sexta-feira, 1 de julho de 2011

NOTA DE REPÚDIO

NOTA DE REPÚDIO

No dia 27 de junho de 2011, o governo de Mato Grosso publicou no Diário Oficial do Estado uma lei que autoriza a permuta com a Fundação Nacional do Índio de áreas do Parque Estadual do Araguaia em troca da Terra Indígena Marãiwatsédé, no município de Alto Boa Vista. A jogada pretende regularizar a permanência de fazendeiros que invadiram o território tradicional do povo Xavante, transferindo os índios para a unidade de conservação estadual e ferindo a Constituição Federal, que deixa claro em seu artigo 231 que “as terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”.

A lei 9.564, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP) e do deputado Adalto de Freitas (PMDB), comete deslizes técnicos primários, como chamar o povo Xavante de “Nação Indígena Marawaitsede”, propondo sua saída do território tradicional com o objetivo de “regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”, como se os índios, e não os fazendeiros, estivessem em situação irregular. Para agravar ainda mais o caso, o governo coloca o parque estadual à disposição da Funai, mas, de acordo com dados da Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, a unidade de conservação tem hoje menos de 1% de áreas regularizadas. Ou seja, mais de 99% do parque ainda não pertencem efetivamente ao governo de Mato Grosso, não podendo ser negociados. Esta medida reforça a tentativa de criação de jurisprudência estadual para pressionar a reformulação dos procedimentos fundiários para a demarcação de terras indígenas.

Esta ação também evidencia que o estado decidiu intervir com força na tentativa de expulsão dos Xavante pela segunda vez em 50 anos, já que desde outubro de 2010 uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região diz que não cabem novos recursos ao processo e determinou a saída de todos os ocupantes não indígenas de Marãiwatsédé.

Os movimentos sociais abaixo-assinados reiteram seu protesto contra esta lei inconstitucional e todas as outras formas de pressão que incidem sobre o povo Xavante para que deixem sua terra tradicional.

Acesse a lei

LEI Nº 9.564, DE 27 DE JUNHO DE 2011.

http://www.iomat.mt.gov.br/do/navegadorhtml/mostrar.htm?id=405146&edi_id=2885

Sobre a Terra Indígena Marãiwatsédé

A Terra Indígena Marãiwatsédé tem 165 mil hectares no município de Alto Boa Vista, no nordeste de Mato Grosso, e foi homologada pela União em 1998. Atualmente vivem em uma aldeia 700 índios, que após terem sido retirados à força nos anos 60 pelo governo brasileiro, hoje lutam para recuperar a soberania alimentar e territorial em uma área invadida por latifundiários produtores de grãos e gado.

ABONG - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

AXA - Articulação Xingu Araguaia

CBFJ - Centro Burnier Fé e Justiça
Coletivo Jovem Pelo Meio ambiente de Juína-MT

CPT - Comissão Pastoral da Terra

FASE-MT - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - Regional Mato Grosso
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

Fórum de Direitos Humanos de Mato Grosso

GPEA-UFMT - Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte

GT MS – Grupo de Trabalho de Mobilização Social

Instituto Caracol

ICV - Instituto Centro de Vida

ISA – Instituto Socioambiental

OPAN - Operação Amazônia Nativa

REMTEA - Rede Mato-grossense de Educação Ambiental


sexta-feira, 24 de junho de 2011

UBUNTU

De: Luís Moreno <l.moreno@netcabo.pt>
Para: rede lusofona <redelusofona@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 22 de Junho de 2011 19:52
Assunto: [REDELUSO] Fw: Para entender O SENTIDO DA VIDA


UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!

Nota:
Peço à Vida para me dar amanhã, aquilo que eu hoje quero para os outros.
É solução para todos os problemas pessoais e sociais.
É entender O SENTIDO DA VIDA.
É a Nova Era, o Novo Mundo.
Era assim no Princípio.









---------- Forwarded message ----------
From: Santos Virgílio <santos.virgilio@ebonet.net>
Date: 2011/6/24
Subject: RE: [REDELUSO] Fw: Para entender O SENTIDO DA VIDA
To: RedeLusofona@yahoogrupos.com.br



 

Prezados redelusofonistas,

Como africano, folgo em saber que se está a divulgar o conceito de Ubuntu. Obrigado ao antropólogo que levou à ribalta este tema através do episódio que viveu. A lição que aprendeu tem a ver com os estereótipos que muitos intelectuais construíram em suas mentes: ir estudar uma certa realidade apenas com o fito de confirmar aquilo que pensam saber sobre tal realidade, ao invés de irem estudar de facto. O antropólogo se tivesse ido à tal “tribo” com o objectivo de estudar, claro que não precisaria esperar pelo último dia e aprender.

