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quinta-feira, 5 de abril de 2012

MOÇÃO DE REPÚDIO À PEC 215

MANIFESTO lançado durante o 7º fórum brasileiro de educação ambiental
Salvador, BA: 28-31 de março de 2012


MOÇÃO DE REPÚDIO À PEC 215


REBEA – REDE BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ao Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados Federais do Brasil.

Nós, Educadores e Educadoras Ambientais da malha da Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA,

Manifestamos nossa indignação e expressamos repúdio à definição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que aprova a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 215, a qual transfere para o Congresso Nacional (Senado) a competência de aprovar e deliberar sobre a demarcação de terras indígenas, terras dos quilombolas e unidades de conservação.

Entendemos que a decisão se deu exclusivamente por determinação da bancada ruralista do parlamento brasileiro que beneficia e se rende aos interesses do latifúndio, do corporativismo e do agronegócio, em detrimento dos interesses da sociedade, do respeito aos povos e sua cultura, do uso racional e partilha justa de terras e da conservação ambiental.

Enquanto isso nossos povos nativos e tradicionais estão sendo assassinados de forma brutal e desumana e nossas unidades de conservação correm risco de desafetação em nome de um desenvolvimento a qualquer custo que exclui, ignora, sacrifica vidas, aumenta a insegurança e violência no campo e coloca em perigo o futuro da biodiversidade que abastece todas as formas de riqueza desse país.

Por Justiça Social e Ambiental, já.

VII Fórum Nacional de Educação Ambiental,

Salvador, 31 de março de 2012.

Abaixo assinam todas as redes de educação ambiental integrantes da REBEA.



Rede de Educação Ambiental do Mato Grosso do Sul – REAMS

Rede de Educação Ambiental do Cerrado – REACERRADO

Rede de Educação Ambiental de Rondônia – REACO

Rede de Educação Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASUL

Rede de Educação Ambiental da Bahia - REABA

Rede de Educação Ambiental Gaúcha Integradora – REAGI

Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio São João - REAJO

Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – REARJ

Rede de Educação Ambiental de Santa Catarina - REA- SC

Rede Capixaba de Educação Ambiental – RECEA

Rede Mineira de Educação Ambiental – REMEA

Rede de Educação Ambiental de Goiás – REA-GO

Rede de Educação Ambiental da Região dos Lagos e Zona Costeira - REALAGOS

Rede Nordestina de Educação Ambiental – RENEA

Rede de Educação Ambiental do Lago Paranoá

Rede de Educação Ambiental do Rio Grande do Norte - REARN

Rede de Educação Ambiental da Baixada Fluminense

Rede Amazônica de Educação Ambiental - REMEA

Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REA- PB

Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA

Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental – REBECA

Rede Carajás de Educação Ambiental

Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA

Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental - REMTEA

terça-feira, 3 de abril de 2012

BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.



BELÉM DO PARÁ ACLAMADA COMO ANFITRIÃ DO PRÓXIMO FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

"Se o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) foi instigante, o próximo - que queremos organizar - será conectante." Essa foi a síntese de Fidelis Paixão, advogado, pastor e ativista de várias redes de educação ambiental, ao propor Belém do Pará como sede do oitavo FBEA. Ladeado por dezenas de participantes que vieram da Amazônia para participar do VII FBEA em Salvador, ele viu a proposta aprovada por aclamação durante ultima atividade realizada no Centro de Convenções, no sábado, 31 de março.
Foi uma tarde com muita vibração telúrica no Salão Oxalá. A ativista May East - proveniente da da ecovila de Finhorn, Escócia - conduziu uma dinâmica embasada nos quatro elementos (terra, fogo, água e ar) com os participantes da plenária final, no salão Oxalá. Homens, mulheres e crianças participaram do ato e de mãos dadas fizeram uma ciranda, marcada pelo ritmo de mantras evocativos das forças da natureza.
A mesa da plenária de encerramento foi composta pelas coordenadoras do VII FBEA, Tita Vieira e Henriqueta Raymundo, e pelos responsáveis pelo eventos da programação, que fizeram a “colheita do fórum”, um rápido balanço de tudo que aconteceu. Foi também a vez de agradecimentos e de homenagens à comissão organizadora do fórum, que contou com a contribuição de dezenas de voluntários desde a fase preparatória do evento até na condução das diversas atividades.
Estudantes universitários e do ensino fundamental também se destacaram no voluntariado. A cobertura educomunicativa feita pelos alunos de cinco escolas públicas de Salvador e região metropolitana inovou as possibilidades de comunicação. O conteúdo produzido pelos educomunicadores em texto, vídeo e fotografia está disponível no bloghttp://coberturaeducomviifbea.blogspot.com.br/

