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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

memo de reu cezsee 01/09/2016

MEMÓRIA DE REU

1ª reunião ca comissão estadual do zsee (CEZSEE)
01/09/2016

apresentação da elaine cursini
zsee - prezi




















Membros avaliaram proposta do Estado para a revisão do zoneamento

http://www.seplan.mt.gov.br/-/4880002-comissao-debate-revisao-do-zoneamento-socioeconomico-ecologico-de-mt

Comissão debate revisão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico de MT

Encontro ocorreu nesta quinta-feira (01.09), no Palácio Paiaguás; Membros avaliaram proposta do Estado para a revisão do zoneamento
Nayara Takahara GAE-MT

Comissão Estadual do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico - CEZSEE - Foto por: Junior Silgueiro/GComMT
Comissão Estadual do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico - CEZSEE
A | A
Membros da Comissão Estadual do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (CEZSEE) se reuniram para avaliar a proposta de revisão do ZSSE em Mato Grosso. O encontro ocorreu na tarde desta quinta-feira (01.09), no Palácio Paiaguás, e marcou a retomada do projeto no estado, após quase cinco anos desde a suspensão dos efeitos da Lei n° 9.523/2011.
Em 2008 o Governo do Estado apresentou uma minuta de Lei à Assembleia Legislativa (ALMT), que tratava do planejamento e ordenamento territorial do estado, tendo o zoneamento como o principal instrumento. Após três anos de discussões e audiências públicas, a Casa de Leis aprovou um substitutivo total ao zoneamento apresentado pelo Executivo Estadual, a Lei nº 9.523/2011. O Ministério Público Estadual (MPE), entendendo que a Assembleia não poderia promover tais alterações, deu entrada em uma ação civil pública e a Justiça determinou a suspensão dos efeitos da Lei no que concerne ao zoneamento.
O Zoneamento Socioeconômico Ecológico consiste em um instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas. Estabelece, ainda, medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população.
O debate da estratégia de revisão do documento foi realizado entre os representantes da Comissão, da qual fazem parte 10 Secretarias do Executivo Estadual, membros do Governo Federal, de universidades públicas, dos municípios locais, das comunidades indígenas e tradicionais, Organizações Não Governamentais (ONGs) e setor produtivo. A Comissão foi instituída em 31 de março deste ano pelo governador Pedro Taques, por meio do Decreto N° 469/2016.
De acordo com a assessora especial do Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE), Elaine Corsini, a proposição do Governo para a condução do processo de revisão do zoneamento foi recebida de forma positiva pelos integrantes da Comissão e deve continuar a seguir o caminho e as etapas apresentadas durante a reunião.
“Foram sugeridas inclusões de temas e legislações ao processo que à época das atualizações não haviam sido criadas, mas que são importantes e devem ser levados em consideração nesse novo momento de definição das diretrizes, como, por exemplo, as mudanças climáticas, o potencial energético e a gestão territorial e ambiental das terras indígenas no Estado”, comenta Corsini.
A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan-MT), representada pelo secretário Gustavo de Oliveira, é o órgão responsável pela política de planejamento e ordenamento territorial de Mato Grosso. Na pasta, a competência de executar o trabalho cabe à Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos, Geográficos e de Indicadores, gerida pelo secretário adjunto Reinhard Ramminger.
O Código Florestal brasileiro (Lei 12.651 de 2012) determina que os estados devem elaborar o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) no prazo de cinco anos após sua promulgação, conforme salientou Ramminger durante o encontro. Outra condicionante legal do ZEE é tratada na Lei Federal n° 11.952/2009, que dispõe sobre a regularização fundiária na Amazônia Legal, e proíbe os estados que não possuem zoneamento aprovado por Lei Estadual de firmar novos convênios com a União.
Para Gustavo de Oliveira, o assunto é complexo, mas o momento pede que o foco se mantenha na pauta futura. “Nosso ponto de partida começa hoje e as consequências para o Estado de não ter o zoneamento aprovado até o ano que vem são graves. Antes de encaminhar o projeto será feito um amplo debate. O trabalho será intenso, visto que o desafio é proporcional e deve ser concluído até 25 de maio de 2017”, ressaltou o secretário de Estado de Planejamento.
Na avaliação do secretário executivo da Sema, André Baby, a retomada da discussão do zoneamento é importantíssima para o momento atual em que o Governo do Estado está construindo uma política de desenvolvimento sustentável. “Através de mapeamentos vamos trazer a este estudo a importância dos corredores ecológicos, mostrando onde é possível produzir, em que lugar e ambiente, quais áreas são frágeis, quais têm potencial de conservação e produção.”
As estruturas do Estado que compõem a Comissão são: Seplan, GAE, Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Econômico (Sedec), Trabalho e Assistência Social (Setas), Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Saúde (SES), Cidades (Secid), Gabinete de Desenvolvimento Regional (GDR) e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
Na lista dos membros convidados estão: Governo Federal (UFMT); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas(Inau); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Fundação Nacional do Índio (Funai); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT); Omicrikanas; Associação Indígena Irikixi Pitukwa; Instituto Centro de Vida (ICV); Instituto Socioambiental (ISA); Associação Xaraiés; Operação Amazônia Nativa (Opan); Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt); Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato (Cipem); Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato); Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea); Centro de Tecnologia Alternativa (CTA); Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase); Associação Sociocultural e Ambiental Fé e Vida; Instituto de Pesquisa e Educação Ambiental (Instituto Gaia) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