Aqui também ressaltar que o conceito de tribo em África não se resume a uma aldeia que ele terá visitado. Tribo é muito mais vasto territorialmente. Terá visitado uma ladeia pertencente a uma “tribo”. Aqui também o conceito de tribo é muitas vezes utilizado de uma maneira pejorativa, porque os diferentes grupos etnolinguísticos europeus (que existem na Espanha, na Bélgica “há meses sem governo”, na Alemanha e por todo lado) nunca são chamados de tribos.

Ubuntu, definitivamente não é nome de nenhuma tribo. É, isso sim, um conceito africano BANTU que encerra os valores mais nobres da vivência, como a partilha, a solidariedade, o respeito, a hospitalidade, em resumo quer dizer Humanidade para todos, “eu sou o que sou devido ao que todos nós somos”. Foi com base neste conceito um grupo de gente proclamou em 2002 na África Sul o apelo para a reforma profunda do sistema das Nações Unidas, que à cabeça o antigo líder da UNESCO Frederico Mayor Zaragoza (www.ubuntu.upc.edu).

Aos estudiosos das ciências sociais (humanas?) peço que estudem “com humanidade…”, não se espantem com a sabedoria africana, propositadamente ignorada…

Atenciosamente,
Santos Virgílio
Angola
+244 923 622 406
Skype: santos.virgilio1


quarta-feira, 8 de junho de 2011

MOÇÃO PELA VIDA E CONTRA OS AGROTÓXICOS



FÓRUM PEMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA

MOÇÃO PELA VIDA E CONTRA OS AGROTÓXICOS

Na aurora das ciências e avanços teconlógicos, a humanidade ainda não inventou algo que substitua o alimento necessário ao bom funcionamento do organismo. Após o paleolítico, ocasião em que o Homo sapiens deixou de ser nômade e passou a ser agricultor (8000 a.C.), inúmeras transformações ocorreram em função do poder instituído na humanidade, afetando as águas, as terras, o fogo e os ares. Adotando um modelo desenfreado de desenvolvimento, numa visão imediatista de lucro da minoria, testemunhamos a exclusão social e as injustiças ambientais que assolam o mundo. Sob o falso discurso de ser celeiro da humanidade, grande parte dos alimentos produzidos pelo agronegócio mato-grossense serve para refeição às vacas holandesas.

O uso e o nível de agrotóxicos, como fruto deste manejo sem ética, compromete a qualidade dos alimentos para o consumo humano e animal, provoca poluição, corrobora com as mudanças ambientais negativas, provoca competições desonestas, aumenta cada vez mais o abismo entre ricos e pobres e até impede que agricultores da agroecologia mantenham sua produção sadia e certificada. A insustentabilidade da vida mato-grossense não é somente instituída pelo governo, como estimulada essencialmente pelo manejo agrícola mecanizado e baseado em agroquímicos.

Para a defesa da sustentabilidade instituinte e planetária, os participantes deste fórum permanente contra os agrotóxicos e pela vida, manifestam-se:

