rede de Educação Ambiental Gaúcha Integradora – REAGI

Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio São João - REAJO

Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – REARJ

Rede de Educação Ambiental de Santa Catarina - REA- SC

Rede Capixaba de Educação Ambiental – RECEA

Rede Mineira de Educação Ambiental – REMEA

Rede de Educação Ambiental de Goiás – REA-GO

Rede de Educação Ambiental da Região dos Lagos e Zona Costeira - REALAGOS

Rede Nordestina de Educação Ambiental – RENEA

Rede de Educação Ambiental do Lago Paranoá

Rede de Educação Ambiental do Rio Grande do Norte - REARN

Rede de Educação Ambiental da Baixada Fluminense

Rede Amazônica de Educação Ambiental - REMEA

Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REA- PB

Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA

Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental – REBECA

Rede Carajás de Educação Ambiental

Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA

Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental - REMTEA

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Textos para entender a Conferência Rio+20

o eco




Estamos a menos de três meses do início Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. De agora em diante, os debates irão esquentar. Para conhecer a base dessas discussões, ((o))eco preparou a lista dos documentos oficiais que são essenciais para acompanhá-las.

O site oficial do evento coloca como questões centrais da Conferência a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza, com ênfase sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável.

Documentos oficiais da Conferência

Esboço Zero - O futuro que queremos (Em Português)
O Esboço Zero, também chamado de Minuta Zero, foi apresentado no dia 10 de janeiro de 2012 e, como o próprio nome sugere, é um esboço do documento final da Conferência, com contribuições de todos os Estados-membros da ONU.  O esboço zero está em discussão e deverá sofrer alterações até o início conferência, em junho.

Resolução 64/236 da Assembleia Geral da ONU (Português)
Resultado da Reunião Plenária realizada no dia 24 de dezembro de 2009, onde foi tomada a decisão de organizar e delimitar o escopo, em 2012, a Conferência Rio+20. A principal função dessa resolução é determinar que da conferência resultará um documento consensual das nações participantes.

Documentos do Brasil

Documento de Contribuição Brasileira à Conferência Rio+20 (Português)
Segundo o site oficial da conferência, esse documento é a contribuição brasileira para o processo preparatório da Rio+20, apresentando as propostas iniciais do Brasil, país anfitrião, sobre os temas da Conferência.

Decreto No 7.495, de 7 de junho de 2011
Cria a Comissão Nacional para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e o Comitê Nacional de Organização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e a Assessoria Extraordinária para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que é um órgão de assistência direta da ministra Ministério do Meio Ambiente.
O decreto dispõe sobre a função de cada nova comissão e aponta sobre o  remanejamento de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS.

Portaria Interministerial No. 217, de 17 de junho de 2011
Dispõe sobre o processo de escolha, pelas entidades representativas, dos representantes dos órgãos estaduais e municipais do meio ambiente e da sociedade civil na Comissão Nacional para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Estocolmo, Rio, Joanesburgo: O Brasil e as três Conferências ambientais das Nações Unidas
Esse é o livro escrito por André Aranha Corrêa do Lago, diplomata, que hoje é Negociador-chefe do Brasil para a Rio+20. Ele escreve sobre a posição do Brasil nas três mais importantes conferências ambientais já feitas: A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em 1972 (realizada em Estocolmo); A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992 (Realizada na cidade do Rio de Janeiro); e a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, em 2002, realizada em Joanesburgo.

Multimídia

Conferência Rio+20 – Chamada – Governo Brasileiro

Linha do tempo do cinismo ambiental

ecodebate
http://www.ecodebate.com.br/2012/04/03/linha-do-tempo-do-cinismo-ambiental/#.T3udlfAjjoU.email


