quinta-feira, 7 de abril de 2011

TCHÁ-CO-BOLO


Caros amigos, convidamos a todos a compartilhar este
TCHÁ-CO-BOLO com toque BAIANO!!

  • Data: 14 de abril, 5ªf.
  • Horário: 15 horas
  • Local: sala 60 do Instituto de Educação, UFMT
  • Pauta: "A LUTA PELA JUSTIÇA AMBIENTAL, TERRITÓRIOS ÉTNICOS E A COOPERAÇÃO SUL-SUL"
diálogos com:
Diosmar Filho (Instituto de Gestão das Águas e Clima - Ingá, BA)



Abraços a todos

domingo, 3 de abril de 2011

OPAN - BERÇO DAS ÁGUAS

02 de abril de 2011
OPAN e REMTEA firmam parceria no Projeto Berço das Águas




A Operação Amazônia Nativa (OPAN) e a Rede Mato-grossenese de Educação Ambiental (Remtea) firmaram no dia 30 de março uma parceria como parte do Projeto Berço das Águas, que vai elaborar planos participativos de gestão ambiental nas terras indígenas Manoki, Myky e Enawene Nawe. As três áreas cobrem cerca de 1 milhão de hectares na bacia do rio Juruena. Um dos objetivos do projeto é identificar potencialidades econômicas para produtos florestais não madeireiros da faixa de transição Cerrado-Amazônia e oferecer alternativas de renda aos povos indígenas através da conservação da natureza.

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Michele Sato, que representou a Remtea na reunião, destacou a importância deste trabalho no esforço de mapeamento social do Mato Grosso. E manifestou interesse em montar uma cartografia dos espíritos e locais sagrados a partir da perspectiva indígena. Além disso, o projeto poderá viabilizar a participação de indígenas como formadores dos não indígenas na UFMT. A OPAN convidou a rede para participar do conselho gestor do Projeto Berço das Águas e aguarda a indicação de um representante.

A OPAN aproveitou a oportunidade para apresentar seus trabalhos no Amazonas e no Mato Grosso, ressaltando a relevância das parcerias com os povos indígenas do noroeste do estado, e tendo em vista a preservação cultural e ambiental de seus territórios. As terras Enawene Nawe, Myky e Manoki passam atualmente por processos de revisão de seus limites, num contexto de graves agressões e ameaças no entorno dessas áreas por pressão das frentes de desmatamento em nome da pecuária, do agronegócio, da exploração madeireira e da instalação de centrais hidrelétricas.
“A elaboração dos planos de gestão ambiental é também uma maneira de instrumentalizar os povos indígenas para os embates políticos, na medida em que eles conhecem as potencialidades de seu próprio território e decidem por seu melhor usufruto”, explica Artema Lima, da OPAN. Desta maneira, as negociações com o poder público visando acesso aos recursos do ICMS Ecológico, ou compensações ambientais decorrentes da instalação de empreendimentos que muitas vezes geram conflitos de ordem social e ambiental nas aldeias, poderão ficar mais qualificadas.

O Projeto Berço das Águas tem ainda como propostas apoiar e realizar intercâmbios de experiências em gestão ambiental entre os povos indígenas; oferecer formação para os gestores das associações e agentes ambientais indígenas; criar um fundo para pequenos projetos; apoiar as cadeias produtivas da seringa, castanha-do-Brasil e frutos do Cerrado; realizar inventários florestais e elaborar os planos de gestão, contribuindo para a implantação da Política Nacional de Gestão Ambiental nas Terras Indígenas (PNGATI) em Mato Grosso.

Além da coordenadora do Projeto Berço das Águas, Juliana Almeida, e da educadora ambiental Artema Lima, e Adriana Werneck Regina, da OPAN, estavam presentes integrantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria do Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), Coletivo Jovem (CJ), Instituto Caracol, Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Artes (GPEA) e Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). “O encontro de todas essas entidades foi muito proveitoso, pois a partir de agora aumentam as perspectivas de interlocução e de novas parcerias formais com GPEA, Instituto Caracol, e outras instituições”, diz Artema Lima.



Berço das Águas: colhendo riqueza nas terras indígenas do Mato Grosso

O quê: Projeto para elaborar planos de gestão ambiental em três terras indígenas do Noroeste de MT e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.

Para quê: Apoiar a gestão ambiental e melhoria das condições de vida dos povos Enawene Nawe, Manoki e Myky

Quando: 2011-2012

Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental

Onde: Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, nos municípios de Sapezal, Comodoro, Juína e Brasnorte (MT)

OPAN
A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.

Contatos com imprensa
Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 81115748
OPAN – Operação Amazônia Nativa

Crédito das imagens:
Myky_mudas: Flavio André Souza/OPAN
Enawene Nawe: Marcus Malthe
Manoki pintado: Arquivo OPAN
Reunião remtea: Juliana Almeida / OPAN

Todas as imagens devem ser creditadas. Para fotos em alta resolução, favor solicitar por e-mail.



MAB - RONDÔNIA

MOVIMENTO DOS ATINGIDOS PELA BARRAGEM

Mês de março, acompanhamos a revolta e greve dos operários nas usinas de Jirau e Santo Antônio, localizadas no Rio Madeira, em Rondônia, sob responsabilidade – respectivamente - das empresas Camargo Corrêa e Odebrecht. Varias outras revoltas semelhantes já haviam ocorrido e vêm ocorrendo em varias partes do Brasil.
Nós, do Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB, da Plataforma BNDES e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil), tomamos uma iniciativa conjunta com as demais organizações que assinam este documento, de manifestar solidariedade pública à legitima luta dos operários e atingidos destas duas usinas. Também estamos denunciando e reivindicando que o Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia reveja sua decisão e cancele imediatamente a multa diária de R$ 50.000 sobre a organização dos operários (STICCERO/CUT) e reconheça a greve dos operários da Usina de Santo Antônio como legítima.
Os operários, assim como a população atingida, estão sendo vítimas de uma brutal exploração e pressão, imposta pelas empresas responsáveis por estas usinas, para acelerar a construção das obras e antecipar o final de sua construção. A grande maioria dos operários recebem salários extremamente baixos e são vítimas de longas jornadas de trabalho, péssimas condições de trabalho e segurança, violência e perseguição,  acordos não cumpridos, transporte de péssima qualidade e ameaças constantes de demissão. Essa tem sido a realidade constante destes trabalhadores e trabalhadoras que, através de suas greves e mobilizações, vêm denunciando e cobrando soluções imediatas.   
No caso da usina de Jirau, havia uma previsão estimada pelas próprias empresas, de antecipação de um ano na sua construção final. Significa que o ritmo de construção e trabalho foi acelerado em torno de 25%, para além da previsão do previsto como “normal” pelas próprias empresas no início da obra. Esta antecipação trará como ‘benefício’ às empresas a diminuição dos custos com os operários em valores próximos a um bilhão de reais e as empresas também ganharão o direito de vender esta energia previamente gerada no mercado livre, que significará  em torno de R$ 190 milhões de faturamento a cada mês de antecipação. E se realmente for construída com um ano de antecedência, significa um faturamentodeR$ 2,4 bilhões,algo próximo ou equivalente a R$ 120 mil/operário. Em troca, os trabalhadores estão recebendo das empresas a superexploração, com baixos salários, jornadas extenuantes, restrição às folgas e péssimas condições de trabalho e o risco de demissão em massa ao final da construção.
Portanto, nos colocamos em total apoio à luta e às reivindicações dos operários e dos atingidos por estas obras e exigimos a imediata solução à seus problemas e reivindicações.
ASSINAM:
  • Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
  • Plataforma BNDES
  • CUT Nacional
  • Conticom/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT
  • Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST
  • Associação Nacional dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
  • Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
  • Comissão Pastoral da Terra - CPT
  • Conselho Indígena Missionário - CIMI
  • Pastoral da Juventude Rural
  • Centro de Defesa da Criança de do Adolescente Maria dos Anjos
  • Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip)
  • Comitê Nacional de Enfrentamento á Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
  • Grupo Pesquisador de Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
  • Instituto caracol
  • Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental



terça-feira, 29 de março de 2011

MST e o direito à resposta

fonte: http://www.mst.org.br/Outdoor-garante-direito-de-resposta-ao-MST-em-Pernambuco


Outdoor garante direito de resposta ao MST em Pernambuco

29 de março de 2011
Da CPT-PE

Camponeses e camponesas Sem Terra do Estado de Pernambuco conquistaram uma vitória na luta pela efetivação dos Direitos Humanos e em defesa da Reforma Agrária.
A mensagem “Reforma Agrária: Esperança para o campo, comida na sua mesa” encontra-se em 21 outdoors espalhados por todo o estado. 
A mensagem foi publicada após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pela Associação dos Militares Estaduais de Pernambuco (AME), antiga AOSS e a empresa de outdoors Stampa.
O TAC é fruto de mediação promovida pelo Ministério Público de Pernambuco e se deu em decorrência da veiculação massiva de propagandas de cunho difamatório e preconceituoso contra Sem Terras, promovida pela antiga AOSS, no ano de 2006, no Estado.
De acordo com o TAC, a associação também terá que publicar retratações públicas aos sem terra no jornal de circulação interna aos membros da associação - e que chega também aos quadros da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros-,  além de publicar também na página eletrônica da associação.

Hoje pela manhã as entidades de Direitos Humanos que acompanham o caso, representantes do Ministério Público do Estado, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), além de trabalhadores e trabalhadoras rurais, estiveram presentes no Ministério Público de Pernambuco para uma coletiva de Imprensa sobre o caso.
Dr. Westei Conde y Martin, da promotoria de Direitos Humanos do MP, ressaltou que a medida que garante o Direito de resposta aos Sem terra que foram criminalizados é inédita em todo o Brasil.
Para Adelmir Antero, da Direção Estadual do MST, a medida é um fato histórico para a luta dos trabalhadores e trabalhadores rurais e que esta retratação é para todos aqueles que vem sendo massacrados há mais de 500 anos no país.
O Padre Thiago Thorlby, da CPT reforçou que “a verdadeira propaganda dos camponeses e camponesas está todos os dias em nossa mesa, no almoço e jantar. E enquanto os camponeses produzem alimentos, o Governo destina bilhões ao agronegócio que mata, explora e expulsa o povo de suas terras”.

O instrumento judicial utilizado para firmar o TAC foi o da Ação Civil Pública e os outdoors com a mensagem de promoção e defesa dos direitos humanos e da Reforma Agrária tomarão as ruas do Recife e as estradas do Estado pelas próximas duas semanas.
Para as organizações que acompanham o caso, espera-se que esta medida, além de garantir a retratação aos trabalhadores sem terra, possa estimular o dialogo com a população sobre a importância da luta pela efetivação dos direitos humanos e pelo acesso à terra no Estado, considerado um dos que mais concentra terras e promove violência no campo no Brasil, segundo dados do IBGE e da Comissão Pastoral da Terra.
Histórico do Processo
Durante os primeiros meses de 2006, a população do Estado de Pernambuco foi surpreendida com o início de uma ostensiva propaganda contra camponeses e camponesas Sem Terra, assinada pela antiga Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (AOSS), a atual Associação dos Militares de Pernambuco (AME).
A antiga AOSS havia colocado nas principais vias públicas da cidade do Recife e nas rodovias do estado outdoors com a seguinte mensagem de conteúdo difamatório e preconceituoso contra trabalhadores rurais Sem Terra: “Sem Terra: sem lei, sem respeito e sem qualquer limite. Como isso tudo vai parar?”. A mesma mensagem foi reproduzida em jornais de circulação local, internet, além de emissoras de TV e rádio. Também foram publicados textos igualmente preconceituosos e difamatórios no jornal interno da Associação. 
Em resposta à propaganda, entidades de defesa dos direitos humanos, como o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Terra de Direitos denunciaram o caso ao Ministério Público de Pernambuco. À época, as entidades protocolaram uma representação contra a antiga AOSS, afirmando que o Estado de Pernambuco é um local de extrema tensão agrária e a campanha publicitária, de criminalização da luta legítima dos trabalhadores rurais sem terra, incitava os policiais militares a agirem de maneira violenta contra esses camponeses, estimulando ainda mais o conflito existente no campo.
Além disso, o material publicitário veiculado ultrapassava os ditames da liberdade de expressão e manifestação, vez que, de conteúdo preconceituoso, atentava contra os princípios constitucionais, especialmente a dignidade humana, o direito à organização política e, acima de tudo, o direito de lutar por direitos. Após a denúncia, o Ministério Público abriu o procedimento de nº 06008-0/7 para apurar os fatos, o que desembocou no Termo de Ajustamento de Conduta citado.
As manifestações na luta pela Reforma Agrária fazem parte do exercício da cidadania em um estado democrático de direito, sendo legítima a forma de manifestação em sua defesa. O exercício do direito à mobilização, a fim de garantir direitos, mais especificamente o direito à terra, e de dar visibilidade aos pleitos sociais, mais que legítimo, é necessário para a real concretização da democracia, principalmente num estado como Pernambuco, em que problemas estruturais como a escravidão, o latifúndio e a privatização dos espaços públicos ainda estão presentes e não são enfrentados. Em Pernambuco, a concentração fundiária alcança o índice GINI de 0,8181, sendo grande parte dessas terras improdutivas. De outro lado, cerca de vinte mil famílias sem terra aguardam a efetivação da política pública de Reforma Agrária para garantir sua alimentação, seu sustento, sua dignidade.
De caráter amplo e estrutural, a Reforma Agrária garante o acesso e a concretização de outros direitos humanos, como o direito à moradia, à alimentação e ao trabalho. Além disso, são esses mesmos trabalhadores rurais, que lutam pela Reforma Agrária, os responsáveis pela construção da soberania alimentar do país: a esmagadora maioria dos alimentos consumido nas cidades vem da agricultura familiar e camponesa, inclusive de assentamentos de Reforma Agrária. Segundo dados do IBGE a agricultura familiar e camponesa é responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo.
Portanto, trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra, enquanto defensores de direitos humanos que são, mais que lutadores incansáveis pelo combate da desigualdade social (o que só é possível, dentre outras coisas, após uma profunda Reforma Agrária), são brasileiros e brasileiras, na luta pelo direito de viver com dignidade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Leite materno é contaminado por agrotóxicos em MT