* Pela defesa do código florestal como parte da sustentabilidade planetária, que não tenha meramente um interesse econômico, nem seu objeto e muito menos o final almejado;
* Por um zoneamento participativo, discutido e proposto no bojo do Grupo de Trabalho de Mobilização Social e que favoreça a agricultura familiar e a valorização do mapa social;
* Pelo repúdio aos megaprojetos de hidrelétricas como Belo Monte, além das inúmeras PCH que destroem a natureza e a cultura e, assim, também pela suspensão de qualquer obra que venha prejudicar a integridade ambiental e também dos povos do Pantanal, com a imediata retirada do projeto de hidrovia Paraguai-Paraná do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
* Pela concordância da “Moção contra o uso dos agrotóxicos e pela vida” aprovada durante a realização do V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (São Paulo, USP, 20 de abril de 2011) em seus tópicos: Proibir a pulverização aérea de agrotóxicos, tendo em vista a grande e acelerada expansão desta forma de aplicação de venenos, especialmente em áreas de monocultivos; Suspender as isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos; e Elaborar e implementar um conjunto de Políticas Públicas que viabilizem a superação do sistema do agronegócio e a transição para o sistema da Agroecologia;
* Pela defesa da autonomia das ciências éticas, que metodologicamente se inscrevem na soberania científica e essencialmente no compromisso político dos cientistas, seja na área da saúde, ecologia, educação, sociologia ou qualquer outra área do conhecimento e, portanto, repúdio a todo tipo de represália às pesquisas que evidenciem os danos causados pelos agroquímicos; (Pela valorização das pesquisas que evidenciem os danos causados pelos agroquímicos e proteção dos cientistas);
* Pela criação de programas de pesquisa sobre os impactos dos agroquímicos na saúde, no meio ambiente e nos alimentos e consequente análise de resíduos nos produtos do agronegócio exportador, além do apoio às vítimas de contaminação;
* Pela sensibilização dos conselheiros municipais de saúde, em especial o segmento dos usuários, quanto aos impactos na saúde e no meio ambiente, provocados pelo uso de agrotóxicos;
* Pela defesa dos Direitos Humanos, em especial ao estudo e intervenção da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre as ameaças de morte em MT e erradicação imediata do trabalho escravo e da violência instituída no campo;
* Pela defesa das vidas dos povos e comunidades tradicionais e grupos sociais vulneráveis, como os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, artesãos, agricultores familiares, retireiros do Araguaia, seringueiros, trabalhadores do carvão e tantos outros grupos marginalizados pelo poder econômico;
* Pela justiça socioambiental do campo e pela liberdade e autonomia dos sindicatos dos trabalhadores rurais na luta pela vida, e o nosso repúdio às ameaças de morte aos que combatem os agrotóxicos;
* Pela responsabilização legal e penal daqueles que utilizam os agroquímicos, assumindo os riscos das externalidades advindas de seu uso no meio rural e urbano;
* Pela proibição, no Brasil, da propaganda e uso de agrotóxicos já proibidos em outros países (especialmente na Europa) e sua equiparação à mesma condição de outras substâncias perigosas, com transporte e uso controlados; Por propagandas na mídia de massa que mostrem os males causados por agrotóxicos nas pesquisas feitas durante os últimos anos, que equiparam-nos às drogas tóxicas;
* Pela defesa das zonas de amortecimento ao redor de vilas, cidades, terras indígenas e unidades de conservação em regiões agrícolas;
* Pelo apoio efetivo e oficial aos agricultores familiares na conversão para modelos de agricultura de base ecológica;
* Pela elaboração de políticas públicas (nos níveis municipal, estadual e federal) que viabilizem a agroecologia;
* Pela defesa e valorização da agricultura familiar, considerando sua autonomia das sementes e técnicas tradicionais;
* Pelo direito a um ambiente limpo, livre de agrotóxicos e transgênicos em que as populações com seus direitos velados tenham condições de justiça;
* Pela defesa ampla, irrestrita e permanente da biodiversidade e de todos os elementos que tecem uma humanidade ética, socialmente inclusiva e ecologicamente protegida.

PELA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA TERRA!

Aprovada pela plenária final do Fórum Permanente contra o agrotóxico e pela vida, em 03 de junho de 2011, na ADUFMAT-UFMT, município de Cuiabá, MT.



sábado, 21 de maio de 2011

ANATOLIA RIVER - TURKEY


His Excellencies,

We are writing you about a very important and urgent development in Turkey: the draft act on Nature and Biodiversity Conservation and other related legislations and implementations which pose several serious concerns with regard conserving the biodiversity of Turkey.

If this legislations and implementations continue it is going to result in permanent destruction of natural habitats and loss of species at a very large scale. At least 80% of all Key Biodiversity areas of Turkey will have no longer favorable conservation status as a result of this developments. Moreover, key populations of several threatened species will go through large declines as the developments eliminates most of the conservation measures at Turkey's protected areas as well as in other key natural habitats. This current approach of Ministry of Environment and Forestry will ease the path of investments and illegal shanty settlements across key natural habitats in Turkey. The implementation of these plans would not only cause environmental destruction on an unprecedented scale, but also massively violate of the fundemantal Human rights of up to two million people.

Against all these activities that threaten the nature and species the people of Anatolia set out from the valleys, villages, towns and various cities all through Turkey and march to Ankara. After their march that will take 40 days and 40 nights thousands are going to meet in Ankara on 21th May and shout out their demands.