domingo, 31 de julho de 2016

II FÓRUM POPULAR DO ZSEE

CONVOCATÓRIA

Companheiros e companheiras, pedimos que leiam com vagar este pequeno histórico para fins de compreensão da importância e dos objetivos deste nosso fórum,
Mato Grosso tem arrastado a discussão e consolidação do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE/MT) do estado por longos 30 anos! Quando tivemos contato pela primeira vez com o documento e o propósito deste processo de ordenamento territorial nos espantamos com o tamanho da tarefa e com as intenções ali postas.
Mais do que isso!
Percebemos que não havia nada de social no que foi apresentado. A partir de então nos propusemos, na época capitaneados pelo Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) e Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), a mapear os grupos sociais e as diversas identidades que seriam afetadas positiva ou negativamente pelo zoneamento.
Naquele momento havíamos criado o Grupo de Trabalho de Mobilização Social (GTMS) para articular e mobilizar instituições e grupos sociais a fim de que pudessem participar com alguma qualidade das audiências públicas para discutir o ZSEE.
Por volta de 2011 o ZSEE foi judicializado em função de seu formato final, pois, a despeito de nossas lutas para participar, opinar e auxiliar na construção de uma lei que pudesse pôr fim à série de problemas socioambientais no estado, não fomos atendidos.
Neste momento, o ZSEE retorna à pauta com a necessidade de ser aprovado até maio de 2017 e, por este motivo, o executivo do estado baixa um decreto de convocação e constituição da Comissão Estadual do ZSEE que tem a missão de acompanhar, discutir, deliberar e encaminhar o documento final ao executivo que, posteriormente, deverá passar pelo crivo do legislativo.
Nesse sentido convocamos instituições, grupos e movimentos sociais para debater o que foi acumulado até então e influenciar nas diretrizes em relação ao zoneamento.
O resultado de nossas discussões e acúmulos deverá ser entregue à Comissão Estadual e Executivo.
Aguardamos a presença de tod@s com muita alegria, arte e aquele abraço afetuoso de sempre!
Saudades,