MOÇÕES E SONHOS EM REDE
A plenária final do VII FBEA aprovou importantes moções trazidas por seus participantes:
* Moção de apoio à campanha Veta, Dilma! pela rejeição à proposta de reformulação do Código Florestal aprovada no Senado;
* Moção de repúdio à medida que extingue a anuência prévia do gestor de unidades de conservação em processos de licenciamento ambiental no Estado da Bahia;
* Moção de apelo ao governador do Paraná para desengavetar a tramitação do projeto de lei que estabelece a política estadual de educação ambiental naquele estado; de repúdio à PEC 215 que altera os procedimentos para demarcação de terras indígenas;
* Moção de repúdio ao programa de energia nuclear, retomado no País.
Sonhos em rede
O VII FBEA propôs duas novas formas criativas de mandar os recados individuais para a Rio+20, que reunirá, mandatários de diversos países no Rio de Janeiro, entre 13 e 22 de junho, que discutirão um futuro mais sustentável para o Planeta.
No mundo virtual, abraçou a campanha "Meu Sonho Verde", proposta pela Onu, que estimula indivíduos do mundo todo a criarem vídeos de até dois minutos com suas mensagens para um futuro socialmente mais justo e ecologicamente sustentável, postando-os no Youtube.
Além disso, simbolizando a ação em rede, armou uma grande rede de pesca no Centro de Convenções da Bahia, oferecendo peixinhos cortados de garrafas pet (reaproveitamento), onde a pessoa escrevia seus sonhos por um mundo melhor, prendendo-os na rede com coloridas fitas do Bonfim. A proposta é transformar esta rede num símbolo da sociedade civil, na Rio+20, em favor da criação de sociedades verdadeiramente sustentáveis.
Planeta Terra e e planetinha digital
Fez sucesso a réplica do Planeta Terra, que pela primeira vez trouxe consigo o  “filhote”, Planeta Digital para participar do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA). Trazido por José Matarezi, coordenador da Trilha da Vida, representou, para os participantes, o desejo de manter viva a Mãe Terra. Muitas mãos deixaram suas marcas digitais no "planetinha", simbolizando a participação para que o sonho se concretize. Planeta e planetinha ficaram expostos no Centro de Convenções da Bahia durante quase todo o período de realização do VIIFBEA. Saiu uma única vez, para acompanhar o Cortejo Rumo à Rio+20, no centro histórico de Salvador (Pelourinho) – na noite de sexta feira, 30/3 –  que simbolizou o caminho que as contribuições dos educadores ambientais farão para chegar ao evento mundial.
CONSTELAÇÃO DE ATIVIDADES EM APENAS 4 DIAS
Em números: Ocupando dois pisos do Centro de Convenções da Bahia durante os últimos 4 dias de março, o VII FBEA contou com mais de 2,6 mil pessoas inscritas e um verdadeiro exército de colaboradores no apoio logístico, inclusive mais de 50 monitores voluntários e estudantes de 5 escolas na cobertura educomunicativa do evento. Foram 18 mesas de debates (mesas redondas, colóquios, jornada etc), 18 encontros paralelos promovidos por redes de educação ambiental (41 presentes), dois Cafés Sociais, e uma constelação de outras atividades, animadas por especialistas e personalidades de várias áreas do conhecimento: 
Tenda Sagrada: foi um lugar dedicado ao centramento de energia, de poder, de cura, de manifestação da espiritualidade, de respeito à ancestralidade, de reunião, do toque de tambor, de música, dança e meditação, disse Susan Manjula, uma das coordenadoras desse espaço. A tenda foi montada com estrutura de bambu em uma oficina de bioconstrução - coordenada pelo paraguaio Guilermo Gayo e sua equipe do Takuara Renda - dias antes da abertura do fórum e contou com a participação de voluntários.
Feira sustentável:  foi a realização de uma proposta de acolhimento de uma rede de comércio solidário em benefício de comunidades e de organizações populares, da agricultura familiar, de reservas extrativistas numa iniciativa para ser aprimorada nos próximos fóruns, na avaliação de Erika Almeida, uma das coordenadoras. Também incluiu uma seção de Artes, com forte presença da reciclagem de materiais na produção de objetos artísticos e utilitários.
Trilha da vida – experiência sensorial dirigida por José Matarezi, com equipe da Universidade do Vale do Itajaí (Univali - SC), da qual participaram mais de 300 pessoas e que se constituiu também em um espaço de fortalecimento emocional dos educadores ambientais diante do acirramento dos problemas ambientais locais e globais. Muitos aproveitavam para assistir ao Teatro Lambe-Lambe, logo ao lado, que proporciona sessões individuais de curta duração.
Oficinas e painéis: trabalho que começou em dezembro do ano passado com a chamada para inscrições, que tiveram que se estender até fevereiro para possibilitar a participação do público vinculado ao sistema formal de educação. As mais de 800 propostas resultaram na escolha de 67 oficinas e minicursos e quase 600 painéis, para apresentação no VII FBEA. O coordenador dessas atividades, Luiz Afonso Vaz de Figueiredo destacou a contribuição dos 56 avaliadores no esforço feito para contemplar o maior número possível  de trabalhos inscritos. “Os avaliadores voluntários foram heróis”, destacou o coordenador que também elogiou o envolvimento dos monitores que atuaram nas atividades durante o fórum.
Encontros paralelos: foram ao todo 18 com formato livre e todos engajados nos três eixos temáticos do fórum: fortalecimento dos educadores ambientais em rede, afirmação dos princípios estabelecidos no tratado de educação ambiental e preparação para a conferência Rio + 20. Os relatos de cada encontro paralelo serão disponibilizados nos anais do fórum, segundo informou Henriqueta Raymundo.
Café social: atividade de conversação aberta da qual emergiu o reconhecimento do esgotamento das listas de discussão e do desejo de aumentar o acesso aos softwares livres para sustentar a comunicação sem interferência de poder central, como destacou a coordenadora deste evento, Vivianne Amaral. Das rodas de conversas saíram propostas de ação como a realização de caminhadas e bicicletadas para reforçar campanhas nacionais como a de rejeição ao Código Florestal aprovado no Senado; e disseminação de bandeiras de luta do tipo “quero mais educação ambiental”, pela formação de ecotorcidas na em eventos como a Copa do Mundo, e de criação de um dia nacional sem água para sensibilização sobre a importância da água.
Moeda social: apesar do pouco tempo para estruturar a participação do Ecobanco no VII FBEA, o coordenador da iniciativa, Ian Requião de Castro avaliou como positiva a inserção do conceito de moeda social no evento. A moeda, que foi intitulada como elo, circulou na feira sustentável e na praça de alimentação montada no terceiro piso do Centro de Convenções. “Conseguimos fazer circular 1.120 elos”, observou ele. Adotada em seis comunidades na Bahia e em mais de 60 no País, a moeda social tem como objetivo fortalecer o comércio local nas comunidades, a partir do incentivo ao consumo dos produtos e serviços oferecidos na própria comunidade. 

SOBRE O VII FBEA
Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA (formada pela articulação de aproximadamente 45 redes e coletivos de educação ambiental ativas no país), com a Rede Baiana de Educação Ambiental - REABA, e Instituto Roerich de Paz e Cultura do Brasil, o VII FBEA realiza-se pela primeira vez no Estado da Bahia, no simbólico ano da Rio+20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho).
O VII FBEA foi concretizado graças aos patrocínios da patrocinio da Chesf, Petrobras, Itaipu Binacional, Coelba, Embasa, Banco do Nordeste, Abaf, CNPq, Sebrae, Battre Solvi, Revita, WWF, Instituto Sabin e Yamana Gold; do forte apoio do Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Educação, Turismo, Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, e de Desenvolvimento Urbano, e da Empresa de Desenvolvimento Agrícola SA (EBDA), bem como o apoio institucional de três Ministérios - da Educação e do Meio Ambiente - e do SESC-BA, da TVE Bahia e rádio Educadora FM (107,5Mhz).
O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) tem um espaço virtual, onde dá para buscar mais informações (inclusive de hospedagem mais barata) e fazer inscrições: http://viiforumeducacaoambiental.org.br.

Textos: Maiza Andrade, Edição: Silvia Czapski

Silvia Czapski / Comunicação VII FBEA

comunicaforumea@gmail.com


INTERAÇÃO:

* Sites:
http://midiasocial.rebea.org.br/ (Mídia Social REBEA)
http://pt.scribd.com/viiforumdeea (Compartilhamento de docs. do processo de organização).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

VII FBEA e RIO + 20: evento preparatório em Goiás

fonte - mídia social REBEA
http://midiasocial.rebea.org.br/foruns-de-ea/vii-forum/387-vii-fbea-e-rio-20-evento-preparatorio-em-goias

VII FBEA e RIO + 20: evento preparatório em Goiás 

Escrito por Sinapse

A mobilização dos educadores ambientais goianos para o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) e para a II Jornada Internacional de Educação Ambiental no contexto da Rio+20. Estes são os temas da reunião da Rede de Educação e Informação Ambiental de Goiás (REIA-GO), programada para a tarde desta 6ª feira, 10/2, na Universidade Salgado de Oliveira – campus de Goiania.

O evento ocorre num momento animador para a Educação Ambiental no Estado em vista dos processos mobilizadores que se aproximam, informa Diogo Damasceno Pires, da Secretaria Executiva da REIA-GO, ao traduzir a expectativa dos organizadores. “O processo em Rede é a porta de entrada para muitas das nossas realizações, possibilitando sempre nos conectarmos e ampliarmos as nossas redes de relacionamento. E isso com certeza fortalece a nossa área de atuação e a nós mesmos”, explica.

Emerge do processo da Rede – acrescentam os organizadores -, a força militante de Educadores Ambientais enquanto sociedade civil organizada, visto que todos os elos, antes de atuarem como integrantes/ representantes de suas instituições, são indivíduos que fazem sua adesão voluntária e individual para se somarem ao coletivo.

Nesse sentido, encontros presenciais têm se mostrado muito estratégicos para renovar compromissos e enlaces, pois ampliam o diálogo, a socialização das informações, a mobilização e a atuação conjunta para superar desafios, levando ao fortalecimento da rede de relações em diferentes âmbitos.

Seguindo o princípio “Agir Local e Pensar Global”, a Reunião da REIA-GO deve promover o envolvimento, mobilização e energia para a integração aos processos nacionais e internacionais em curso, qualificando a participação dos goianos no VII FBEA e no processo da II Jornada Internacional de Educação Ambiental, cujo próximo passo ocorre durante o Fórum de Salvador, no dia 29 de março, antes de chegar à Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro, em junho.

SOBRE O VII FBEA

Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA (formada pela articulação de 45 redes e coletivos de educação ambiental no país), com a Rede Baiana de Educação Ambiental - REABA, e Instituto Roerich de Paz e Cultura do Brasil, o VII FBEA já conquistou o apoio institucional de três Ministérios - da Educação, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário -, além de órgãos estaduais - Secretarias Estaduais do Meio Ambiente, da Educação e do Planejamento -, da Itaipu Binacional, do CNPq e do SESC-BA.

O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) tem um espaço virtual, onde dá para buscar mais informações (inclusive de hospedagem mais barata) e fazer inscrições: http://viiforumeducacaoambiental.org.br.

EM RESUMO

O QUÊ: Reunião da Rede de Educação e Informação Ambiental – REIA-GO - VII FBEA e II Jornada de EA

ONDE: Universidade Salgado de Oliveira (Universo) - Rua 105-B, nº 18, Sala 101, Bloco D - 1º andar – Setor Sul - Goiânia

QUANDO: 10/02 (sexta-feira), 14 horas

INTERAÇÃO:

* http://viiforumeducacaoambiental.org.br/ (VII FBEA)

* http://midiasocial.rebea.org.br/ (Mídia Social REBEA)

* http://www.facebook.com/viiforumea (Facebook);

* https://twitter.com/viiforumea (Twitter);

* http://pt.scribd.com/viiforumdeea (Compartilhamento de docs. do processo de organização).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

7º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

IMPERDÍVEL
http://viiforumeducacaoambiental.org.br/forum/



Fórum

O Fórum Brasileiro de Educação Ambiental é o mais importante evento da Educação Ambiental no país. A sua sétima edição acontece em Salvador, Bahia, entre os dias 28 e 31 de março de 2012com o tema Educação Ambiental: Rumo a Rio +20 e às Sociedades Sustentáveis.
A principal base do VII FÓRUM Brasileiro de Educação Ambiental é a reunião dos educadores ambientais que compõem a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e seu fortalecimento.
O Fórum incentiva e difunde a cultura de organização em padrão rede, proporcionando experiências e conhecimentos que fortaleçam sua compreensão e prática. Ao mesmo tempo em que apresenta o campo da Educação Ambiental para novos militantes e educadores, incentiva a reflexão crítica para aqueles que nele atuam a partir da sociedade civil, do mercado e do Estado.
Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global é o documento de princípios da REBEA e inspira a ação dos educadores ambientais articulados em rede. Avaliar sua inserção na educação ambiental brasileira é um dos objetivos centrais do VII Fórum, assim como contribuir para avaliação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental.
Os temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – RIO+20 - economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e  a governança global internacional para o desenvolvimento sustentável – serão exaustivamente debatidos no dia 30 de março.
As apresentações de pesquisas e de experiências em Educação Ambiental, junto com as vivências criam oportunidades de diálogos e de expressão da diversidade.
A ampla programação construída nas dimensões “ambiental, social, cultural, econômica e visão de mundo”, como formato de mesas redondas, fóruns, rodas de conversa, openspace, café social, minicursos, painéis, oficinas, jornadas temáticas, encontros paralelos, trilha da vida, atividades culturais,  vídeos no Ecocine, poesias, artes, danças e com a produção de documentos que serão referência para atuação no campo socioambiental.
Com esta ampla abordagem, contemplando diversos segmentos da sociedade brasileira, o Fórum oferece espaço de grande visibilidade e disseminação da imagem institucional dos participantes, provocando impactos positivos e concretos.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

UBUNTU

De: Luís Moreno <l.moreno@netcabo.pt>
Para: rede lusofona <redelusofona@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 22 de Junho de 2011 19:52
Assunto: [REDELUSO] Fw: Para entender O SENTIDO DA VIDA


UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!

Nota:
Peço à Vida para me dar amanhã, aquilo que eu hoje quero para os outros.
É solução para todos os problemas pessoais e sociais.
É entender O SENTIDO DA VIDA.
É a Nova Era, o Novo Mundo.
Era assim no Princípio.









---------- Forwarded message ----------
From: Santos Virgílio <santos.virgilio@ebonet.net>
Date: 2011/6/24
Subject: RE: [REDELUSO] Fw: Para entender O SENTIDO DA VIDA
To: RedeLusofona@yahoogrupos.com.br



 

Prezados redelusofonistas,

Como africano, folgo em saber que se está a divulgar o conceito de Ubuntu. Obrigado ao antropólogo que levou à ribalta este tema através do episódio que viveu. A lição que aprendeu tem a ver com os estereótipos que muitos intelectuais construíram em suas mentes: ir estudar uma certa realidade apenas com o fito de confirmar aquilo que pensam saber sobre tal realidade, ao invés de irem estudar de facto. O antropólogo se tivesse ido à tal “tribo” com o objectivo de estudar, claro que não precisaria esperar pelo último dia e aprender.

Aqui também ressaltar que o conceito de tribo em África não se resume a uma aldeia que ele terá visitado. Tribo é muito mais vasto territorialmente. Terá visitado uma ladeia pertencente a uma “tribo”. Aqui também o conceito de tribo é muitas vezes utilizado de uma maneira pejorativa, porque os diferentes grupos etnolinguísticos europeus (que existem na Espanha, na Bélgica “há meses sem governo”, na Alemanha e por todo lado) nunca são chamados de tribos.

Ubuntu, definitivamente não é nome de nenhuma tribo. É, isso sim, um conceito africano BANTU que encerra os valores mais nobres da vivência, como a partilha, a solidariedade, o respeito, a hospitalidade, em resumo quer dizer Humanidade para todos, “eu sou o que sou devido ao que todos nós somos”. Foi com base neste conceito um grupo de gente proclamou em 2002 na África Sul o apelo para a reforma profunda do sistema das Nações Unidas, que à cabeça o antigo líder da UNESCO Frederico Mayor Zaragoza (www.ubuntu.upc.edu).

Aos estudiosos das ciências sociais (humanas?) peço que estudem “com humanidade…”, não se espantem com a sabedoria africana, propositadamente ignorada…

Atenciosamente,
Santos Virgílio
Angola
+244 923 622 406
Skype: santos.virgilio1