Within this regard in line with the demands of “We Won’t Give Up Anatolia Movement” we unequivocally condemn these developments and call on the Turkish Government:
- to immediately withdraw the proposed draft act on “Nature and Biodiversity Conservation” and to cancel the recent amendmend at Renewable Energy Resources Act that will open up all national parks and protected sites to industrial development
 - to halt the privatization of all rivers and streams in Anatolia and the construction of almost 2000 Hydro Electric Plants and dams in addition to existing 2,000 ones without any assessment of their cumulative impacts on the entire country“
 - to withdraw the ecologically destructive projects such as more than 40.000 mining permits that will destroy mountains,  plans for nuclear plants that will endanger future generations and the new forestry legislation that will open up forests to industrial development.
- to take the necessary measures to put an end to the violations of fundemantal Human Rights including those to food, water, housing and health

Yours sincerely,
Environmental Education of Mato Grosso Net – REMTEA
Snail Institute – iC
Environmental Education, Communication and Art Research Group - UFMT

………………………

The Revolt of Anatolia
Our rivers, the veins of Anatolia, are under attack by hydroelectric power stations, which are rerouting the natural way of life in the rural regions of Anatolia. The rivers are being diverted from their springs into huge pipes, which flow all the way...


The Great March of Anatolia started

The peoples of Anatolia are ready to march to Ankara to put a stop to activities that destroy nature.  The march that has started on April 2 from Artvin, North-East Turkey, will set out from ten other different points due coming weeks and proceed in branches that will join together in Ankara. The thousands who gather in Ankara will not return home until their demands are met.

«We shall not let go of Anatolia!» is the slogan of The Great March of Anatolia. The protestors set out from Artvin in the eastern Black Sea region, Izmir, Edremit and Muğla in the Aegean region, Antalya and Mersin in the Mediterranean region, Hasankeyf in the Southeast, Edirne in the Marmara region and; Kastamonu and Zonguldak in the western Black Sea region.

As the marchers make their way from their valleys, villages and cities towards Ankara, others in different regions and towns will joint their ranks.

The purpose of the Great March for Anatolia is to call on the Turkish Government to immediately withdraw the proposed draft legislation that will open up all national parks and protected sites to industrial development, and to halt the construction of almost 4000 Hydro Electric Plants and dams that mean the privatization of all the rivers and streams in Anatolia.

The marchers will also call on the government to withdraw from ecologically destructive projects such as more than 40 000 mining permits that will destroy mountains, plans for nuclear plants that will endanger future generations, and the new forestry legislation that will open up forests to industrial development.

«Marching to defend life»
Pervin Çoban Savran, the leader of nomads in the Taurus Mountains, who announced the Great March pointed out that profit-oriented development projects that disregard environmental costs are rapidly driving Anatolia to the brink disaster.

«Dams, hydroelectric power plants, mines, industrial activities in forests, and nuclear energy projects that disregard public good and the ancient balance of nature threaten not only nature, but also human life.  The ancient balance of nature, which is now severely threatened, is essential to healthy and happy human lives.

Because we no longer believe that the current administrative system will meet our demands, we are rising to defend out rights to life by saying «no» to destruction of nature. In April 2011, we are setting out from valleys, mountains, villages, towns and cities all over Anatolia to make our way to Ankara in convoys.  We are not going to return home until our demands are met.

We call on everyone in the world who believes that protecting the delicate balance of nature is a matter of human responsibility to support our movement.

For detailed information:


.....................

embaixada:embassy.brasil@mfa.gov.tr, emb.turquia@conectanet.com.br

Exmo Sr. Ersin Stam
E demais Exmo. Senhores Representantes do Governo da Turquia no Brasil

Cumprimentando-os e saudando-os no precioso e necessário diálogo entre o Brasil e a Turquia, apresentamo-nos como:
1.      Instituto Caracol / IC, uma organização não-governamental que se dedica às causas socioambientais;
2.     Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte / GPEA, uma equipe de pesquisa científica da Universidade Federal de Mato Grosso / UFMT; e
3.     Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental / REMTEA, que agrega as instituições acima e tantas outras, fundada em 1996 e com compromisso à dimensão socioambiental, especialmente a favor da ecologia e da vida social vulnerável.

Estamos encaminhando esta mensagem no intuito de conseguir reverter a construção da usina em Anatolia, que prejudicaria a biodiversidade local, bem como traria prejuízos socioambientais de diversas ordens, entre os quais a exclusão social.

O Brasil enfrenta os mesmo problemas e desafios, a exemplo de Belo Monte, e cumpre-nos expressar contrários a estas grandes corporações das hidrelétricas que favorecem apenas a minoria com energia, confinando outras populações a ficarem sem suas casas, biodiversidade e vidas dignas.