Linha do tempo do cinismo ambiental

Publicado em abril 3, 2012 por 
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Na aula inaugural da EPSJV/Fiocruz, a pesquisadora Camila Moreno faz um histórico detalhado das Nações Unidas, das conferências sobre meio ambiente e explica o que está por trás do discurso da Economia Verde rumo a Rio+20.
Quase ninguém mais consegue negar que o mundo vive hoje uma crise ambiental – poluição do ar, do solo, das águas, extinção de espécies, inundações, desabamentos, falta d’água – enfim, inúmeras evidências de que há um desequilíbrio no meio ambiente. Mas o que pode ainda não estar tão claro é que, apesar de perversa para a maior parte das pessoas, a destruição dos bens naturais pode gerar lucros para uma minoria. E como isso acontece? Essa pergunta foi respondida na aula inaugural da EPSJV/Fiocruz com a conferência Rio+20: a quem serve a economia verde?, proferida por Camila Moreno, no último dia 22 de março. “Se existisse floresta por todos os lados, alguém pagaria por um espaço para que as araras pudessem se reproduzir? Se tivesse água limpa por todos os cantos alguém pagaria por água?”, diz a pesquisadora. Ela explica que a Economia Verde carrega uma grande contradição: ela só produz riqueza quando há escassez dos recursos naturais.
Camila Moreno, que é coordenadora de sustentabilidade da Fundação Heinrich Böll e acompanha há vários anos as convenções sobre clima e biodiversidade das Nações Unidas, definiu com riqueza de detalhes a história da ONU e da transformação da economia ao longo do tempo. “Para falar de Economia Verde e Rio+20, primeiro temos que falar sobre o que é uma Conferência das Nações Unidas. As Nações Unidas surgiram no mundo a partir de 1944, antes disso existia algo chamado a Liga das Nações”, inicia a pesquisadora, que também é membro do GT de Ecologia Política do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso) e do Conselho Internacional da Red por uma America Latina Libre de Transgenicos (RALLT). Com humor, Camila compara a Liga das Nações, que deu origem a ONU, com a reunião dos super-heróis dos desenhos animados “para salvar o mundo do mal”. “Depois da 2ª Guerra Mundial é impossível pensar o mundo sem pensar o que é o multilateralismo, que é esse espaço construído pós 2ª Guerra Mundial – as Nações Unidas. E lá cada país tem direito a um voto. O voto de um país africano em tese vale o mesmo que o voto da Alemanha ou da França, mas o que acontece é que essa estrutura que se montou para justamente governar o mundo vem passando por profundas transformações e sendo profundamente questionada”, diz. Ela explica que a formação de grupos de países, como os G7 e G20, fez uma alteração na correlação de forças dentro das Nações Unidas, dando mais poder às grandes potências.
A pesquisadora detalha também as transformações no conceito de economia, o que, para ela, é outro conhecimento fundamental para quem quer compreender a proposta de Economia Verde. Camila observa que a palavra economia vem da palavra grega ‘oikos’, que significa cuidar da casa, ou seja, fazer toda a gestão do abastecimento, garantir que haja animais para a alimentação, plantio, etc. O dinheiro, símbolo da economia atual, também não era em papel ou moedas como é hoje. “Já foram utilizadas conchas, sementes de cacau, pecinhas de cerâmica. Uma série de coisas foi usada ao longo da história para que as pessoas trocassem e esse valor nas trocas permanecesse estável”, comenta. De acordo com a pesquisadora, as ideias de economia ligadas a crescimento fazem parte da história mais recente. “Essas são ideias recentesna história. Porque quando a gente pensa em oikos, esse cuidar da casa não significa derrubar a casa dos outros, ocupar e passar por cima e ir crescendo e acumulando. Porque eu não posso crescer a ponto de expulsar os outros para fora da Terra. Talvez em algum momento eu possa construir naves espaciais e mandar todos os que sobram para outro planeta”, ironiza.
Linha do tempo
Camila destaca vários momentos importantes para compreender como o mundo chega hoje à Rio+20 com a proposta oficial da Economia Verde como solução para a crise mundial. Seguindo a linha do tempo, a pesquisadora ressalta a realização da Conferência de Bretton Woods – quando foram criados o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – e a Guerra Fria, que dividiu o mundo no bloco socialista e o bloco capitalista. Da mesma forma, a própria criação da ONU e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), presidida pelo brasileiro Josué de Castro, é considerada um marco nesse processo. “Josué de Castro coloca bem claro que a fome e a questão da alimentação do mundo são problemas essencialmente políticos. Não é a toa que ele fala isso. Naquele tempo a estratégia da Guerra Fria, de como vencer o bloco comunista, foi fazer uma Revolução Verde baseada na ideia de transformar massivamente os ecossistemas do mundo em grandes monoculturas dependentes de sementes híbridas. Pela primeira vez na história, os camponeses teriam que comprar as sementes a cada colheita e usar todos os químicos que sobraram da 2ª Guerra”, critica.
Entretanto, segundo Camila, houve quem questionasse o discurso da Revolução Verde. Outro marco importante para a pesquisadora é a publicação do livro Primavera Silenciosa, da bióloga norte-americana Rachel Carsons, em 1962. “Estudando os botos na costa da Califórnia, ela descobriu que toda a vida marinha está profundamente contaminada pelo uso cumulativo dos agrotóxicos, que entram na terra, permeiam o ciclo das águas e não saem da natureza. Ela diagnosticou não apenas a extinção de várias espécies, mas também que esses químicos e esses venenos atingem a maioria da população”, relata. O livro, ressalta Camila, fez um grande sucesso e foi considerado a fundação do movimento ambientalista nos Estados Unidos, que depois se espalhou para outros países.
