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segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Terra como arte 3

o eco
http://www.oeco.org.br/geonoticias/27376-a-terra-como-arte-3?utm_source=newsletter_762&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco

Nesta semana voltamos ao incrível "Earth As Art", livro digital disponibilizado pela NASA que tem como único propósito celebrar a beleza de nosso planeta, sem nenhuma pretensão de serem interpretadas de maneira científica. Nas imagens desta semana, feitas por satélites como o Terra, o EO-1, o Aqua e os Landsat 5 e 7, podemos ver maravilhosos exemplos de como estamos, sem nos dar conta, cercados de paisagens fantásticas. Da Rússia aos EUA, passando pelo Himalaia e a Nova Zelândia, deixe seus olhos viajarem pelas belezas de nosso planeta.


Vulcão Anyuyskiy - Rússia


Ilhas Belcher - Canadá


Cabo Farewell - Nova Zelândia


Dunas de areia carbonatada - Oceano Atlântico


Garden City - EUA


Himalaias - Ásia Central



Península de Kamchatka - Rússia


Rio Mayn - Rússia




sábado, 6 de julho de 2013

Alertas de desmatamento disparam em maio, aumento de 470%

eco
http://www.oeco.org.br/noticias/27348-alertas-de-desmatamento-disparam-em-maio-aumento-de-470?utm_source=newsletter_755&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco

Desmatamento identificado em Novo Progresso em agosto de 2012. Foto: Nelson Feitos/Ascom Ibama/PA.
Os dados do desmatamento e degradação florestal na Amazônia tiveram um salto extraordinário em maio de 2013. A informação vem do relatório mensal dos alertas emitidos pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), gerenciado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

De acordo com os números, em maio foram detectados 464,96 quilômetros quadrados (km²) de alerta de desmatamento na Amazônia, um aumento de 470% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 98, 85 km2. Segundo o INPE, 78% da taxa total de desmatamento foram classificados como degradação ambiental, que é um estágio anterior ao corte raso (desmate total).


Em geral, os dados do DETER não fazem essa distinção. Desde março desse ano, quando foi passado para o presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, a tarefa de divulgar os dados mensais de desmatamento, os relatórios de qualificação do Deter são divulgados juntos. São esses relatórios que fazem a distinção do que foi corte raso e o que foi degradação.

A amostra verificou 71,7% da área em que teve alerta de desmatamento. Dessa amostra, a maioria dos alertas correspondeu a degradação florestal (78%), e 17,3% a corte raso. O levantamento mensal do Deter capta somente desmatamentos superiores a 25 hectares (Veja o gráfico).

EstadosDETERNuvens
Acre-36%
Amazonas32,9 km²68%
Amapá---92%
Maranhão4,4 km²17%
Mato Grosso276,9 km²0%
Pará134,0 km²48%
Rondônia7,7 km²11%
Roraima---89%
Tocantins9,0 km²0%
Total464,9 km²42%

O governo credita os números preocupantes de maio com o aumento das queimadas nesta época do ano. As nuvens que cobrem parte do território estão se dissipando, agora que começou a época da seca na Amazônia, mas em maio ainda cobriam 42% do território. As nuvens atrapalham a visualização do satélite.

Mesmo assim, no acumulado do ano (agosto2012/maio2013), o total desmatado ou degradado foi de 2337,79 km², um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano passado (agosto2011/maio2012). O ano-calendário da medição do desmatamento começa em agosto.

Os dados do Deter servem para guiar as ações de repressão do IBAMA. Os dados usados para a taxa anual de desmatamento são outros, monitorados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (PRODES), que usa sensores mais apurados e consegue computar desmatamento (corte raso) em áreas maiores que 6,25 hectares. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Aumento de 1,5º C na temperatura é suficiente para iniciar o derretimento do permafrost

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517844-aumento-de-15o-c-na-temperatura-e-suficiente-para-iniciar-o-derretimento-do-permafrost


Aumento de 1,5º C na temperatura é suficiente para iniciar o derretimento do permafrost

Um aumento da temperatura global de 1,5º C seria suficiente para iniciar o derretimento do permafrost na Sibéria, alertaram os cientistas na última quinta-feira.