Assinamos o manifesto sobre a “Revolta de Anatolia” [abaixo], deixando nosso pedido para que os projetos desenvolvimentistas sejam freados, já que jamais conseguiram incorporar as dimensões sociais e ecológicas, dando ênfase no setor econômico.

Cordialmente,

Michèle Sato
iC – GPEA - REMTEA

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CHÁ-CO-BOLO: Aluízio Azevedo- "É kalon - olhares ciganos"

Você não pode perder, venha participar!!

CHÁ-CO-BOLO: Aluízio Azevedo- "É kalon - olhares ciganos"

local: SALA 60, IE/UFMT

Horário: 15 hs

Data: 19/05 (quinta-feira)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

TCHÁ-CO-BOLO


Caros amigos, convidamos a todos a compartilhar este
TCHÁ-CO-BOLO com toque BAIANO!!

  • Data: 14 de abril, 5ªf.
  • Horário: 15 horas
  • Local: sala 60 do Instituto de Educação, UFMT
  • Pauta: "A LUTA PELA JUSTIÇA AMBIENTAL, TERRITÓRIOS ÉTNICOS E A COOPERAÇÃO SUL-SUL"
diálogos com:
Diosmar Filho (Instituto de Gestão das Águas e Clima - Ingá, BA)



Abraços a todos

domingo, 3 de abril de 2011

OPAN - BERÇO DAS ÁGUAS

02 de abril de 2011
OPAN e REMTEA firmam parceria no Projeto Berço das Águas




A Operação Amazônia Nativa (OPAN) e a Rede Mato-grossenese de Educação Ambiental (Remtea) firmaram no dia 30 de março uma parceria como parte do Projeto Berço das Águas, que vai elaborar planos participativos de gestão ambiental nas terras indígenas Manoki, Myky e Enawene Nawe. As três áreas cobrem cerca de 1 milhão de hectares na bacia do rio Juruena. Um dos objetivos do projeto é identificar potencialidades econômicas para produtos florestais não madeireiros da faixa de transição Cerrado-Amazônia e oferecer alternativas de renda aos povos indígenas através da conservação da natureza.

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Michele Sato, que representou a Remtea na reunião, destacou a importância deste trabalho no esforço de mapeamento social do Mato Grosso. E manifestou interesse em montar uma cartografia dos espíritos e locais sagrados a partir da perspectiva indígena. Além disso, o projeto poderá viabilizar a participação de indígenas como formadores dos não indígenas na UFMT. A OPAN convidou a rede para participar do conselho gestor do Projeto Berço das Águas e aguarda a indicação de um representante.

A OPAN aproveitou a oportunidade para apresentar seus trabalhos no Amazonas e no Mato Grosso, ressaltando a relevância das parcerias com os povos indígenas do noroeste do estado, e tendo em vista a preservação cultural e ambiental de seus territórios. As terras Enawene Nawe, Myky e Manoki passam atualmente por processos de revisão de seus limites, num contexto de graves agressões e ameaças no entorno dessas áreas por pressão das frentes de desmatamento em nome da pecuária, do agronegócio, da exploração madeireira e da instalação de centrais hidrelétricas.
“A elaboração dos planos de gestão ambiental é também uma maneira de instrumentalizar os povos indígenas para os embates políticos, na medida em que eles conhecem as potencialidades de seu próprio território e decidem por seu melhor usufruto”, explica Artema Lima, da OPAN. Desta maneira, as negociações com o poder público visando acesso aos recursos do ICMS Ecológico, ou compensações ambientais decorrentes da instalação de empreendimentos que muitas vezes geram conflitos de ordem social e ambiental nas aldeias, poderão ficar mais qualificadas.

O Projeto Berço das Águas tem ainda como propostas apoiar e realizar intercâmbios de experiências em gestão ambiental entre os povos indígenas; oferecer formação para os gestores das associações e agentes ambientais indígenas; criar um fundo para pequenos projetos; apoiar as cadeias produtivas da seringa, castanha-do-Brasil e frutos do Cerrado; realizar inventários florestais e elaborar os planos de gestão, contribuindo para a implantação da Política Nacional de Gestão Ambiental nas Terras Indígenas (PNGATI) em Mato Grosso.