No início dos anos 70, outra publicação teve papel importante no processo que culminará com a Rio+20, mas dessa vez corroborando o pensamento de privatização da natureza. Trata-se do texto A tragédia dos Bens Comuns, de Garret Hardin, que defendia a ideia de que tudo que é público está fadado a desaparecer. É nesse contexto, segundo Camila, que é realizada a primeira conferência da ONU sobre Meio Ambiente, em 1972, na cidade de Estocolmo. “Pela primeira vez esses países, dentro da estrutura das Nações Unidas, se juntam para pensar o meio ambiente humano. Mas o que acontece é que um ano depois dessa Conferência de Estocolmo, quando deveria ser lançada uma agenda para pensar como proteger o meio ambiente como um bem comum, acontece um grande baque na história com a Crise do Petróleo”, aponta. A pesquisadora conta que nessa época é criada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a economia entra na época da financeirização, ou seja, acaba o lastro das moedas em ouro. “Hoje, como não tem mais o ouro, como o dinheiro é todo virtual, como a nossa economia internacional é toda entregue ao capital financeiro, das bolsas de valores, o sistema econômico precisa dar um salto, e é esse salto que vai se cristalizar na Rio+20, onde o esforço será o de convencer o mundo de que agora entramos na era do capital natural”, fala.
Nos anos 80, continua Camila, dois personagens – o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, e a primeira ministra britânica Margareth Thatcher – protagonizaram outro momento importante na história: eles são os grandes defensores, bem como colocam em prática, as políticas neoliberais. A pesquisadora explica que as reformas implementadas pelos dois governantes, chamadas de “ajustes estruturais”, consistiram em privatização e precarização dos direitos dos trabalhadores. “Essas medidas que de maneira geral transformaram todas as economias do sul numa mesma época ficaram conhecidas como o Consenso de Washington”, detalha. Além deste Consenso, de acordo com a pesquisadora, outro consenso também é forjado um ano antes – o relatório escrito pela primeira ministra noruguesa Gro Harlem Brundtland a pedido das Nações Unidas chamado Nosso futuro Comum, que traz pela primeira vez o termo desenvolvimento sustentável. Camila destaca a semelhança do nome desse relatório com o título do documento para a Rio+20: O futuro que queremos. “Mas a pergunta que não quer calar é: quem queremos? Essa é uma pergunta que devemos fazer sempre, quem fala em nome de nós? A quem interessa?”, alerta.
Queda do muro de Berlim
Para Camila, o ano de 1989, quando houve a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, também é outro período fundamental para entender a conjuntura do mundo. Pouco depois, em 1992, é realizada no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – a ECO 92. “Para celebrar essa vitória de um sistema sobre o outro é que se realiza a Conferência do Rio, sob o governo do Collor, e que traz ao Rio 108 chefes de estado e de governo num momento histórico até hoje jamais repetido. Em nenhuma outra ocasião tantas autoridades mundiais estiveram juntas em um mesmo lugar”, diz. Camila detalha que nessa Conferência, para dar uma justificativa à sociedade civil, são assinadas três convenções – sobre clima, diversidade biológica e combate à desertificação – os mesmos temas que estão na pauta da Economia Verde. “Vinte anos depois, o que a Conferência Rio+20 oferece é: o mercado do clima, da biodiversidade e do solo”, protesta.
Apesar disso, segundo Camila, a sociedade civil não ficou pacífica diante das propostas de mercantilização dos bens naturais. Ela destaca movimentos de contestação que surgiram na década de 90. Em 1993, há a criação da Via Campesina; pouco tempo depois, o levante Zapatista, questionando o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). “Em 1999, quando a OMC se reúne na cidade de Seattle (EUA), as ruas são tomadas pelo movimento anti-globalização, que pela primeira vez aparece. A reunião é suspensa, há barricadas e fogo na cidade, e a sociedade civil diz: ‘a vida não se vende, o mundo não é uma mercadoria’. Essa campanha dá início ao processo do Fórum Social Mundial”, exemplifica.
Dez anos da ECO 92
Seguindo a linha do tempo, a coordenadora de sustentabilidade da Fundação Heinrich Böll chega até o ano de 2002, quando foi realizada, em Joanesburgo, na África do Sul, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Rio+10. Segundo a pesquisadora, a Conferência foi um fracasso porque os governos tiveram que reconhecer que muito pouco foi feito em 10 anos após a ECO 92. Nesse momento, a solução apresentada pelos países para os problemas ambientais, conforme relata Camila, são as parcerias público-privadas, e, assim, ganha força a ideia de que as empresas precisam ser sócias dos governos para a sustentabilidade acontecer. “Dez anos antes, na Rio 92, era impensável que uma empresa estivesse sentada dentro das Nações Unidas. Isso muda drasticamente em dez anos. O setor privado, as empresas e todas as instituições que visam o lucro começaram a se legitimar como parte de um processo de governar o mundo”, reforça. Em 2005, há uma vitória dos movimentos sociais com o plebiscito contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e também, de acordo com Camila, outro evento importante: o furacão Katrina nos EUA, que expõe a fragilidade do ambiente e das populações pobres frente as mudanças climáticas. “Quando há uma inundação é muito diferente o que acontece numa cobertura no Leblon e o que acontece nas periferias de São Paulo e do Rio, e essa fragilidade dos mais pobres ficou bastante evidente com o furacão Katrina”, comenta.
Mais uma vez, um outro relatório é definitivo na história: o documento chamado A Economia das Mudanças Climáticas, conhecido também como Relatório Stern, escrito em 2006 por Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial, sob a encomenda do governo da Inglaterra. Camila destaca que o documento vê oportunidades de negócios com o aquecimento global, como a produção de agrocombustíveis. Segundo a pesquisadora, a partir desse relatório, o termo economia de baixo carbono começa a ganhar peso nos discursos dos governantes. Já em 2008, seguindo a linha do tempo, explode a crise financeira. “Eu recomendo que vocês assistam ao filme Trabalho Interno – Inside Job um documentário brilhante sobre quem forma os economistas que conscientemente foram cúmplices da crise financeira, e sobre como o sistema se aproveita das crises para crescer. Ou seja, a crise ambiental não é um obstáculo ao capital, é uma oportunidade de negócios”, diz.
Segundo Camila, é a partir daí que o discurso “verde” toma ainda mais forma. A pesquisadora destaca que governos do mundo inteiro já entraram em acordo sobre uma métrica para colocar preço nos serviços dos ecossistemas, como a polinização feita pelas abelhas, ou a renovação do ar. “O mercado de carbono é um mercado de compra e venda de direitos de poluir o ar. Hoje já existem dois projetos de lei que tratam sobre como será a legislação para determinar pagamento de serviços ambientais. Um dos principais serviços ambientais, que supostamente vale bilhões, é a polinização das abelhas. Mas a pergunta que não quer calar é: como eu pago as abelhas? Qual é o sindicato das abelhas? Quem vai receber em nome das abelhas?”, brinca.
Hegemonia
A pesquisadora reforça o quanto o conceito de hegemonia é fundamental para compreender os consensos forjados ao longo da história, inclusive o que se aproxima, de defesa da Economia Verde, na Rio+20. “A Economia Verde diz, por exemplo, que as cidades são as mais eficientes e que é ineficiente viver no campo. Uma das tarefas da Economia Verde é esvaziar o campo porque é impossível vender pacotes tecnológicos de transmissão de energia eólica, energia solar e vender várias patentes para as pessoas que estão dispersas em assentamentos, para povos indígenas, quilombolas, que usam muito pouco dinheiro. O campo deve ser o local onde se vai produzir ecoturismo e vender pagamento por serviços ambientais. Mas é preciso pensar em uma pergunta bem básica: quem pode vender alguma coisa? Quem poderá vender serviços ambientais? Quem é proprietário de terra. E nós sabemos que o Brasil é o que tem a mais desigual concentração de terra do mundo. Então, quem irá vender e lucrar novamente será o agronegócio”, conclui.
Camila encerrou sua apresentação falando sobre mais um dois instrumentos de implementação da Economia Verde em curso já no Brasil, a Bolsa Verde do Rio, e as recentes mudanças no Código Florestal brasileiro. “Durante a Rio+20 haverá um evento imperdível: o lançamento da Bolsa Verde do Rio. O que será vendido? Créditos de carbono, direitos de emissão de efluentes químicos na Baía de Guanabara, títulos das UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora], porque para fazer bons negócios é preciso ter a pobreza pacificada e militarizada”, afirma. Sobre o Código Florestal, ela explica que o principal capítulo da nova legislação fala justamente sobre incentivos financeiros, o que, para Camila é emblemático da Economia Verde. “O capítulo dez diz que cada hectare de cobertura vegetal que os proprietários de terra tenham poderá ser inscrito no cadastro rural. Dessa forma, será emitida uma cédula de cobertura vegetal, e uma vez emitindo essa cédula, o proprietário terá 30 dias para registrá-la na bolsa de valores, porque isso poderá ser comprado e vendido. Ou seja, a partir da aprovação do Código Florestal, o fiscal do Ibama pode chegar em uma monocultura de cana de açúcar com 5 mil hectares, com trabalho escravo, e perguntar: ‘cadê a reserva legal?’ Ele vai olhar em volta e não vai ter nenhuma árvore, mas o proprietário vai dizer assim: ‘tá aqui o papel, aqui está a minha reserva legal, eu tenho tantos hectares no Tocantins’”, exemplifica.
Para a pesquisadora, esse é um prenúncio do que pode acontecer em escala mundial, embora ainda haja obstáculos a essa proposta que precisam ser potencializados. “Daqui a alguns anos pode existir um mercado do que ainda resta da natureza e quem ganhará com a Economia Verde serão os proprietários dos recursos naturais. E o grande obstáculo para isso é que ainda existam no mundo bens comuns, áreas de uso coletivo e povos e populações que ainda acreditam que não é privatizando, e nem através do comércio, que se vai construir outra sociedade e outra natureza”, concluiu.
Reportagem de Raquel Júnia, jornalista, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio(EPSJV/Fiocruz)
EcoDebate, 03/04/2012
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terça-feira, 3 de abril de 2012

BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.



BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

"Se o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) foi instigante, o próximo - que queremos organizar - será conectante." Essa foi a síntese de Fidelis Paixão, advogado, pastor e ativista de várias redes de educação ambiental, ao propor Belém do Pará como sede do oitavo FBEA. Ladeado por dezenas de participantes que vieram da Amazônia para participar do VII FBEA em Salvador, ele viu a proposta aprovada por aclamação durante ultima atividade realizada no Centro de Convenções, no sábado, 31 de março.
Foi uma tarde com muita vibração telúrica no Salão Oxalá. A ativista May East - proveniente da da ecovila de Finhorn, Escócia - conduziu uma dinâmica embasada nos quatro elementos (terra, fogo, água e ar) com os participantes da plenária final, no salão Oxalá. Homens, mulheres e crianças participaram do ato e de mãos dadas fizeram uma ciranda, marcada pelo ritmo de mantras evocativos das forças da natureza.
A mesa da plenária de encerramento foi composta pelas coordenadoras do VII FBEA, Tita Vieira e Henriqueta Raymundo, e pelos responsáveis pelo eventos da programação, que fizeram a “colheita do fórum”, um rápido balanço de tudo que aconteceu. Foi também a vez de agradecimentos e de homenagens à comissão organizadora do fórum, que contou com a contribuição de dezenas de voluntários desde a fase preparatória do evento até na condução das diversas atividades.
Estudantes universitários e do ensino fundamental também se destacaram no voluntariado. A cobertura educomunicativa feita pelos alunos de cinco escolas públicas de Salvador e região metropolitana inovou as possibilidades de comunicação. O conteúdo produzido pelos educomunicadores em texto, vídeo e fotografia está disponível no bloghttp://coberturaeducomviifbea.blogspot.com.br/