ICaracol / Formad

.........................
II FÓRUM POPULAR DO ZSEE
Desafios e perspectivas de sociedades sustentáveis
03 e 04 de agosto de 2016
                                                                    PROGRAMAÇÃO                    
03/08 – O que foi discutido até aqui?
8:30
Abertura: música, maestro!
Acordos de convivência:
Apresentação: Mapeamento e discussões desde 2008 até a atualidade.
Convidados: Michèle Sato, João Andrade, Tereza Neide.
9:10
Rodada de discussão
Coordenação: Ana Luísa
11:00
Sistematização dos trabalhos
Coordenação: Herman de Oliveira
12:00
ALMOÇO
14:00
Reabertura: música, maestro!
14:00
Organização dos grupos para definição de diretrizes
Coordenação: Déborah Moreira
14:30
Sistematização de informações (GTs)
GT Social
GT Econômico
GT Ecológico
15:30
LANCHE
16:00
Continuação dos trabalhos nos GTs...
18:00
ENCERRAMENTO
20:00
Festa!!! EEEEHHHHH!!!!!!

04/08 – Finalização dos trabalhos
8:00
Abertura: música, maestro!
Memória / Sistematização do dia anterior.
Responsáveis:
8:30
Sistematização:
O que foi discutido até aqui?
Responsáveis: GTs (relatorias)
9:30
LANCHE
10:30
Plenária e validação

12:00
ALMOÇO
13:30
Plenária e validação

Local: CENTRESIR - Avenida Frei Coimbra S/N, Bairro Parque Del Rei em Várzea Grande- MT
Referência: Próximo a Marajá.
Observação: Praticando as preocupações com o meio ambiente é importante que cada um traga seus próprios copos, evitando o aumento de lixo de copos de plástico descartáveis. Tragam também idéias e, se possível, notebooks.
Secretária Executiva Sandra Regina Duarte
Telefones:
(65) 3359 7640 (Formad); Sandra 98143-3903 e 99912-4834
(65) 99816 0415 (Déborah)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Após 16 anos, Estado terá zoneamento

midia news
http://midianews.com.br/fogo-amigo/legislacao/254961

FOGO AMIGO
15.02.2016 | 08h00
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Legislação

Após 16 anos, Estado terá zoneamento

DA REDAÇÃO 
Marcos Marrafon
Secretário de Planejamento, Marco Marrafon: missão de fazer valer a Lei do Zoneamento
Quatro anos depois de o juiz da Vara Especializada de Meio Ambiente de Cuiabá, José Zuquim Nogueira, suspender os efeitos da Lei 9.523/11, que trata do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) vai retomar os estudospara sanar os erros cometidos na época de sua implantação.

A lei que mapeia e demarca o Estado, estabelecendo as áreas que podem e as que não podem ser utilizadas para atividades econômicas, começou a ser feita ainda no ano 2000, há 16 anos – e já foi alvo de muita polêmica.

Em 2008, as secretarias de Planejamento e de Meio Ambiente deram por terminado o estudo e enviaram a lei para ser aprovada na Assembleia Legislativa. A AL passou três anos discutindo o tema e acabou aprovando, em 2011, um texto em desacordo com o Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional, do governo federal (Decreto Federal 4.297/2002).

Em 2012, atendendo ao pedido formulado pelo promotor Domingos Sávio, o juiz José Zuquim suspendeu vários pontos da lei, especialmente aqueles que tratam das “áreas destinadas à agricultura”. Para o promotor, “Mato Grosso poderia perder mais de 85% das áreas protegidas e reduzir em 12% as áreas indígenas” se a lei continuasse em vigor.

Sob a coordenação do secretário de Planejamento Marco Marrafon, espera-se que a Mato Grosso tenha, enfim, a sua lei de zoneamento. Para que possa atrair novos investimentos, é fundamental que o Estado estabeleça regras claras.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Rondônia quer avançar com sustentabilidade

amazonia
http://amazonia.org.br/2014/05/rondonia-quer-avancar-com-sustentabilidade/




Rondônia quer avançar com sustentabilidade

O governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), espera até o final do ano dispor de uma nova lei de zoneamento socioambiental ecológico. O projeto, em fase de elaboração, prevê a criação, na região do cerrado, de uma área de savana. A mudança favorecerá a plantação e exploração comercial de eucalipto, pinus e da espécie nativa paricá, dando novo impulso ao setor madeireiro e moveleiro.
A implantação de um modelo de maior sustentabilidade com florestas plantadas transformou-se em uma necessidade. Rondônia é um Estado jovem que tem se destacado pelo desenvolvimento agropecuário e precisa encontrar um caminho para sair do centro da controvérsia desenvolvimento versus impacto ambiental. “Pretendemos ajudar o Brasil e não sermos reconhecidos como um problema”, diz Moura.
Com 52 municípios e uma população estimada de 1,78 milhão em 2013, segundo o IBGE, Rondônia busca diversificar a economia. A participação no PIB nacional é de 0,7%. O Estado tem crescido mais de 7% ao ano e o setor produtivo está confiante. A piscicultura aumentou a produção de 12 mil para 65 mil toneladas entre 2010 e 2013, dinamizando os municípios de Ariquemes, Mirante da Serra e Urupá. Outros setores crescem. O superintendente da Ancar Ivanhoe no shopping de Porto Velho, Ricardo Cintra, está convencido de que Rondônia favorece os negócios.
Inaugurado em 2008, o estabelecimento contou com uma primeira ampliação – de 30 mil para 44 mil metros quadrados de área disponível para locação – antes de completar quatro anos de funcionamento. O shopping fechou 2013 com um faturamento de R$ 500 milhões.
O funcionamento da usina Santo Antônio e o começo da operação de Jirau contribuíram para expandir a capacidade instalada de geração de energia do Sistema Interligado Nacional. Segundo o Ministério de Minas e Energia, as duas hidrelétricas já contribuem com 1.175,5 MW. O empreendimento atraiu grupos econômicos importantes como a Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia, IMMA, e a Votorantim Cimentos. Impactos sociais provenientes da vinda de trabalhadores de outros Estados ainda não foram quantificados e o desafio atual é diversificar.
“Rondônia vai bem, é viável e quem investir aqui terá um retorno garantido”, diz Gilberto Baptista, superintendente da Federação das Indústrias, Fiero. A tese de que o ambiente de negócios favorece investimentos apoia-se nos incentivos do governo para a atração de indústrias com mais tecnologia, no futuro do mercado andino e no desenvolvimento logístico da região. O grupo André Maggi investirá entre R$ 110 e R$ 120 milhões em mais um terminal privado de transbordo em Porto Velho, cidade que integra um importante corredor hidroviário formado pelos rios Madeira e Amazonas.
Por: Helô Reinert
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ZONEAMENTO SOCIECONÔMICO ECOLÓGICO SERÁ PERICIADO

poder juduciário mt
http://www.tjmt.jus.br/noticias/31056#.UgOkFJK1GAZ

ZONEAMENTO SOCIECONÔMICO ECOLÓGICO SERÁ PERICIADO

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07.08.2013 11:25
 
O Zoneamento Socieconômico Ecológico de Mato Grosso, instituído pela Lei Estadual Nº 9.523/2011, deverá passar por uma perícia realizada por uma equipe técnica multidisciplinar. A decisão é da Quarta Câmara Cível, que por unanimidade deu provimento ao agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público Estadual (MPE).
 
O MP entrou com o recurso, com pedido de efeito suspensivo, por não concordar com a decisão que, em ação civil pública, movida contra o Estado de Mato Grosso, indeferiu o pedido de produção de prova pericial, a ser realizada por uma equipe técnica multidisciplinar.
 
Desde fevereiro do ano passado vários dispositivos da lei que instituiu o zoneamento estão suspensos liminarmente a pedido do MP, que na ação alegou que os estudos técnicos “apresentados pela Assembleia Legislativa como sendo aqueles que deram suporte ao zoneamento revelam-se divorciados da realidade, insuficientes, incongruentes e disparatados, além de terem sido elaborados em desacordo com as normas procedimentais previstas no Decreto Federal Nº 4.297/2002”, que orienta os zoneamentos no Brasil.
 
Tanto o Estado quanto o MP solicitaram ao magistrado de primeiro grau que fosse realizada uma perícia por equipe multidisciplinar nomeada pelo juízo, com o objetivo de esclarecer e por fim a controvérsia.
 
Para o relator do processo, desembargador Luiz Carlos da Costa, a perícia mostra-se fundamental “para o desfecho da divergência, a fim de se buscar uma solução justa e ambientalmente correta do ponto de vista técnico-científico”, destaca o desembargador em seu voto.
 
Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Internautas navegam pela Amazônia

http://mapas.mma.gov.br/mapas/aplic/zee/atlas_zee_openlayers.htm?pulrj4k8vo8q66nnrlkqtimuo1

Internautas navegam pela Amazônia

Atlas inclui principais atividades produtivas da região, empreendimentos de infraestrutura, áreas protegidas, clima e tipos de solo, entre outras informações.

Sophia Gebrim

Pesquisadores, estudantes e gestores públicos contam com uma ferramenta a mais para análises ambientais e territoriais na Amazônia Legal. Está disponível para consulta, a partir desta segunda-feira (30/07), o Atlas Interativo do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) da Amazônia Legal. O Atlas é um software interativo que permite ao usuário acessar as informações utilizadas na elaboração do MacroZEE da Amazônia Legal, selecionando e cruzando os dados de seu interesse, como as principais atividades produtivas da região, empreendimentos de infraestrutura, áreas protegidas, clima e tipos de solo, entre outras informações.

A ferramenta, que é gratuita, foi desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e elaborada a partir do I3Geo (Interface Integrada para Internet de Ferramentas de Geoprocessamento). Possui interface com todo o catálogo de informações disponíveis no I3Geo do MMZ, de outros órgãos públicos e com os sistemas Google Maps e Google Earth.

INTERATIVIDADE

"É uma ferramenta interativa com grande potencial de utilização em trabalhos escolares, pesquisas acadêmicas e formulação de políticas públicas", explica o gerente de Zoneamento Ecológico-Econômico da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Bruno Abe Saber Miguel.

Ele detalha que, para auxiliar os usuários na utilização do Atlas, é possível acessar o próprio documento-base do MacroZEE da Amazônia Legal e, na aba "Ajuda" do Atlas, localizada no canto superior direito da página, existem tutoriais e manuais com instruções de passo a passo para as diversas funcionalidades da ferramenta.

Instrumento de planejamento concebido com o objetivo de assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento da região, indicando estratégias produtivas e de gestão ambiental e territorial em conformidade com sua diversidade ecológica, econômica, cultural e social, o MacroZEE da Amazônia Legal foi elaborado em parceria com diversos ministérios e os estados da região, com ampla participação social e instituído pelo decreto federal nº 7.378/2010.

Por fim, o gerente aponta que, além da ferramenta complementar informações para elaboração de pesquisas, estudos e levantamentos, "a divulgação dos dados e informações que integram o MacroZEE da Amazônia Legal atende previsão contida no decreto que o institui e incorpora os princípios e diretrizes presentes na Lei de Acesso à Informação".

Conheça o Atlas Interativo do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) da Amazônia Legal: www.mma.gov.br/atlaszeeamazonia

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ambientalista diz que Governo do Estado deu 'tiro no pé' ao tentar validar a Lei de Zoneamento

fonte - hipernotícias
http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=112&cid=10067

Ambientalista diz que Governo do Estado deu 'tiro no pé' ao tentar validar a Lei de Zoneamento

Depois da ZSEE ter sido suspensa pela Justiça, ambientalistas indagam se o Estado vai rediscutir e chamar a sociedade para participar de outro texto

ALIANA CAMARGO
Segunda, 20 de fevereiro de 2012, 17h14

Divulgação


Lei foi suspensa e agora ambientalistas querem saber como governo estadual vai tratar o assunto


Ambientalistas comemoraram a decisão do juiz José Zuquim, da Vara do Meio Ambiente, em suspender os efeitos da Lei do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado, sancionada pelo governador Silval Barbosa em abril de 2011. Michele Sato, uma das referências em educação ambiental em Mato Grosso afirma que o Executivo deu um “tiro no pé” quando tentou validar a lei, que não chegou a ser analisada pela Comissão Nacional de Zoneamento, instância abaixo do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

“Foi um tiro no pé”, disse Michele Sato se referindo, entre outros pontos ao fato de o Selo Verde não ter chegado à consciência de produtores de Mato Grosso. A exigência é uma realidade em vários países que buscam comprar produtos que sejam ambientalmente sustentáveis e que primem pelo respeito às florestas.

O HiperNoticias ouviu três estudiosos que lutam pelo Meio Ambiente no Estado: a professora-doutora Michele Sato que leciona na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e faz parte da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea); João Andrade que é economista, ambientalista e coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV); e Juliana Almeida, antropóloga da Operação Amazônia Nativa (Opan) que trabalha com questões indígenas.

Para João Andrade a decisão da Justiça foi a vitória de uma batalha, mas não da guerra. “Vai ter uma guerra judicial aí porque o Estado vai recorrer da decisão”.

Para o ambientalista a Lei de Zoneamento como foi formulada pela Assembleia Legislativa é um ato de irresponsabilidade já que foi ancorada por uma decisão meramente política. “Eles só pensaram nos incentivos e subsídios que essa lei poderia trazer”.

Apesar dos erros grotescos que foram observados pelo ICV, João Andrade disse que o instituto tentou alertar o governador sobre o equívoco, já que o documento é necessário, “mas que seja elaborado de forma técnica e política, pensando em um uma economia mais justa”.

“Queremos saber agora qual será a postura do governo? Como vai ser reelaborada a lei? Vai ser discutida? Vai trazer a sociedade para participar? Queremos um reordenamento como deve ser”, disse João Andrade.

A ambientalista Michele Sato também argumenta que é preciso repensar em um modelo mais participativo. “Tivemos presente em todas as reuniões na Assembleia, chamamos a atenção em todos os lugares até mesmo a nível internacional, mas isso não foi levado em conta pelos deputados. Tivemos uma lição com a decisão da Justiça, a de que a demagogia encerra os processos democráticos”.

Um dos pontos defendidos pelos ambientalistas é que a Lei de Zoneamento que foi sancionada traria bloqueios econômicos.

“Existe o selo verde que vai ser aplicado, inclusive, para os deputados que são produtores. A Europa não compra. O Blairo (Maggi) sabe bem disso. Então pelo que seria feito haveria um boicote internacional que não compraria os produtos do Estado”, disse Sato.

Além dos problemas econômicos, para João Andrade a suspensão da Lei evitou muitos desastres ambientais que poderiam acontecer.

TERRAS INDÍGENAS

A antropóloga Juliana Almeida aponta que há erros gravíssimos, já que a lei não considerava 14 terras indígenas.

“É inconstitucional essa lei porque não considera terras indígenas já regularizadas pela própria União. Então eles tinham a intenção de avançar sobre as terras dos índios”, disse Almeida.

O resultado da lei seria o agravamento de inúmeros conflitos fundiários, alguns já existentes envolvendo terras indígenas que ainda estão em processo de litígio.

Juliana Almeida disse que os povos indígenas do Estado participaram amplamente da discussão da elaboração da lei, mas ao longo do processo foram surgindo muitos substitutivos que foram alterando o que era discutido em reuniões na Assembleia Legislativa.

“As audiências foram turbulentas, índios foram ameaçados, foi uma situação delicada. Interesses econômicos subverteram a proposta inicial da Lei do Zoneamento, mas vemos que dentro da assembleia as minorias como Quilombolas, Ribeirinhos, os índios, que seriam atingidos pela lei, não têm nenhuma representativa pelos deputados”, argumentou.

Para finalizar a antropóloga afirmou que a “inconsistência da Lei de Zoneamento é reflexo do atual quadro político do Estado”.