Uma pesquisa revelou contaminação do leite materno por agrotóxicos usados em plantações em uma cidade no Mato Grosso. As amostras foram colhidas de 62 mulheres atendidas pelo programa de saúde da família do município de Lucas do Rio Verda, a 350 km de Cuiabá. Os níveis de agrotóxicos encontrados estão bem acima da média e põem em risco a saúde humana.

Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico e em 85% dos casos foram encontrados entre 2 e 6 tipos.

A substância com maior incidência é conhecida como DDE, um derivado de outro agrotóxico, DDDT, proibido pelo Governo Federal em 1998 por provocar infertilidade no homem e abortos espontâneos nas mulheres.

Embora os agrotóxicos sejam necessários para as plantações, não existe nenhuma barreira física que impeça o produto de se espalhar pela região com a ação do vento.

Do Jornal da Band

pauta@band.com.br

Segunda-feira, 21 de março de 2011 - 19h48
Fonte: http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000412545

sábado, 12 de março de 2011

TCHÁ-CO-BOLO

DE VOLTA COM NOSSOS FAMOSOS TCHÁ-CO-BOLO

  • Data: 30 de março, 4ªf.
  • Horário: 15 horas
  • Local: sala 66 do Instituto de Educação, UFMT
  • Pauta: POVOS INDÍGENAS


diálogos entre a Remtea e a Opan [Operação Amazônia Nativa]
Povos indígenas: educação ambiental e conservação da biodiversidade

Foto: Vitor Nogueira
Kalapalo - MT


APOIO AO NILO DINIZ - DEA/MMA



CARTA DE APOIO AO DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SECRETARIA DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E CIDADANIA AMBIENTAL DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

EXMO. SR. NILO SERGIO DE MELO DINIZ


Mais um ano, mais um governo, e sabedores das dificuldades, mas também e primordialmente, das virtudes e potencialidades da Educação Ambiental em nosso país, o objetivo do envio desta carta é o de reafirmar nosso apoio a um dos órgãos responsáveis por propor ações educativo-ambientais, o que tem se configurado como um grande desafio frente às demandas e mazelas, face ao avanço de setores que possuem uma mera visão utilitarista do meio ambiente, sem consciência ou ações que possam protegê-lo.

No entanto, a expressividade das ações em educação ambiental requer o engajamento e a compreensão de que políticas públicas, em qualquer setor, necessitam ser apoiadas por todos os segmentos da sociedade, bem como acompanhadas no pleno exercício democrático de controle social. Tal controle não deve ou pode ser meramente um instrumento de crítica aos projetos e programas, senão uma prática propositiva e de apoio aos avanços e êxitos, que também aprimorem ações já efetivadas como a Educação Ambiental e Agricultura Familiar, Circuito Tela Verde, Coletivos Educadores e tantos outros programas e projetos que se inserem ou utilizam temas prementes em âmbito local e global.

Nesse sentido a Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA se alinha com setores mais arrojados e politizados da sociedade, alinhavando discussões com o setor público, movimentos e grupos sociais, numa ampla costura política e que, portanto, se coloca à disposição deste Departamento e desta nova gestão de maneira solidária e propositiva.  Mais do que isso, apoiamos e saudamos o novo Diretor, Sr. NILO DINIZ, desejando uma boa gestão democrática que possibilite a concreção dos sonhos d@seducador@s ambientais de todo Brasil, e quiçá do mundo, já que quem muda um pedaço do mundo, é também capaz de mudar o mundo.

Cuiabá, 11 de março de 2011.

Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA
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A garota, o fascista e a luta pelo futuro

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