MOÇÕES E SONHOS EM REDE
A plenária final do VII FBEA aprovou importantes moções trazidas por seus participantes:
* Moção de apoio à campanha Veta, Dilma! pela rejeição à proposta de reformulação do Código Florestal aprovada no Senado;
* Moção de repúdio à medida que extingue a anuência prévia do gestor de unidades de conservação em processos de licenciamento ambiental no Estado da Bahia;
* Moção de apelo ao governador do Paraná para desengavetar a tramitação do projeto de lei que estabelece a política estadual de educação ambiental naquele estado; de repúdio à PEC 215 que altera os procedimentos para demarcação de terras indígenas;
* Moção de repúdio ao programa de energia nuclear, retomado no País.
Sonhos em rede
O VII FBEA propôs duas novas formas criativas de mandar os recados individuais para a Rio+20, que reunirá, mandatários de diversos países no Rio de Janeiro, entre 13 e 22 de junho, que discutirão um futuro mais sustentável para o Planeta.
No mundo virtual, abraçou a campanha "Meu Sonho Verde", proposta pela Onu, que estimula indivíduos do mundo todo a criarem vídeos de até dois minutos com suas mensagens para um futuro socialmente mais justo e ecologicamente sustentável, postando-os no Youtube.
Além disso, simbolizando a ação em rede, armou uma grande rede de pesca no Centro de Convenções da Bahia, oferecendo peixinhos cortados de garrafas pet (reaproveitamento), onde a pessoa escrevia seus sonhos por um mundo melhor, prendendo-os na rede com coloridas fitas do Bonfim. A proposta é transformar esta rede num símbolo da sociedade civil, na Rio+20, em favor da criação de sociedades verdadeiramente sustentáveis.
Planeta Terra e e planetinha digital
Fez sucesso a réplica do Planeta Terra, que pela primeira vez trouxe consigo o  “filhote”, Planeta Digital para participar do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA). Trazido por José Matarezi, coordenador da Trilha da Vida, representou, para os participantes, o desejo de manter viva a Mãe Terra. Muitas mãos deixaram suas marcas digitais no "planetinha", simbolizando a participação para que o sonho se concretize. Planeta e planetinha ficaram expostos no Centro de Convenções da Bahia durante quase todo o período de realização do VIIFBEA. Saiu uma única vez, para acompanhar o Cortejo Rumo à Rio+20, no centro histórico de Salvador (Pelourinho) – na noite de sexta feira, 30/3 –  que simbolizou o caminho que as contribuições dos educadores ambientais farão para chegar ao evento mundial.
CONSTELAÇÃO DE ATIVIDADES EM APENAS 4 DIAS
Em números: Ocupando dois pisos do Centro de Convenções da Bahia durante os últimos 4 dias de março, o VII FBEA contou com mais de 2,6 mil pessoas inscritas e um verdadeiro exército de colaboradores no apoio logístico, inclusive mais de 50 monitores voluntários e estudantes de 5 escolas na cobertura educomunicativa do evento. Foram 18 mesas de debates (mesas redondas, colóquios, jornada etc), 18 encontros paralelos promovidos por redes de educação ambiental (41 presentes), dois Cafés Sociais, e uma constelação de outras atividades, animadas por especialistas e personalidades de várias áreas do conhecimento: 
Tenda Sagrada: foi um lugar dedicado ao centramento de energia, de poder, de cura, de manifestação da espiritualidade, de respeito à ancestralidade, de reunião, do toque de tambor, de música, dança e meditação, disse Susan Manjula, uma das coordenadoras desse espaço. A tenda foi montada com estrutura de bambu em uma oficina de bioconstrução - coordenada pelo paraguaio Guilermo Gayo e sua equipe do Takuara Renda - dias antes da abertura do fórum e contou com a participação de voluntários.
Feira sustentável:  foi a realização de uma proposta de acolhimento de uma rede de comércio solidário em benefício de comunidades e de organizações populares, da agricultura familiar, de reservas extrativistas numa iniciativa para ser aprimorada nos próximos fóruns, na avaliação de Erika Almeida, uma das coordenadoras. Também incluiu uma seção de Artes, com forte presença da reciclagem de materiais na produção de objetos artísticos e utilitários.
Trilha da vida – experiência sensorial dirigida por José Matarezi, com equipe da Universidade do Vale do Itajaí (Univali - SC), da qual participaram mais de 300 pessoas e que se constituiu também em um espaço de fortalecimento emocional dos educadores ambientais diante do acirramento dos problemas ambientais locais e globais. Muitos aproveitavam para assistir ao Teatro Lambe-Lambe, logo ao lado, que proporciona sessões individuais de curta duração.
Oficinas e painéis: trabalho que começou em dezembro do ano passado com a chamada para inscrições, que tiveram que se estender até fevereiro para possibilitar a participação do público vinculado ao sistema formal de educação. As mais de 800 propostas resultaram na escolha de 67 oficinas e minicursos e quase 600 painéis, para apresentação no VII FBEA. O coordenador dessas atividades, Luiz Afonso Vaz de Figueiredo destacou a contribuição dos 56 avaliadores no esforço feito para contemplar o maior número possível  de trabalhos inscritos. “Os avaliadores voluntários foram heróis”, destacou o coordenador que também elogiou o envolvimento dos monitores que atuaram nas atividades durante o fórum.
Encontros paralelos: foram ao todo 18 com formato livre e todos engajados nos três eixos temáticos do fórum: fortalecimento dos educadores ambientais em rede, afirmação dos princípios estabelecidos no tratado de educação ambiental e preparação para a conferência Rio + 20. Os relatos de cada encontro paralelo serão disponibilizados nos anais do fórum, segundo informou Henriqueta Raymundo.
Café social: atividade de conversação aberta da qual emergiu o reconhecimento do esgotamento das listas de discussão e do desejo de aumentar o acesso aos softwares livres para sustentar a comunicação sem interferência de poder central, como destacou a coordenadora deste evento, Vivianne Amaral. Das rodas de conversas saíram propostas de ação como a realização de caminhadas e bicicletadas para reforçar campanhas nacionais como a de rejeição ao Código Florestal aprovado no Senado; e disseminação de bandeiras de luta do tipo “quero mais educação ambiental”, pela formação de ecotorcidas na em eventos como a Copa do Mundo, e de criação de um dia nacional sem água para sensibilização sobre a importância da água.
Moeda social: apesar do pouco tempo para estruturar a participação do Ecobanco no VII FBEA, o coordenador da iniciativa, Ian Requião de Castro avaliou como positiva a inserção do conceito de moeda social no evento. A moeda, que foi intitulada como elo, circulou na feira sustentável e na praça de alimentação montada no terceiro piso do Centro de Convenções. “Conseguimos fazer circular 1.120 elos”, observou ele. Adotada em seis comunidades na Bahia e em mais de 60 no País, a moeda social tem como objetivo fortalecer o comércio local nas comunidades, a partir do incentivo ao consumo dos produtos e serviços oferecidos na própria comunidade. 