LEI DE ZONEAMENTO SÓCIOECONÔMICO

A Lei de Zoneamento tem a finalidade de ordenar a ocupação de terras e dá garantias de conservação para o Meio Ambiente no Estado.

Para a elaboração do texto sancionado pelo governo em abril de 2011 foram mais de 15 anos de estudos e milhões de reais investidos.

Para ser aprovada definitivamente, a lei deve ter consistência técnica e passar pelo crivo da Comissão Nacional de Zoneamento e logo depois pela análise do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A lei suspensa foi reprovada pela Justiça do Estado que considerou erros graves na elaboração do texto.
*

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lei de Zoneamento de Mato Grosso é suspendida por liminar

fonte - o eco
http://www.oeco.com.br/noticias/25727-lei-de-zoneamento-de-mato-grosso-e-suspendida-por-liminar?utm_source=newsletter_322&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco

Mapa do zoneamento do Estado. (Crédito: ICV)

Em abril de 2011, o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, sancionou o substitutivo 3 que deu origem à Lei Estadual nº 9.523/2011. Esta lei instituiu o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso (ZSEE/MT). No entanto, possui  uma série de problemas e inconsistências técnicas e jurídicas, o que fez com que ontem, 16, o juiz titular da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, José Zuquim Nogueira, suspendesse seus efeitos por meio de uma liminar. "Houve comprometimento dos bens e serviços naturais e do desenvolvimento sustentável. Logo, há o risco de comprometimento da vida humana. Este é o argumento mais forte que impõe a concessão da medida liminar, na forma pleiteada pelo Ministério Público”, afirma um trecho da decisão.

A lei permitia a redução em 85,20% das áreas protegidas (incluindo eliminação de Terras Indígenas), além de 81,95% da área de conservação e recuperação dos recursos hídricos. A Reserva Legal seria de 50% independentemente do que determina o Código Florestal, que pede 80% para propriedades em região amazônica. Por outro lado, aumentariam regiões para agricultura mecanizada e intensiva. O Ministério Público do Estado do Mato Grosso, em seu site oficial, afirma que “na decisão liminar o juiz José Zuquim Nogueira reconheceu as graves consequências trazidas pela Lei estadual nº 9.253/2011 para a sustentabilidade da produção agrícola e dos processos ecológicos e serviços ambientais mantidos pelos diversos ecossistemas de Mato Grosso”. 
Estudos não considerados

20 anos de estudos foram necessários para embasar o zoneamento, ao custo de R$ 34 milhões aos cofres públicos. Em 2009, foi apresentada a primeira versão, chamada de substitutivo 1. Insatisfeito com a proposta apresentada, o deputado Dilceu Dal Bosco encomendou um novo estudo, que demorou três meses para ser feito. De acordo com o ICV, sem levar em conta o embasamento técnico e as propostas feitas em audiências públicas, acabou por embasar o substitutivo 2. Sem muitas explicações, a portas fechadas e depois de 27 dias, deputados definiram o substitutivo 3, apresentado em 2010 e sancionado pelo governador Silval Barbosa em abril de 2011. "Todos esses estudos não serviram pra nada?", questiona João Andrade.
 
A liminar deverá sofrer tentativas de derrubada. "Argumentos técnicos, temos muitos. Não vejo que um juiz em sanidade vá conceder isso", afirma João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV). Esta lei prejudica transações econômicas do Estado devido ao aumento da exigência de produção mais responsável - o que pode render sanções comerciais - e atinge a imagem do Brasil internacionalmente já que o país se compromete publicamente a diminuir o desmatamento da Amazônia. No mesmo mês da decisão de Silval Barbosa em sancionar o substitutivo 3, o Mato Grosso teve picos de derrubadas como não se via há três anos e justamente no final da época de chuvas, atípica para grandes desmates.
Desmatamento de agosto de 2007 a abril de 2011 na Amazônia Legal (Crédito: Imazon)




Vídeo produzido pelo ICV sobre o que pensam os técnicos
que durante 20 anos elaboraram estudos para
embasar o zoneamento de Mato Grosso.