A reportagem é de Fiona Harvey, publicada no sítio do jornal The Guardian, 21-02-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Qualquer degelo generalizado no solo permanentemente congelado da Sibéria poderia ter severas consequências para as mudanças climáticas. O permafrost cobre cerca de 24% da superfície terrestre do hemisfério Norte, e um derretimento generalizado poderia, no fim, provocar a liberação de centenas de gigatoneladas de dióxido de carbono e metano, o que teria um maciço efeito de aquecimento.

No entanto, qualquer degelo desse tipo provavelmente levaria muitas décadas, razão pela qual a liberação inicial de gases do efeito estufa provavelmente seria em uma escala muito menor.

Os pesquisadores, liderados por especialistas da Universidade de Oxford, estudaram estalactites e estalagmites em cavernas da Sibéria que se formaram ao longo de centenas de milhares de anos. As estalactites e estalagmites se formaram durante períodos de degelo gradual, quando a água derretida escorria para dentro as cavernas, mas pararam de crescer quando as temperaturas caíram novamente, e o permafrost congelou novamente. Os cientistas podem medir o crescimento e a suspensão do crescimento das estalactites e estalagmites cortando as estruturas em vários pontos correspondentes a dados períodos de tempo da história da Terra.

Eles descobriram que as estalactites em uma distante caverna do norte, na fronteira de um permafrost contínuo, cresceram durante um período de 400 mil anos atrás, quando as temperaturas eram 1,5º C mais altas do que em tempos pré-industriais. Isso indica que o permafrost estava derretendo à época e que, portanto, poderia descongelar novamente se as temperaturas subirem a níveis semelhantes.

"Seria possível ver o permafrost contínuo começar a derreter ao longo das fronteiras nesse limiar de 1,5º C [no futuro]", disse Anton Vaks, do departamento de ciências da Terra da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa. As temperaturas na região eram de 0,5-1º C mais altas do que nos tempos modernos durante um período de cerca de 120 mil anos atrás, e naquele tempo as estalactites nas cavernas mais ao sul, perto do Lago Baikal, mostravam sinais de crescimento e, portanto, de degelo.

Mas, nesse mesmo período, as estalactites da caverna mais ao norte – chamada de caverna Ledyanaya Lenskaya, perto da cidade de Lensk, na latitude 60N – não cresceram, mostrando que o permafrost permaneceu intacto a essas temperaturas. "Isso indica que 1,5º C parece ser algo como um ponto de inflexão", disse Vaks.

Atualmente, as temperaturas médias globais estão cerca de 0.6C-0.7º C acima dos níveis pré-industriais. Isso significa, de acordo com Vaks, que os modeladores climáticos deveriam incluir a possibilidade de o permafrost começar a derreter nos seus modelos.

A equipe de cientistas, da Mongólia, da Rússia, da Suíça e do Reino Unido, usou técnicas de datação radiométrica das formações cavernosas. Eles relatam os resultados em um artigo na revista Science Express, publicado na quinta-feira.

Vaks disse que as descobertas podem ter implicações graves para a região, já que o derretimento do permafrost poderia afetar a exploração de gás natural e os dutos, assim como outras infraestruturas. Ele também poderia ter efeitos de maior alcance. 

"Embora não tenha sido o foco principal da nossa pesquisa, o nosso trabalho também sugere que, em um mundo 1,5º C mais quente – quente o suficiente para derreter o permafrost mais frio –, as regiões adjacentes veriam mudanças significativas. O Deserto de Gobi, na Mongólia, poderia se tornar muito mais úmido do que hoje, e essa área extremamente árida poderia chegar a se assemelhar aos atuais estepes asiáticos".

Ele disse que são necessárias mais pesquisas para estabelecer a velocidade e a escala de degelo prováveis enquanto as temperaturas aumentam.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Hoje, na América Latina, Marx seria extrativista?

correio da cidadania
http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8113:submanchete190213&catid=72:imagens-rolantes

Hoje, na América Latina, Marx seria extrativista?


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ESCRITO POR EDUARDO GUDYNAS   
TERÇA, 19 DE FEVEREIRO DE 2013


Na América Latina, seguem avançando as estratégias focadas na mineração, hidrocarbonetos e monocultivos, apesar de significarem a repetição do papel de países provedores de matérias-primas e das resistências cidadãs.

Tal modo de ser extrativista se expressa tanto em governos conservadores como progressistas. Mas, como entre esses últimos se esperava outro tipo de desenvolvimento, a insistência se converteu em um nó político de enorme complexidade.

Para sustentar o estímulo extrativista, está se apelando a novas justificativas políticas. Uma das mais chamativas é invocar os velhos pensadores do socialismo, a fim de argumentar que eles não se oporiam ao extrativismo do século 21, pelo contrário, promovê-lo-iam.

Seguramente, o exemplo mais destacado foi o presidente equatoriano Rafael Correa, que para defender o extrativismo lançou perguntas desafiantes: “Aonde está no Manifesto Comunista o não à mineração? Que teoria socialista disse não à mineração?” (entrevista de maio de 2012).

Correa dobra sua aposta, já que, além de citar Marx e Engels, soma outro apoio agregado que não pode passar despercebido: “tradicionalmente, os países socialistas foram mineradores”. A mensagem que se lança é que a base teórica do socialismo é funcional ao extrativismo, e que, na prática, países do socialismo real o fizeram com êxito. Se sua postura fosse correta, hoje em dia, e na América Latina, Marx e Engels deveriam estar apoiando as explorações mineradoras, petroleiras e os monocultivos para exportação.

Sonhando com um Marx extrativista

Comecemos avaliando até onde pode chegar a validade da pergunta de Correa. É que não dá pra esperar que o Manifesto Comunista, escrito em meados do século 19, contenha todas as respostas para todos os problemas do século 21.

Como assinalam dois dos mais reconhecidos marxistas do século 21, Leo Huberman e Paul Sweezy, tanto Marx como Engels, ainda em vida, consideravam que os princípios do Manifesto seguiam sendo corretos, mas que o texto tinha envelhecido. “Em particular, reconheceram implicitamente que, à medida que o capitalismo se estendesse e se introduzisse em novos países e regiões, na corrente da história moderna, surgiriam necessariamente problemas e formas de desenvolvimento não consideradas pelo Manifesto”, argumentam Huberman e Sweezy. Sem dúvida, essa é a situação das nações latino-americanas, onde seria indispensável contextualizar tanto as perguntas como as respostas.

Em seguida, é necessário verificar se realmente todos os países socialistas foram mineradores. Isso não é de todo certo, e, naqueles locais onde a mineração cresceu em importância, agora sabemos que o balanço ambiental, social e econômico foi muito negativo. Um dos exemplos mais impactantes ocorreu nas regiões mineradoras e siderúrgicas na Polônia, sob a sombra soviética. Hoje se vivem situações igualmente terríveis na mineração da China.

Não se pode esquecer que muitos desses empreendimentos, dado seu altíssimo custo social e ambiental, só voltam a ser viáveis quando não existem controles ambientais adequados ou se silenciam autoritariamente as exigências cidadãs. Tampouco pode passar despercebido que aquele extrativismo, de estilo soviético, foi incapaz de gerar o salto econômico e produtivo que esses mesmos planos previam.

Atualmente, a partir do progressismo, defende-se o extrativismo aspirando aproveitar ao máximo sua renda econômica, para assim financiar, de um lado, diferentes programas sociais e, por outro, mudanças na base produtiva para criar outra economia.

O problema é que, dessa maneira, se gera uma dependência entre o extrativismo e os programas sociais. Sem os impostos às exportações de matérias-primas, seriam reduzidas as possibilidades para financiar, por exemplo, as ajudas monetárias mensais aos setores mais pobres. Isso faz com que o próprio Estado se torne extrativista, convertendo-se em sócio dos mais variados projetos, cortejando investimentos de todo tipo e brindando diversas facilidades. Sem dúvidas que existem mudanças sob o progressismo, mas o problema é que se repetem os impactos sociais e ambientais e se reforça o papel das economias nacionais como provedoras subordinadas de matérias-primas.

A pretensão de sair dessa dependência por meio de mais extrativismo não tem possibilidade de concretizar-se. Gera-se uma situação na qual a transição prometida se torna impossível, pelas consequências do extrativismo em vários aspectos, desde econômicas até políticas (como o deslocamento da indústria local ou a supervalorização das moedas nacionais, tendência a combater a resistência cidadã). O uso de instrumentos de redistribuições econômicas tem alcance limitado, como demonstra a repetição das mobilizações sociais. Além disso, é custoso e torna os governos ainda mais necessitados de novos projetos extrativistas.

É justamente todas essas relações perversas que deveriam ser analisadas com o olhar em Marx. A mensagem de Correa, apesar de desafiante, mostra que, para além das citações, na realidade, não toma aqueles princípios de Marx que ainda seguem atuais para o século 21.

Escutando a advertência de Marx

Marx não rejeitou a mineração. A maior parte dos movimentos sociais tampouco a rejeitam, e, se suas queixas fossem escutadas com atenção, se perceberia que estão focadas num tipo particular de empreendimentos: de grande escala, com remoção de enormes volumes, a céu aberto e intensiva. Em outras palavras, não se deve confundir mineração com extrativismo.

Marx não rechaçou a mineração, mas tinha muito claro aonde deveriam operar as mudanças. Desde tal perspectiva, surgem respostas à pergunta de Correa: Marx distinguia o “socialismo vulgar” de um socialismo substantivo, e essa diferenciação deve ser considerada com toda a atenção na atualidade.

Em sua “Crítica ao programa de Gotha”, Marx recorda que a distribuição dos meios de consumo é, na verdade, uma consequência dos modos de produção. Intervir no consumo não implica transformar os modos de produção, mas é neste último nível onde deveriam ocorrer as transformações. Agrega Marx: “o socialismo vulgar (...) aprendeu dos economistas burgueses a considerar e tratar a distribuição como algo independente do modo de produção e, portanto, a expor o socialismo como uma doutrina que gira principalmente em torno da distribuição”.

Aqui está a resposta à pergunta de Correa:

Marx, na América Latina de hoje, não seria extrativista, porque com isso abandonaria a meta de transformar os modos de produção, tornando-se um economista burguês. Pelo contrário, estaria promovendo alternativas à produção e isso significa, no nosso contexto presente, transitar para o pós-extrativismo.

Seguramente, o olhar de Marx não é suficiente para organizar a saída do extrativismo, já que era um homem imerso nas ideias do progresso próprio da modernidade, mas admite identificar o sentido que deverão ter as alternativas. Com efeito, fica claro que os ajustes instrumentais ou melhoras redistributivas podem representar avanços, mas continua sendo imperioso transcender a dependência do extrativismo como elemento chave dos atuais modos de produção. Essa questão é tão clara que o próprio Marx conclui que “uma vez que está elucidada, há muito tempo, a verdadeira relação das coisas, por que voltar e dar marcha atrás?”.

Portanto, por que se segue insistindo com o extrativismo?


Bibliografia:
Huberman, L. e P. Sweezy, 1964; O Manifesto Comunista: 116 anos depois. Monthly Review 14 (2): 42-63.
Marx, K. 1977. Crítica do Programa de Gotha. Editorial Progreso, Moscou.

Eduardo Gudynas é analista de informação no D3E (Desenvolvimento, Economia, Ecologia e Equidade), centro de investigações dos assuntos latino-americanos sediado em Montevidéu.

Traduzido por Gabriel Brito, Correio da Cidadania.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

“A Terra Vista do Céu” reabre ao público na Vila dos Atletas

((o))eco
http://www.oeco.com.br/agenda/26367-a-terra-vista-do-ceu?utm_source=newsletter_477&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco





A mostra “A terra vista do céu” já encantou o público carioca na Cinelândia  durante a Rio+20. Agora, a exposição está na Barra da Tijuca, na futura  vila dos atletas nas Olimpíadas Rio 2016. São 130 fotos de altitute, feitas com o uso de helicópteres e balões, que revelam belíssimos cenários do planeta, ao lado de situações em que o homem interage com a natureza. Esse gênero é a marca registrada de Yann Arthus-Bertrand, autor das imagens.  A exposição já passou por mais de dez países e é gratuita. Ficará aberta ao público de 18 de agosto à 16 de setembro,

O evento foi trazido pelas empresas Carvalho Hosken e Odebrechet, que se uniram para construir o bairro Ilha Pura, sede da vila dos atletas. Elas aproveitam para exibir ações sustentáveis na construção do empreendimento. Entre elas, preservação do bioma local, redução de resíduos e do impacto na utilização de recursos hídricos e energéticos.


Serviço
Exposição: “A TERRA VISTA DO CÉU”
Período: de 18 de agosto a 16 se setembro de 2012
Local: Esplanada Frontal Ilha Pura -  Avenida Salvador Allende s/n - Barra da Tijuca (ao lado do Riocentro)
Horário: Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h
Entrada e estacionamento gratuitos

sábado, 18 de agosto de 2012

Série de publicações traz caminhos para a sustentabilidade

no sul do amazonas
http://nosuldoamazonas.blogspot.com.br/2012/08/serie-de-publicacoes-traz-caminhos-para.html





QUARTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2012


Série de publicações traz caminhos para a sustentabilidade

IEB lança a série de publicações “Organização Social” no próximo dia 20 de agosto, no Museu Amazônico, em Manaus.

A organização social das comunidades tradicionais e indígenas da Amazônia é um passo fundamental para se alcançar a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da região. Experiências bem-sucedidas nesse sentido foram registradas e sistematizadas, e deram origem à série de publicações “Organização Social”, que será lançada na próxima segunda-feira, dia 20 de agosto, no Museu Amazônico, da Universidade Federal do Amazonas, na cidade de Manaus.

A série é composta por cinco publicações que contam histórias vividas no sul do estado do Amazonas, como a luta das organizações comunitárias para a criação das Reservas Extrativistas do Ituxi e do Médio Purus, em Lábrea, a experiência do associativismo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Madeira, e a criação de uma cooperativa que trabalha com a produção e comercialização da castanha em Manicoré – a COVEMA (Cooperativa Verde de Manicoré). Uma das publicações traz o registro do trabalho dos índios Suruí no reflorestamento da Terra Indígena Sete de Setembro, no município de Cacoal, em Rondônia.

No evento estarão presentes os representantes das associações parceiras do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) neste trabalho: Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí (Gamebey), Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (Apadrit), Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Médio Purus (Atamp), Associação dos Produtores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Madeira (Apramad) e Cooperativa Verde de Manicoré (Covema) – além do Grupo de Jovens Tucumaenses, que apresentarão um breve esquete em torno de outras publicações do IEB.

“Hoje, em nível estadual, a cooperativa é tida como um espelho. Temos tentado manter esse padrão de equilíbrio e fazer com que seja uma empresa respeitada por todos. Esse é o nosso objetivo maior e esperamos que por meio dessa sistematização que o IEB está fazendo nossa história seja divulgada”, conta Adaldino Pitica, da Cooperativa Verde de Manicoré.

As publicações são frutos de trabalhos coletivos e participativos e uma contribuição para todos aqueles que trabalham e se interessam pelos processos de organização social na Amazônia. Nelas, as lideranças das associações relatam suas caminhadas e refletem sobre as experiências vividas, os aprendizados e as lições mais importantes.

“Não se trata de uma leitura externa da realidade local, mas de uma reflexão sobre um processo vivo e pulsante no qual as pessoas se engajam de maneira apaixonada e com dignidade. Esse povos esperam que o poder público lhes ofereça políticas públicas que funcionem e sejam compatíveis com a vida na floresta”, explica Maria José Gontijo, fundadora e diretora executiva do IEB.

O objetivo é que essas publicações cheguem até as universidades, instituições de ensino e pesquisa, organizações não governamentais e organizações de base de toda a Amazônia. Em pouco mais de dez anos, o IEB já publicou mais de 45 obras, que podem ser acessadas na loja virtual no site da instituição (http://livraria.iieb.org.br/).

No evento, também será lançada a publicação Rio Purus: águas, território e sociedade na Amazônia Sul Ocidental. Editado por cinco pesquisadores de diferentes instituições de pesquisas do país, entre os quais a professora Andrea Waichman da UFAM, o livro apresenta resultados de estudos sobre a bacia do rio Purus, bem como elementos para reflexão sobre mecanismos de gestão ambiental sob diferentes visões de pesquisa. Ao apoiar a publicação desse livro, o IEB busca colaborar com a ampliação do conhecimento sobre as regiões nas quais tem atuado.

SOBRE CADA PUBLICAÇÃO:

“Pamine, o renascer da Floresta – Reflorestamento da Terra Indígena Paiterey Karah (TI Sete de Setembro) pelo povo Paiter Suruí”

O livro conta em 65 páginas o sonho do povo indígena Paiter Suruí em devolver à floresta o que dela foi tirado. Elaborado pela assessora do IEB Andréia Bavaresco, em parceria com a Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí (Gamebey), descreve passo a passo o processo desenvolvido pelos Paiter para realizar o reflorestamento de suas terras. A obra mostra ainda o árduo trabalho que envolveu toda a comunidade, o plano estratégico de 50 anos para conservação, proteção e sustentabilidade da TI Sete de Setembro, e ainda o projeto Carbono-Suruí.

“Memorial da Luta pela Reserva Extrativista do Ituxi em Lábrea/AM - Registro da mobilização social, organização comunitária e conquista da cidadania na Amazônia”

Organizada pelo consultor do IEB Josinaldo Aleixo, em parceria com Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (Apadrit), a obra representa um esforço de reflexão e registro histórico de uma experiência social vivida intensamente no interior da Amazônia brasileira: a mobilização de comunidades ribeirinhas em favor da criação da Reserva Extrativista do Rio Ituxi.

“Memorial da Luta pela Reserva Extrativista do Médio Purus em Lábrea/AM - Registro da mobilização social, organização comunitária e conquista da cidadania na Amazônia”

Organizada pelo consultor do IEB Josinaldo Aleixo, em parceria com a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Médio Purus (Atamp), a publicação conta a história de um grupo de ribeirinhos, moradores das margens do rio Purus, localizado entre a cidade de Lábrea e Pauini, que saiu do seu isolamento em busca de seus direitos como cidadãos em meio aos inúmeros conflitos na região. O resultado dessa luta foi criação da Reserva Extrativista do Médio Purus em 2008.

“Organização Social na Amazônia - Uma experiência de associativismo na RDS do Rio Madeira (Novo Aripuanã e Manicoré/AM)”

Organizado pela coordenadora do IEB Roberta Amaral, em parceria com a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Madeira (Apramad), a publicação é um registro de como um processo de organização social de base comunitária na Amazônia pode ocorrer na prática e nas condições reais das comunidades da floresta. A obra é uma reflexão crítica e conta a experiência vivida pelas lideranças locais.

“Organização da Produção na Amazônia: a experiência de comercialização coletiva da castanha em Manicoré”

Organizado pela equipe do IEB (Josinaldo Aleixo, Marcelo Franco e Roberta Amaral) em parceria com a Cooperativa Verde de Manicoré (Covema), a publicação conta a história de luta e resistência de quase dez anos que deu origem à cooperativa, uma das experiências mais interessantes de empoderamento econômico dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia. O livro traz o relato dos protagonistas desta história nos caminhos percorridos por seus fundadores.

SERVIÇO:
Data: 20 de agosto de 2012.
Horário: 19 horas
Local: Museu Amazônico (Universidade Federal do Amazonas - UFAM)
Endereço: Rua Ramos Ferreira, 1.036 – Centro – Manaus - Amazonas
Confirmar presença até 19 de agosto pelo e-mail: iieb@iieb.org.br

A garota, o fascista e a luta pelo futuro

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