SOBRE O VII FBEA
Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA (formada pela articulação de aproximadamente 45 redes e coletivos de educação ambiental ativas no país), com a Rede Baiana de Educação Ambiental - REABA, e Instituto Roerich de Paz e Cultura do Brasil, o VII FBEA realiza-se pela primeira vez no Estado da Bahia, no simbólico ano da Rio+20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho).
O VII FBEA foi concretizado graças aos patrocínios da patrocinio da Chesf, Petrobras, Itaipu Binacional, Coelba, Embasa, Banco do Nordeste, Abaf, CNPq, Sebrae, Battre Solvi, Revita, WWF, Instituto Sabin e Yamana Gold; do forte apoio do Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Educação, Turismo, Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, e de Desenvolvimento Urbano, e da Empresa de Desenvolvimento Agrícola SA (EBDA), bem como o apoio institucional de três Ministérios - da Educação e do Meio Ambiente - e do SESC-BA, da TVE Bahia e rádio Educadora FM (107,5Mhz).
O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) tem um espaço virtual, onde dá para buscar mais informações (inclusive de hospedagem mais barata) e fazer inscrições: http://viiforumeducacaoambiental.org.br.

Textos: Maiza Andrade, Edição: Silvia Czapski

Silvia Czapski / Comunicação VII FBEA

comunicaforumea@gmail.com


INTERAÇÃO:

* Sites:
http://midiasocial.rebea.org.br/ (Mídia Social REBEA)
http://pt.scribd.com/viiforumdeea (Compartilhamento de docs. do processo de organização).

Estudo analisa projeto de lei que pretende tirar MT da Amazônia Legal

 https://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2022/09/16/179606-estudo-analisa-projeto-de-lei-que-pretende-tirar-mt-da-amazonia-legal.htm...