Além da coordenadora do Projeto Berço das Águas, Juliana Almeida, e da educadora ambiental Artema Lima, e Adriana Werneck Regina, da OPAN, estavam presentes integrantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria do Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), Coletivo Jovem (CJ), Instituto Caracol, Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Artes (GPEA) e Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). “O encontro de todas essas entidades foi muito proveitoso, pois a partir de agora aumentam as perspectivas de interlocução e de novas parcerias formais com GPEA, Instituto Caracol, e outras instituições”, diz Artema Lima.



Berço das Águas: colhendo riqueza nas terras indígenas do Mato Grosso

O quê: Projeto para elaborar planos de gestão ambiental em três terras indígenas do Noroeste de MT e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.

Para quê: Apoiar a gestão ambiental e melhoria das condições de vida dos povos Enawene Nawe, Manoki e Myky

Quando: 2011-2012

Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental

Onde: Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, nos municípios de Sapezal, Comodoro, Juína e Brasnorte (MT)

OPAN
A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.

Contatos com imprensa
Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 81115748
OPAN – Operação Amazônia Nativa

Crédito das imagens:
Myky_mudas: Flavio André Souza/OPAN
Enawene Nawe: Marcus Malthe
Manoki pintado: Arquivo OPAN
Reunião remtea: Juliana Almeida / OPAN

Todas as imagens devem ser creditadas. Para fotos em alta resolução, favor solicitar por e-mail.



MAB - RONDÔNIA

MOVIMENTO DOS ATINGIDOS PELA BARRAGEM

Mês de março, acompanhamos a revolta e greve dos operários nas usinas de Jirau e Santo Antônio, localizadas no Rio Madeira, em Rondônia, sob responsabilidade – respectivamente - das empresas Camargo Corrêa e Odebrecht. Varias outras revoltas semelhantes já haviam ocorrido e vêm ocorrendo em varias partes do Brasil.
Nós, do Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB, da Plataforma BNDES e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil), tomamos uma iniciativa conjunta com as demais organizações que assinam este documento, de manifestar solidariedade pública à legitima luta dos operários e atingidos destas duas usinas. Também estamos denunciando e reivindicando que o Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia reveja sua decisão e cancele imediatamente a multa diária de R$ 50.000 sobre a organização dos operários (STICCERO/CUT) e reconheça a greve dos operários da Usina de Santo Antônio como legítima.
Os operários, assim como a população atingida, estão sendo vítimas de uma brutal exploração e pressão, imposta pelas empresas responsáveis por estas usinas, para acelerar a construção das obras e antecipar o final de sua construção. A grande maioria dos operários recebem salários extremamente baixos e são vítimas de longas jornadas de trabalho, péssimas condições de trabalho e segurança, violência e perseguição,  acordos não cumpridos, transporte de péssima qualidade e ameaças constantes de demissão. Essa tem sido a realidade constante destes trabalhadores e trabalhadoras que, através de suas greves e mobilizações, vêm denunciando e cobrando soluções imediatas.   
No caso da usina de Jirau, havia uma previsão estimada pelas próprias empresas, de antecipação de um ano na sua construção final. Significa que o ritmo de construção e trabalho foi acelerado em torno de 25%, para além da previsão do previsto como “normal” pelas próprias empresas no início da obra. Esta antecipação trará como ‘benefício’ às empresas a diminuição dos custos com os operários em valores próximos a um bilhão de reais e as empresas também ganharão o direito de vender esta energia previamente gerada no mercado livre, que significará  em torno de R$ 190 milhões de faturamento a cada mês de antecipação. E se realmente for construída com um ano de antecedência, significa um faturamentodeR$ 2,4 bilhões,algo próximo ou equivalente a R$ 120 mil/operário. Em troca, os trabalhadores estão recebendo das empresas a superexploração, com baixos salários, jornadas extenuantes, restrição às folgas e péssimas condições de trabalho e o risco de demissão em massa ao final da construção.
Portanto, nos colocamos em total apoio à luta e às reivindicações dos operários e dos atingidos por estas obras e exigimos a imediata solução à seus problemas e reivindicações.
ASSINAM:
  • Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
  • Plataforma BNDES
  • CUT Nacional
  • Conticom/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT
  • Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST
  • Associação Nacional dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
  • Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
  • Comissão Pastoral da Terra - CPT
  • Conselho Indígena Missionário - CIMI
  • Pastoral da Juventude Rural
  • Centro de Defesa da Criança de do Adolescente Maria dos Anjos
  • Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip)
  • Comitê Nacional de Enfrentamento á Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
  • Grupo Pesquisador de Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
  • Instituto caracol
  • Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental