Mostrando postagens com marcador movimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador movimentos. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de agosto de 2013

“Miss Desmatamento” Kátia Abreu perde processo contra Greenpeace

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/522351-miss-desmatamento-katia-abreu-perde-processo-contra-greenpeace


“Miss Desmatamento” Kátia Abreu perde processo contra Greenpeace

Em 2009, três ativistas do Greenpeace foram detidos no Senado após tentarem entregar à senadora Kátia Abreu (DEM-TO) uma faixa de Miss Desmatamento.
A Justiça deu razão ao Greenpeace em uma ação movida pela senadora ruralista Katia Abreu pedindo indenização por danos morais, após a organização realizar um protesto no Senado em 2009 referindo-se a ela como “miss desmatamento”.
Na época, Kátia era relatora da MP 458, conhecida como “MP da Grilagem” por permitir a legalização da invasão de terras na Amazônia. A decisão unânime dos desembargadores Waldir Leônio Lopes JúniorJ.J. Costa Carvalho eSérgio Rocha indica que “não houve (…) exercício abusivo da liberdade de manifestação do pensamento e da expressão” e que “a liberdade de pensamento não pode ser tolhida nesse caso, já que atende plenamente ao interesse da sociedade”.
A informação e a foto são publicadas por Racismo AmbientalGreenpeace Brasil, 30-07-2013.
Em tempos em que o Brasil de Brasília, onde abundam os interesses obscuros, se contrapõe ao Brasil das ruas, em que a população clama pelo melhor uso de seus recursos, uma decisão como essa lembra a todos que a liberdade de expressão é uma das ferramentas mais poderosas dos cidadãos para questionarem o que está errado.
“Essa decisão não é só favorável ao Greenpeace e à sua atuação. Ela representa um avanço democrático para o todo o país”, diz Fernando Rossetti, diretor-executivo do Greenpeace Brasil. “Nunca iremos nos calar diante das ameaças que o meio ambiente sofre”, conclui.
“A decisão da Justiça é marcante e versa sobre algo muito mais amplo do que liberdade de manifestação. O que os desembargadores entenderam é que, como senadora, Kátia Abreu necessita dar satisfação de sua atuação pública e pode ser questionada por isso”, diz Fernando Furriela, advogado do Greenpeace Brasil.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Greenpeace invadiu feira anual de Mineração para reclamar pela Reserva San Guillermo

adital


Greenpeace invadiu feira anual de Mineração para reclamar pela Reserva San Guillermo
 
Adital
Vinte ativistas do Greenpeace invadiram nesta terça-feira o evento no qual empresários, provedores e autoridades governamentais inauguravam a Feira anual Ar-Minera, em Costa Salguero. Os ambientalistas ingressaram no auditório e abriram cartazes com a legenda "San Guillermo sem mineração” em frente ao Secretário de Mineração, Jorge Mayoral. A organização está reivindicando que se proíba a atividade mineira na Reserva da Biosfera San Guillermo, onde se desenvolvem os empreendimentos Veladero e Pascua Lama de Barrick Gold.
"Essa Reserva é considerada o último lugar silvestre no florestado da América do Sul”, explicou Gonzalo Strano, coordenador da campanha de Geleiras de Greenpeace, "a atividade mineira dentro da Reserva é uma ameaça concreta para suas espécies e seus cursos de água”.
De acordo com as denúncias de Greenpeace, a mineração utiliza substâncias altamente tóxicas, explosivos, implica na remoção de grandes quantidades de rocha e poeira, a construção de diques de COLA que são grandes lixeiros contaminantes, e outras estruturas que afetam o equilíbrio da Reserva.
"Os impactos que a mineração e o projeto Pascua Lama em particular provocam já foram comprovados no Chile, onde o projeto foi suspenso pela Justiça”, sentenciou Strano, "deveria se cancelar o projeto do lado argentino, que está se desenvolvendo em uma área de pergelissolo [solo permanentemente congelado], protegida pela Lei de Glaciares, que deveria ser resguardada”.
A organização ambientalista lançou há algumas semanas uma campanha em nível nacional para conscientizar sobre a necessidade de proteger a Reserva, habitat do puma e área de geleiras, e ambiente periglacial. Mais de 220 mil pessoas já assinaram a petição para que a área esteja livre de mineração.
A notícia é da Imprensa Greenpeace

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Organizações ambientais conquistam oito cadeiras no CONSEMA

for


forest blog
http://www.forestcom.com.br/blog/noticias/organizacoes-ambientalistas-marcam-presenca-em-novo-quadro-do-consema/


Organizações ambientais conquistam oito cadeiras no CONSEMA

Novos conselheiros tomaram posse na quinta-feira e prometeram uma gestão analítica e questionadora
João Andrade
João Andrade do ICV pede para ver processo no CONSEMA, atuação de novos membros impressionou antigos funcionários 
A última reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) de Mato Grosso foi bem diferente do habitual. Nove novas organizações tomaram posse no auditório da OAB e terão mandato por dois anos. Já na primeira reunião do conselho a mudança gerou comentários de funcionários habituados ao antigo ritmo do órgão. “Fazia tempo que esperávamos por essa limpeza aqui no CONSEMA”, diz um técnico da Sema que pediu para não ser identificado.
As novas organizações que fazem parte do quadro são: Comissão Pastoral da Terra (CPT); Ecotrópica – Fundação de Apoio a Vida nos Trópicos; Instituto Ação Verde; Instituto Caracol; Instituto Centro de Vida (ICV); Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM); Instituto Floresta de Pesquisa e Desenvolvimento Sustentável; Instituto Socioambiental (ISA) e Organização Razão Social (OROS).
O CONSEMA é um órgão colegiado integrante do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SIMA) e tem como função assessorar, avaliar e propor ao governo de Mato Grosso diretrizes para a política ambiental do estado. “O CONSEMA por anos vinha se atendo a analisar apenas os recursos de multas de crimes ambientais e liberação de EIA/RIMA. Deixou de ser um espaço político e um termômetro do debate socioambiental de Mato Grosso”, diz João Andrade, economista ecológico do ICV. “Queremos resgatar um dos principais objetivos desse conselho e fomentar as discussões sobre políticas públicas de Mato Grosso com a sociedade”, diz.
Edivaldo Belizário Santos, conselheiro da FAMATO, foi revisor de um processo de desmatamento de mais de dois mil hectares incluindo áreas de preservação permanente e vegetação nativa. Ele sugeriu ao conselho acatar o recurso do infrator para o não pagamento da multa. A presença dos novos conselheiros acabou por votar pela manutenção da multa.
“A previsão para os próximos anos é de que todos os processos, sejam de multas ou dispensa de EIA/RIMA, sejam analisados de forma mais embasada. Somos organizações com trabalhos enraizados por todo território mato-grossense, o que garantirá às pessoas e ao meio ambiente deste estado um posicionamento mais coerente”. Diz Amanda Fernandes, 23 anos, a mais jovem representante a ocupar uma cadeira no CONSEMA.
Texto e fotos: Thiago Foresti

terça-feira, 10 de julho de 2012

ENCONTRO UNITÁRIO DAS TRABALHADORAS E TRABALHADORES E POVOS DO CAMPO, ÁGUA E FLORESTA


ENCONTRO UNITÁRIO DAS TRABALHADORAS E TRABALHADORES E POVOS DO CAMPO, ÁGUA E FLORESTA

Local: ENFOC - Escola Nacional de Formação da CONTAG
Várzea Grande, MT

10/07/12 - período integral
Palestrante: Sérgio Sauer, UnB
HISTÓRICO do mov de campo, com ênfase em 10 atores sociais:

  1. década de 40 - camponês
  2. 1963 - trabalhador rural
  3. 1964 - pequeno produtor
  4. 1973 - povos indígenas
  5.            posseiros
  6. 1984 - MST
  7. 1988 - seringueiros / extrativistas
  8.            Quilombolas
  9.  1991 - Atingidos da Barragem / MAB
  10. 1993 - agricultor familiar


----------------------------------------------
RELATO DE HERMAN DE OLIVEIRA

RELATO DA RE-UNIÃO DOS POVOS DO CAMPO

O objetivo deste encontro é o fortalecimento dos povos do campo, (das águas e da floresta, inclusive no bojo de um movimento maior e ampliado), entendendo que um movimento unificado pode e deve fazer frente às questões inerentes às condições de vida e dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, bem como os povos das águas e das florestas. O entendimento é de que os “problemas e falsas soluções” pertinentes e decorrentes do agronegócio e do hidronegócio têm fortemente atingido o campo em diferentes e diversas dimensões, notadamente entre os mais jovens.
Os movimentos sociais de maneira geral sentem a necessidade de efetivar esta união, guardadas as diferenças, em torno daquilo que for comum (agenda) e consenso (objetivos), criteriosamente observadas as identidades que, a propósito delas, podem e devem ser respeitadas pelo bem da riqueza que ela pode proporcionar. O respeito a esta diversidade cria condições de luta mais interessantes na capilaridade e alternativas de “formas de luta” e, nesta perspectiva, Sérgio Sauer apresenta “50 anos de lutas dos sujeitos do campo” em dois eixos principais 1) História (dados) e 2) Conjuntura atual a fim de que os pontos de convergência sejam  entendidos na forma de atuação dos sujeitos e da história por eles composta e escrita.
A partir das lutas e organizações dos trabalhadores rurais modifica-se o status desses sujeitos que, então, saem da invisibilidade para pleitear os mesmos direitos que os trabalhadores urbanos (sindicalização, CLT, etc...) e alçar uma dimensão política sociológica em outro viés. Importante reconhecer que a condição da organização espacial do campo (latifúndios historicamente estabelecidos e trabalhador do campo em condição semiescrava ou “caipira”). Oras, a primeira organização em torno de um direito fundamental (solicitar ao dono da terra auxílio para enterrar os próprios mortos, em virtude da falta de dinheiro será) a gênese das organizações do campo, baseadas nas identidades do campo (camponeses e trabalhadores rurais, respectivamente).
As ligas estavam separadas em três grupos que entendiam de maneira diferente as bandeiras de luta para conseguir condições dignas no campo ou posse da terra, mas mesmo na diferença foi possível realizar um grande congresso em BH/MG, onde a reforma agrária foi a tese vencedora. Martins defende que o golpe militar de 1964 é uma reação à Reforma Agrária, com a tomada à força da Contag, criação do Estatuto da Terra, desmobilização do campo através dos programas de “oferta” de terra nas regiões Norte e Centro-Oeste e, na esteira, dentro de um processo Econômico-Político-Social, numa modernização conservadora dos processos de produção realiza a Revolução Verde com mecanização, implementação de insumos químicos e da matriz produtiva com a aposta  nos grãos. Importante destacar que a concentração de terra e, por ela, a base colonial ainda permanecem, ou melhor, são as condições conceituais de manutenção da estrutura.
Após o golpe militar de 1964 a situação de opressão era de tal ordem que não era possível a organização dos trabalhadores em nenhuma região ou território, porém, após cerca de 10 anos (1973-5) surgem dois movimentos fortes que evidenciam outras formas de luta e organização e sujeitos: Cimi e CPT. E, então, 10 anos mais tarde (1985) a organização dos trabalhadores do campo enseja a criação do MST em torno das lutas do campo, da falta de condições de trabalho e da própria falta de terra.
As organizações, os sujeitos e as bandeiras ensejam outras formas de luta, com novas táticas, nessas práticas (ocupação, legislação...) as lutas pela terra subjazem às identidades que as encampam: camponeses, trabalhadores rurais, indígenas, posseiros, trabalhadores sem terra, pequeno produtor, atingidos por barragem, ambientalistas, quilombolas...
O patrimonialismo, como dimensão política acima da dimensão econômica, é uma base conceitual de “direitos” que obstaculiza a reivindicação dos povos no alcance de direitos garantidos constitucionalmente. Os lídimos representantes desta ideologia são a SRB, OCB, CNA e UDR que vão criar a Frente Ampla da Agricultura que cria a Abag cujo principal representante é o senhor Roberto Rodrigues com articulação, embora não possua a mesma força de OCB e CNA, e aposta no conceito de agronegócio com inclusão da grande mídia além, é claro, de grandes multinacionais. A Revolução Verde é a base de propulsão em que o discurso dicotomizado (economia – patrimônio) justifica o latifúndio e a mecanização a despeito dos apelos pela vida. Nesse contexto a discussão de modernização ataca o pequeno proprietário e o pequeno produtor rumo à modernização e contra o arcaísmo das práticas, obviamente desconsiderando as questões socioambientais de sustentabilidade, identidade, inter-relações pessoais, ou seja, no campo ecossistêmico.
A lógica camponesa e de agricultura familiar, guardadas suas diferenças conceituais mais “modernas”, pode agregar os mesmos sujeitos no campo se e quando esses sujeitos não trabalham com a lógica do capital, mas concebem seu manejo em torno da família, não no sentido moral de família, mas no sentido das necessidades e demandas desta.
O modelo econômico hegemônico que inclui, obviamente, o modelo hegemônico do campo resulta na busca ou produção de matéria prima/commodities para exportação, ou seja, a permanência do pensamento colonialista. Nesse contexto as crises, desde 2008, são entendidas como provenientes das disputas nos campos Food, Fuel, Forest and Fiber com deslocamento de poder no eixo das BRICS que representam os grandes mercados e o aumento dos negócios entre China e Brasil, por exemplo. Assim, um outro processo se adensa no Brasil e, embora não haja consenso em relação a isso, é chamado de reprimarização ou commoditização que significa a perda de espaço da indústria e, claro, a exportação da matéria in natura que cria superávit, mas fragiliza o campo socioambiental com alta financeirização (dependência do mercado de bolsas em virtude da comercialização financeira no mercado de futuros) e aumento ou pressão para manutenção da concentração fundiária.
Do ponto de vista dos processos da modernidade (dissociação do tempo e do espaço da corporeidade ou materialidade ecossistêmica) não há nenhum espanto, pois a ficha simbólica que, mais ainda no mercado de futuro que nem trabalha com moeda propriamente, projeta a produção já não mais em termos das quantidades mensuráveis daquilo que é produzido, mas em sua representação no crescimento dos mercados e, neles, a força do capital especulativo. Portanto, esta dissociação oblitera a visão de que a produção requer um substrato material, representado pelo espaço físico da terra, no campo financeiro, mas que se mantém na perspectiva da propriedade absoluta da terra.
Após as apresentações (Jangada, Chapada dos Guimarães, Poconé, Olga Benário)realizamos os encaminhamentos acerca da importância deste encontro e daquilo que foi discutido, na forma como cada entidade pode se articular e de que maneira poderá contribuir.
A visada histórica, da forma como foi apresentada, apresenta o acirramento dos conflitos e isso fica explícito no Caderno de conflitos da CPT e isso tende a aumentar nas disputas por terras, no processo de territorialização dos espaços na pressão e luta por recursos naturais (no entendimento do agronegócio) em confronto com um modo de vida (agricultura familiar-camponesa). Portanto é necessário criar um projeto popular (formativo, lutas, unificação...) em que a pauta comum:
Questão fundiária: Terra e território (grilagem, demarcação, terras devolutas)
Reconhecimento e respeito às identidades dos sujeitos do campo
Água
Políticas públicas: crédito, mercado, marco regulatório, educação no campo
Mudança no modelo de produção: manejos, assistência técnica
Organização social: fim da criminalização e reconhecimento do papel social da terra
O encontro em BSB tem um caráter dialógico: unificação da luta/pauta; contribuições de MT; contribuições do encontro para serem socializadas posteriormente à BSB.
O Encontro dos Povos tem um caráter simbólico, por isso os 50 anos na apresentação, isso se traduz no fenômeno de dar a conhecer as diversas e diferentes identidades, mas também que fragmenta os povos. Assim resta-nos observar detidamente de que forma poderemos unificar as lutas sem perder a rica heterogeneidade e isso pode traduzir-se nas diferentes formas de re-existir para além das ocupações como reconhecimento das diferentes táticas de luta pela terra. Com uma década de governos progressistas como avançamos? Já que os dados oficiais mostram o decrescimento da pobreza, mas não representa o término, sequer a diminuição da desigualdade. Assim, é preciso pensar uma pauta comum em termos de políticas estruturantes que nos sejam comuns que se realize numa tática fortalecida que preserve as diferenças e unifique as lutas em ações e projetos que estejam alinhadas minimamente numa mesma perspectiva.
Fragmentação das lutas associada a uma luta estrutural
O simbolismo contido nos 50 anos que celebre iconograficamente nossas lutas e que exigem de nós todos a unificação da luta de maneira que a clareza do processo e do contexto se traduza no momento em que será necessário repassar às bases.
DATA: 20 A 22 DE AGOSTO
EQUIPE DE ARTICULAÇÃO: MST, Fetragri, CPT, Cimi, Formad, Remtea (se reunirá dia 16/07 às 14h na sala 66 do Instituto de Educação/UFMT
Meta por organização:
Organização      ônibus  Pessoas
Fetagri                 2             80
MST                      2             80
CPT                       1              40
MAB                                     20
MMC                                    20
MPA                                    
PJR                                      
Quilombolas      1              40
As várias entidades da equipe de organização se responsabilizam pela articulação dos grupos não representados hoje (10/07). Quilombolas e indígenas, morroquianos e retireiros, pescadores artesanais e demais atingidos, procurando ter o cuidado com as questões de gênero e faixa etária (mulheres, homens, jovens, crianças e adultos).
Finalmente, fechamos o evento com a proposta da DHESCA (rede de entidades nacionais de diversas ordens, pertencentes à sociedade civil ligadas a direitos humanos e ambientais e tratados nesta plataforma) em que os relatores (entre eles Sérgio e Michèle) têm missões (conflitos e questões sobre DH) devem assistir. Portanto, os relatores fazem combinações com as entidades locais e regionais, a fim de que as articulações em que os atingidos são ouvidos e que resultam num relatório que dê visibilidade ao problema. Nesse sentido Marãiwatsédé se encontra num contexto emblemático de uma situação de extrema violação de direitos humanos, principalmente em virtude dos últimos acontecimentos (fechamento da estrada, conflitos e instigados pelos fazendeiros intrusos, incêndio, ao que tudo indica, criminoso atingindo o gado dos xavante, ou seja, diretamente relacionado com a questão alimentar, de maneira a inviabilizar a permanência dos xavante dentro da TI.
É necessário criar uma articulação entre as entidades envolvidas ou próximas da área a fim de que seja agilizada e acelerada a ação da Relatoria de Direitos Humanos em virtude do acirramento do conflito, localmente com possibilidade de desdobramentos ainda mais violentos. 


domingo, 8 de julho de 2012

Relato de impressões em dois momentos da Cúpula.

enviado por HERMAN H OLIVEIRA

---------- Forwarded message ----------
From: herman hudson oliveira <tiohermy@gmail.com>
Date: 2012/7/8
Subject: [FDHT_MT] Adiar o riso de bordões (3)


Relato de impressões em dois momentos da Cúpula.
ENTRE TENDAS E OUTRAS CONTENDAS
Fragmentos de um não marxista
Nesta atividade autogestionada as críticas feitas ao sistema capitalista se dão em função da força monetária, das finanças e precificação da vida, mercê de um processo de mercantilização como destaque dos debates na atualidade.
Contudo, para além deste processo ou em seu bojo, é que a suprema racionalização em setores diversos da sociedade, patriarcal, diga-se de passagem, significa que o campo sensível, feminino, da emotividade, nunca é resultado ou resulta como componente de discussões na sociedade e entre os movimentos sociais. Portanto, resgatar um movimento revolucionário, emancipatório e crítico, deve se apresentar de maneira inovadora (embora as prospecções deem conta de que essa crítica ao patriarcado não seja nova).
Uma abordagem sobre os fragmentos de Marx que apresenta a atualidade de seu pensamento na relação entre tempo-trabalho-riqueza na crise ou colapso do capitalismo, não obstante sua capacidade de se recompor. Nesta relação o tempo mínimo para dedicação ao trabalho estaria em relação de proporcionalidade com o tempo máximo para a auto realização, mas com um componente de substituição do trabalho manual pelo trabalho mecanizado e, então, o componente de concorrência no campo trabalhista incorpora novas dimensões. Todavia, e de maneira basilar, a “atribuição de valor” (talvez fosse melhor chamar de precificação) que se faz em todas as dimensões da vida não muda em nenhuma configuração política, socioambiental e, obviamente, econômica.
A Educação e a Ambientação
As questões sobre educação ambiental em declarações de diversas gerações de educadores ambientais de diferentes setores e espaços dá-se desde os espaços empresariais, nas apostas em mobilização e discussão política como saída da crise atual, passando por adolescentes que invitam esforços no sentido de viralizar campanhas que possam sensibilizar a opinião pública aumentando o nível de eficiência de campanhas e articulações no campo hiperveloz das redes e mídias sociais.
A forma como todos observam o momento atual tende a oferecer uma visão ao mesmo tempo crítica e compromissada, mas também otimista, embora ainda não saibamos de que maneira é possível fazer a guinada transformando a sociedade antes que esta mesma sociedade sucumba, mercê das formas de uso e permanência neste planeta, formas estas altamente predatórias de ecossistemas e de si mesmos.
Alguns pregam a transformação através do amor universal, outros através de lutas mais intensas, outros ainda asseguram que a modificação ainda é possível no campo da institucionalidade, porém todos são unânimes em dizer que este sistema não tem condições de manifestar e deixar manifestar nossas inquietudes e expressões, necessidades e propostas, em suma, esta estrutura n]ap representa anseios sustentáveis em nenhuma dimensão justamente porque não tem capacidade para suportar as diversas dimensões e formas da vida.
Aquilo que chega até a Cúpula como ressonância da Rio+20 é tomada como e com escárnio pelo fato de que pseudo decisões e metas  são representativas do nível de preocupação com as condições dos que sofrem com as transgressões aos direitos difusos, claro, no que diz respeito aos interesses da coletividade, a saber: moradia, ambiente saudável, trabalho digno, energia, segurança alimentar, educação de qualidade, respeito á diferença. O contraponto ao pacote de “felicidade” oferecido a todos (eu disse oferecido) pelo atual sistema econômico são as discussões da Cúpula, ainda que este evento fique, como a população que aqui transita, na invisibilidade e fora do alcance do que se possa chamar de políticas públicas ou mesmo extensão de direitos.

Herman Hudson de Oliveira
GPEA/REMTEA/ICaracol/Formad

domingo, 24 de junho de 2012

CARTA DO RIO DE JANEIRO DECLARAÇÃO FINAL DO IX ACAMPAMENTO TERRA LIVRE



CÚPULA DOS POVOS POR 
JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL


CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA, EM DEFESA DOS BENS COMUNS 

CARTA DO RIO DE JANEIRO
DECLARAÇÃO FINAL DO IX ACAMPAMENTO TERRA LIVRE – 
BOM VIVER/VIDA PLENA

Rio de Janeiro, Brasil, 15 a 22 de junho de 2012

Nós, mais de 1.800 lideranças, representantes de povos e organizações indígenas presentes, APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE, povos indígenas do Mato Grosso do Sul e ATY GUASU), COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani e representantes de outras partes do mundo, nos reunimos no IX Acampamento Terra Livre, por ocasião da Cúpula dos Povos, encontro paralelo de organizações e movimentos sociais, face à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).


Depois de intensos debates e discussões realizados no período de 15 a 22 de Junho sobre os distintos problemas que nos afetam, como expressão da violação dos direitos fundamentais e coletivos de nossos povos, vimos em uma só voz expressar perante os governos, corporações e a sociedade como um todo o nosso grito de indignação e repúdio frente às graves crises que se abatem sobre todo o planeta e a humanidade (crises financeira, ambiental, energética, alimentar e social), em decorrência do modelo neo-desenvolvimentista e depredador que aprofunda o processo de mercantilização e financeirização da vida e da Mãe Natureza.


É graças à nossa capacidade de resistência que mantemos vivos os nossos povos e o nosso rico, milenar e complexo sistema de conhecimento e experiência de vida que garante a existência, na atualidade, da tão propagada biodiversidade brasileira, o que justifica ser o Brasil o anfitrião de duas grandes conferências mundiais sobre meio ambiente. Portanto, o Acampamento Terra Livre é de fundamental importância na Cúpula dos Povos, o espaço que nos possibilita refletir, partilhar e construir alianças com outros povos, organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo, que assim como nós, acreditam em outras formas de viver que não a imposta pelo modelo desenvolvimentista capitalista e neoliberal.


Defendemos formas de vidas plurais e autônomas, inspiradas pelo modelo do Bom Viver/Vida Plena, onde a Mãe Terra é respeitada e cuidada, onde os seres humanos representam apenas mais uma espécie entre todas as demais que compõem a pluridiversidade do planeta. Nesse modelo, não há espaço para o chamado capitalismo verde, nem para suas novas formas de apropriação de nossa biodiversidade e de nossos conhecimentos tradicionais associados.


Considerando a relevante importância da Cúpula dos Povos, elaboramos esta declaração, fazendo constar nela os principais problemas que hoje nos afetam, mas principalmente indicando formas de superação que apontam para o estabelecimento de novas relações entre os Estados e os povos indígenas, tendo em vista a construção de um novo projeto de sociedade.


Repúdios


Em acordo com as discussões na Cúpula dos Povos, repudiamos as causas estruturais e as falsas soluções para as crises que se abatem sobre nosso planeta, inclusive: 


  • Repudiamos a impunidade e a violência, a prisão e o assassinato de lideranças indígenas (no Brasil, caso Kayowá-guarani, Argentina, Bolívia, Guatemala e Paraguai, entre outros). 
  • Repudiamos os grandes empreendimentos em territórios indígenas, como as barragens – Belo Monte, Jirau e outras; transposição do Rio S. Francisco; usinas nucleares; Canal do Sertão; portos; ferrovias nacionais e transnacionais, produtoras de biocombustíveis, a estrada no território TIPNIS na Bolívia, e empreendimentos mineradores por toda a América Latina). 
  • Repudiamos a ação de instituições financeiras como o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que financia grandes empreendimentos com dinheiro público, mas não respeita o direito à consulta as populações afetadas, incluindo 400 regiões no Brasil, e em todos os países em que atuam, inclusive na América Latina e África. 
  • Repudiamos os contratos de REDD e créditos de carbono, falsas soluções que não resolvem os problemas ambientais e procuram mercantilizar a natureza e ignoram os conhecimentos tradicionais e a sabedoria milenar de nossos povos. 
  • Repudiamos a diminuição dos territórios indígenas. 
  • Repudiamos todas as iniciativas legislativas que visem submeter os direitos indígenas ao grande capital, através da flexibilização ou descaracterização da legislação indigenista e ambiental em vários países, como a PEC 215 e o Código Florestal no congresso brasileiro e as alterações propostas no Equador. 
  • Repudiamos a repressão sofrida pelos parentes bolivianos da IX Marcha pela “Defesa da Vida e Dignidade, Territórios Indígenas, Recursos Naturais, Biodiversidade, Meio Ambiente, e Áreas Protegidas, pelo Cumprimento da CPE (Constituição Política do Estado) e o respeito a Democracia”. Manifestamos nossa solidariedade aos parentes assassinados e presos nesta ação repressiva do estado boliviano. 
  • Repudiamos a atuação de Marco Terena que se apresenta como líder indígena do Brasil e representante dos nossos povos em espaços internacionais, visto que ele não é reconhecido como legítimo representante do povo Terena, como clamado pelas lideranças deste povo presentes no IX Acampamento Terra Livre. 


Propostas
  • Clamamos pela proteção dos direitos territoriais indígenas. No Brasil, mais de 60% das terras indígenas não foram demarcadas e homologadas. Reivindicamos o reconhecimento e demarcação imediatos das terras indígenas, inclusive com políticas de fortalecimento das áreas demarcadas, incluindo desintrusão dos fazendeiros e outros invasores dos territórios. 
  • Reivindicamos o fim da impunidade dos assassinos e perseguidores das lideranças indígenas. Lideranças indígenas, mulheres e homens, são assassinados, e os criminosos estão soltos e não são tomadas providências. Reivindicamos que sejam julgados e punidos os mandantes e executores de crimes (assassinatos, esbulho, estupros, torturas) cometidos contra os nossos povos e comunidades. 
  • Reivindicamos o fim da repressão e criminalização das lideranças indígenas, como dos parentes que se manifestam contra a construção de Belo Monte. Que as lutas dos nossos povos pelos seus direitos territoriais não sejam criminalizadas por agentes do poder público que deveriam exercer a função de proteger e zelar pelos direitos indígenas. 
  • Exigimos a garantia do direito à consulta e consentimento livre, prévio e informado, de cada povo indígena, em respeito à Convenção 169 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, de acordo com a especificidade de cada povo, seguindo rigorosamente os princípios da boa-fé e do caráter vinculante desta convenção. Precisamos que seja respeitado e fortalecido o tecido institucional de cada um de nossos povos, para dispor de mecanismos próprios de deliberação e representação capazes de participar do processo de consultas com a frente estatal. 
  • Clamamos pela ampliação dos territórios indígenas. 
  • Clamamos pelo monitoramento transparente e independente das bacias hidrográficas. 
  • Clamamos pelo reconhecimento e fortalecimento do papel dos indígenas na proteção dos biomas. 
  • Pedimos prioridade para demarcação das terras dos povos sem assistência e acampados em situações precárias, como margens de rio, beira de estradas e áreas sem infraestrutura sanitária. Apenas no Brasil, existem centenas de acampamentos indígenas nesta situação. 40% da população destes acampamentos são crianças. 
  • Clamamos pela melhora das condições de saúde aos povos indígenas, como por exemplo, no Brasil, pelo aumento do orçamento da SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena, a implementação da autonomia financeira, administrativa e política dos DSEIs – Distritos Sanitários Especiais Indígenas, e a garantia dos direitos dos indígenas com deficiência. 
  • Queremos uma Educação Escolar Indígena que respeite a diversidade de cada povo e cultura, com tratamento específico e diferenciado a cada língua, costumes e tradições. 
  • Exigimos que se tornem efetivas as políticas dos estados para garantia da educação escolar indígena, tal como os territórios etnoeducacionais no Brasil. 
  • Queremos uma educação escolar indígena com componentes de educação ambiental, que promova a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade de nossos territórios. 
  • Exigimos condições para o desenvolvimento a partir das tradições e formas milenares de produção dos nossos povos. 


Finalmente, não são as falsas soluções propostas pelos governos e pela chamada economia verde que irão saldar as dívidas dos Estados para com os nossos povos.


Reiteramos nosso compromisso pela unidade dos povos indígenas como demonstrado em nossa aliança desde nossas comunidades, povos, organizações, o conclave indígena e outros.


A SALVAÇÃO DO PLANETA 
ESTÁ NA SABEDORIA ANCESTRAL 
DOS POVOS INDÍGENAS 


RIO DE JANEIRO, 20 DE JUNHO DE 2012


APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani 



Figura humana na rio20
texto e foto enviados pelo Giovani Pareci, MT
*

sexta-feira, 22 de junho de 2012

THE FUTURE WE DONT WANT - O FUTURO QUE NÃO QUEREMOS

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/510715-a-rio-20-que-nao-queremos
o futuro que não queremos

O futuro que queremos não passa pelo documento que carrega este nome, resultante do processo de negociação daRio+20.

O futuro que queremos tem compromisso e ação - e não só promessas. Tem a urgência necessária para reverter as crises social, ambiental e econômica e não postergação. Tem cooperação e sintonia com a sociedade e seus anseios - e não apenas as cômodas posições de governos.

Nada disso se encontra nos 283 parágrafos do documento oficial que deverá ser o legado desta conferência. O documento intitulado O Futuro que Queremos é fraco e está muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nestes últimos 20 anos, desde a Rio-92. Está muito aquém, ainda, da importância e da urgência dos temas abordados, pois simplesmente lançar uma frágil e genérica agenda de futuras negociações não assegura resultados concretos.

Rio+20 passará para a história como uma conferência da ONU que ofereceu à sociedade mundial um texto marcado por graves omissões que comprometem a preservação e a capacidade de recuperação socioambiental do planeta, bem como a garantia, às atuais e futuras gerações, de direitos humanos adquiridos.

Por tudo isso, registramos nossa profunda decepção com os chefes de Estado, pois foi sob suas ordens e orientações que trabalharam os negociadores - e esclarecemos que a sociedade civil não compactua nem subscreve esse documento.


,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
http://www.ipetitions.com/petition/the-future-we-dont-want/


The Petition

Versāo em Português abaixo/ Version en Español abajo


THE FUTURE WE DONT WANT
"Not with our agreement!!! Remove the "with full participation of Civil Society" that is stated in paragraph 1 of the official text.   



We – the civil society organizations and social and justice movements who have responded to the call of the United Nations General Assembly to participate in the Rio+20 process – feel that the current state of negotiations severely threatens the future of all people and undermines the relevance and credibility of the United Nations.

After more than two years of intense negotiations and millions of dollars invested on the UN CSD 2012 Rio+20 conference, governments are unable and unwilling to reaffirm the commitments on fundamental principles they made in Rio in 1992.

Governments must realize that they receive their mandates from their citizenry people and that they must act in its best interest. They must be imbued with a long-term vision, an environmentally-informed mind set, so as to guarantee the sustainable development of civilizations and the best future for all, the future we all really want.

Although Governments are apparently unable to resiliently deal with the current global economic crisis (a problem confirmed in the G20 meeting in Mexico this weekend), we believe that this is the perfect moment, with potentially cathartic momentum, to embrace sustainable development, social and environmental justice. This is not the time to abandon it on grounds of austere fiscal policies or allegedly pro-growth pressures in the North. We urge the Government of Brazil, the UNCSD Secretary General and all Member States to stop negotiating their short-term national agendas and to urgently agree now on transitional actions for global sustainable progress.

We want Governments to deliver the people’s legitimate agenda and the realization of rights, democracy and sustainability, as well as respect for transparency, accountability and the honoring of promises and accomplishments already. Sadly, time is running out. A rushed and weak agreement will be neither acceptable to us nor representative of the future we all want.

We urge our fellow 99% citizens of the world to stand up for the future we really want, and not this one, imposed by a few: the 1% negotiators and their elite constituencies.

For all, let their voices of the majority finally shape the future.


PORTUGUES:

O FUTURO QUE NÃO QUEREMOS 
"Sem o nosso consentimento!!! Removam " com a plena participação da Sociedade Civil" presente no parágrafo 1 do texto oficial.


Nós - organizações da sociedade civil e movimentos sociais e de justiça que responderam ao apelo da Assembléia Geral das Nações Unidas para participar no processo da Rio +20 - acreditamos que o estado atual das negociações ameaça severamente o futuro de todos os cidadãos do mundo e compromete a relevância e credibilidade das Nações Unidas.

Depois de mais de dois anos de intensas negociações e milhões de dólares investidos na conferência ONU CDS 2012 Rio+20, os governos permanecem incapazes e demonstram falta de vontade em reafirmar os compromissos que fizeram no Rio em 1992 em matéria de princípios fundamentais.

Os governos devem ter presentes que recebem seus mandatos a partir das pessoas, dos seus eleitores e que para que tem o dever de agir no seu melhor interesse. Governantes devem estar imbuídos de uma visão a longo prazo, de uma mentalidade ecologicamente informada, para assim garantir o desenvolvimento sustentável das civilizações e o melhor futuro para todos, o futuro que todos nós realmente queremos.

Embora os governos são aparentemente incapazes de lidar resilientemente com a actual crise econômica global (um problema assumido na reunião do G20 neste fim de semana no México), nós acreditamos que este é o momento perfeito, com caracter potencialmente catártico, para adotar o desenvolvimento sustentável, e medidas de justiça social e ambiental. Esta não é a hora de abandonar estes valores por razões de políticas fiscais de austeridade ou por alegadas pressões de pró-crescimento no hemisfério Norte. Por isso, apelamos ao Governo do Brasil, ao Secretário-Geral da UN CSD e todos os Estados-Membros a parar de negociar suas agendas nacionais de curto prazo  e a acordar urgentemente em acções de transição para o progresso sustentável global.

Queremos que os Governos forneçam ao povo sua legítima agenda e a realização dos seus direitos, da democracia e da sustentabilidade, bem como o respeito pela transparência, responsabilidade e que honrem as promessas e progressos feitos até hoje. Infelizmente, o tempo está se esgotando. Um acordo apressado e ineficiente não será aceitável para nós, nem representará o futuro que todos queremos.

Apelamos aos nossos concidadãos, 99% do mundo a erguerem-se pelo futuro que realmente queremos, e não este imposto por uma minoria: 1% , negociadores e elites constituintes.

Em suma, que as vozes da maioria finalmente moldem o futuro.


ESPAÑOL:

EL FUTURO QUE NO QUEREMOS 
"Sin nuestro consentimiento!!! Eliminen " con la plena participación de la Sociedad Civil" presente en el paragrafo 1 del texto oficial.


Nosotros - las organizaciones de la sociedad civil y los movimientos sociales y de justicia que han respondido a la convocatoria de la Asamblea General de Naciones Unidas para participar en el proceso de Río +20 - pensamos que el estado actual de las negociaciones amenaza gravemente el futuro de todas las personas y socava la relevancia y la credibilidad de las Naciones Unidas.

Después de más de dos años de intensas negociaciones y millones de dólares invertidos en la Conferencia de Desarrollo Sostenible de las NNUU, Río +20, los gobiernos aún no pueden y no quieren reafirmar los compromisos que hicieron en Río de Janeiro en 1992 en materia de principios fundamentales.

Los gobiernos deben darse cuenta de que reciben sus mandatos de las personas, sus electores, y que por eso deben actuar en su mejor interés. Deben estar imbuidos de una visión a largo plazo, de un pensamiento ambientalmente informado, para así garantizar el desarrollo sostenible de las civilizaciones y el mejor futuro para todos, el futuro que todos realmente quieren.

Aunque los gobiernos son aparentemente incapaces de hacer frente con flexibilidad a la actual crisis económica mundial (un problema confirmado en la reunión del G20 en México este fin de semana), creemos que este es el momento perfecto, con un impulso potencialmente clarificador, para la adopción del desarrollo sostenible, y de la justicia social y ambiental. Éste no es el momento de abandonar estos valores por razones de políticas fiscales austeras o supuestas presiones a favor del crecimiento en el hemisferio Norte. Instamos al Gobierno de Brasil, el Secretario General de la ONU CDS y a todos los Estados miembros a poner fin a la negociación de sus agendas nacionales cortoplacistas y llegar a un acuerdo con urgencia que adelante las acciones de transición para el progreso sostenible a nivel mundial.

Queremos que los gobiernos ofrezcan la agenda legítima del pueblo y la realización de los derechos, la democracia y la sostenibilidad, así como el respeto a la transparencia, la rendición de cuentas y el cumplimiento de las promesas y los logros ya. Lamentablemente, el tiempo se acaba. Un apresurado y débil acuerdo no será ni aceptable para nosotros ni representará el futuro que todos queremos.

Instamos a nuestros conciudadanos, el 99% del mundo, a luchar por el futuro que realmente queremos, y no éste, impuesto por unos pocos: los negociadores, que son el 1% con sus élites.

En resumen, dejad que las voces de la mayoría, finalmente den forma al futuro.



Initially signed by / Inicialmente assinado (firmado) por:
ANPED, The Northern Alliance for Sustainability
CIVICUS
Consumers International
IBON International
The World Future Council
IIDMA, Instituto Internacional de Derecho y Medio Ambiente
Vitae Civilis
IDEC, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
SERI, Sustainable Europe Research Institute
Asociación Civil Red Ambiental
Active R.E.M.E.D.Y
Sociedade Sinhá Laurinha
ReDI - Re-Shaping Development Institute
Citizen's Institute for Environmental Studies
Citizen's Movement for Environmental Justice
Eco-Horizon Instiute
Forest for Life
Green Asia Network
Green Future
Green Korea United
Institute for Climate Change Action
Korea Civil Society Forum on International Development Cooperation
Korea Green Foundation
Local Sustainability Alliance of Korea
YMC of Korea
People's Sustainability for Participatory Democracy
Neyo Reum
ODA Watch
Korea Human Rights Foundation
Korea Zerowaste Movement Network
Korea Federation for Environmental Movement
Local Sustainability Alliance of Korea
Korean Network from Green Transport
Korean Network for My Body and Our Environment
Korean Women's Association United
Korean Women's Environmental Network

ONGs querem ficar de fora do documento da Rio+20

((o)) eco
http://www.oeco.com.br/salada-verde/26144-ongs-querem-ficar-de-fora-do-documento-da-rio20?utm_source=newsletter_422&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco




Foi um golpe para a diplomacia brasileira. Em um discurso contundente de aproximadamente 4 minutos, Waek Hamidan, representante de mais de mil ONGs que participaram do processo negociador como observadores da sociedade civil nas negociações da Rio+20, leu uma carta aos chefes de Estados pedindo que retirem do texto do documento final a frase “com a participação plena da sociedade civil”. O discurso aconteceu ontem, durante o primeiro dia do segmento de Alto Nível da Rio+20, composta por chefes de Estado e de Governo.

Hamidan, que trabalha na Climate Action Network International, discursou em nome do "major group" de organizações sociais. "As ONGs não apoiam esse texto de maneira nenhuma", afirmou.

“Em qualquer conferência das Nações Unidas, nunca houve esse nível de participação da Sociedade Civil. Nós estamos inovando cada vez mais para incluir a sociedade civil”, afirmou ontem o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, secretário executivo do Brasil na Rio+20, durante coletiva de imprensa. Figueiredo lembrou também que em 92, durante a Cúpula da Terra, a sociedade civil ficou isolada no Aterro do Flamengo.

De fato, essa é a primeira conferência das Nações Unidas com ampla participação da sociedade civil. Além de participarem de todo o processo de elaboração da conferência, o Brasil ainda criou os “Diálogos do Desenvolvimento Sustentável”, onde a sociedade civil podia trazer recomendações em 10 temas. As recomendações foram levadas aos chefes de Estado, o problema é que o texto já está pronto e fechado. Como fazer com que essas recomendações entrem no acordo? Não entram.

O jeito é dizer que não irão participar. O discurso de Hamidan terminou com um pedido para que os chefes de Estado mudem o documento: “mas não acreditamos que isso [a conferência] acabou. Vocês estão aqui por mais três dias. E vocês ainda podem inspirar a nós e ao mundo. Será uma vergonha se vocês vieram aqui apenas para assinar o documento. Nós pedimos que vocês tenham a vontade política de mudar essa posição e assim nós iremos aplaudi-los como nossos verdadeiros líderes”.


naraiwatsédé - UMA NOVA PROMESSA NA RIO+20


http://maraiwatsede.wordpress.com/2012/06/22/uma-nova-promessa-na-rio20/
Marãiwatsédé - a terra é dos Xabante


UMA NOVA PROMESSA NA RIO+20

Representantes Xavante leem carta pela desintrusão imediata ao Secretário de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, na Rio+20. Foto: Victor Massao
Autoridades do governo federal garantem a povo Xavante de Marãiwatsédé que a retirada de invasores da terra indígena começará imediatamente.
Rio de Janeiro – “Bem melhor que a Eco92”, assim o cacique Damião Paridzané resumiu a experiência de participar dos eventos oficiais e paralelos da Rio+20. Por uma semana, ele e uma comitiva de outros 12 indígenas de Marãiwatsédé (MT) realizaram os mais variados atos para pedir apoio à retirada de invasores que há 20 anos devastam seu território sagrado.
Ministro Gilberto Carvalho e Marta Azevedo, presidente da FUNAI, recebem no Rio Centro carta de reivindicações do povo Xavante de Marãiwatsédé. Foto: Victor Massao
Na última quinta-feira, eles entregaram ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, uma carta pedindo compromisso do governo federal com a desintrusão imediata de Marãiwatsédé. O encontro também contou com a participação do Secretário de Articulação Social do governo federal, Paulo Maldos, da presidente da FUNAI, Marta Azevedo, que anunciaram uma visita a Marãiwatsédé no mês de julho. (Leia a carta na íntegra.)
Paulo Maldos reconheceu o momento estratégico de divulgar a causa Xavante na Rio+20 e prometeu encaminhar a carta dos Xavante à presidente Dilma. Marta Azevedo, presidente da FUNAI, foi assertiva. “Vai ser já, vai ser agora”, prometeu. Gilberto Carvalho disse que o plano de desintrusão da terra indígena está pronto há um ano e agora não há mais razão para demoras. O ministro se reuniu com o cacique Damião e outras 13 lideranças indígenas a portas fechadas por mais de duas horas em sala reservada na Rio+20.
Mais cedo, o cacique Damião teve um encontro com o ministro da agricultura da Espanha e outras organizações ambientais do país. Durante a Marcha Global da Cúpula dos Povos, realizada no Centro do Rio de Janeiro, eles chamaram atenção das mais de 20 mil pessoas que participavam do movimento realizando a tradicional corrida de tora de buriti no sentido contrário da passeata. Milhares de pessoas abriram espaço no meio da marcha para a passagem emocionante dos Xavante de Marãiwatsédé. Outra ação importante foi a elaboração de uma petição online que em apenas dois dias já conseguiu duas mil assinaturas em prol da desintrusão da terra indígena. (Assine aqui a petição.)
Indígenas mobilizam fotógrafos e participantes correndo no sentido contrário da Marcha oficial da Cúpula dos Povos com tora sobre os ombros. Foto: Andreia Fanzeres
Damião e seu grupo retornam ao Mato Grosso confiantes de que após 20 anos lutando nos tribunais contra os recursos dos fazendeiros e as artimanhas políticas que atrapalham o processo de retirada dos invasores, a desintrusão vá finalmente acontecer. “Aqui eu percebi que tivemos muito apoio, estou muito animado”, declarou o cacique. Sua preocupação agora se volta para a saúde de sua comunidade. Embora o secretário Paulo Maldos tenha anunciado que Marãiwatsédé será prioridade no novo programa de saúde indígena da SESAI, o cacique continua apreensivo. “Dizem que alguma coisa está sendo resolvida, mas na aldeia não sentimos nada ainda. Ninguém do polo de Barra do Garças (MT) foi até hoje na aldeia. É preciso esclarecer por que a saúde indígena está deste jeito”, indaga Damião.
Segundo Damião, o ministro Gilberto Carvalho informou que na semana que vem será definida uma agenda de reuniões entre FUNAI, INCRA e IBAMA em Brasília com a participação indígena para discutir as etapas da desintrusão. “Está garantido, agora vai sair”, prometeu Carvalho.

PANDEMIA COVID-19 E DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

PANDEMIA COVID-19 E DIREITOS HUMANOS NO BRASIL   A pandemia de Covid-19 que assola o mundo atualmente impacta com muita força ...