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terça-feira, 19 de junho de 2012

discurso de FIDEL CASTRO - 1992

discurso de FIDEL CASTRO
por ocasião da eco92

Rio de Janeiro: 1992
discurso super atual!


http://youtu.be/9cQGeiibDOg

Xingu +23: pare Belo Monte

SBPC - JORNAL DA CIÊNCIA
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82890


7. Xingu +23: pare Belo Monte, 
artigo de Rodolfo Salm

Rodolfo Salm é professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) em Altamira e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte. Artigo enviado ao JC Email pelo autor.


Paralelamente aos primeiros dias da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada de 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, com a meta vaga de "contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas", foi organizado em Altamira, no Pará, o encontro Xingu+23, com o objetivo explícito de lutar contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. O +23 faz referência ao número de anos desde o primeiro encontro dos povos indígenas de Altamira, ocorrido em 1989, já voltado à oposição à construção desta hidrelétrica no rio Xingu, quando os índios aqui reunidos, aliados a movimentos sociais, conseguiram cancelar o financiamento do Banco Mundial para o desenvolvimento das obras. Hoje, Belo Monte não é mais um projeto, mas uma obra em andamento, e neste encontro foram debatidos seus terríveis impactos, que já assolam a população desta região da Amazônia.

A abertura do evento aconteceu no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, na comunidade batizada com o nome do santo, ou pelo menos no que sobrou dela, pois a vila foi destruída para a construção da hidrelétrica. A data era, por um lado, especial, pois era o dia do padroeiro da vila, celebrado há muitos anos naquela comunidade; e, por outro, muito triste, pois seria a última celebração feita na comunidade.

Emoção sintetizada no depoimento do senhor Élio Alves da Silva, antigo morador da comunidade, e que deu início ao encontro. Élio lembrou os antigos moradores da vila que não estavam mais lá, suas alegrias em uma vida simples de luta de muitas décadas, testemunhada pelas mangueiras antigas, que cobriam os bancos, o altar e o estandarte montados ali para a celebração. "Criei meus filhos à custa do Xingu. Foi o rio mais rico que conheci. Mas hoje pescadores não conseguem mais pescar. Cada dinamite que explode parece que tem uma coisa explodindo aqui dentro do meu peito", disse ele. Que completou contando que, se quisesse visitar algum dos seus antigos vizinhos, não teria como, pois todos se mudaram não se sabe para onde, com uma indenização em dinheiro que nem de longe paga o trabalho que tiveram por lá.

Vidas destruídas, uma comunidade dilacerada. E não pôde completar seu discurso, pois a emoção lhe encharcou os olhos e travou a garganta. Além dos pequenos agricultores que lá estavam, acompanharam o evento estudantes, jornalistas, índios da região do Xingu e Munduruku, da região do Alto Tapajós, também ameaçados pela construção de barragens naquele outro rio, para nos lembrar de que este não é um problema só do Xingu, mas de toda a região amazônica, ameaçada pelo modelo de desenvolvimento econômico imposto para a nossa região. Além de um casal de ativistas turcos, que enfrentam problemas similares causados pela construção da hidrelétrica de Ilisu, no rio Tigre, para nos lembrar de que este também não um problema só da Amazônia, mas mundial.

O ponto alto do encontro foi um protesto iniciado na madrugada do dia 15 - cerca de 300 manifestantes, às 5 horas da manhã, dirigiram-se ao canteiro de obras de uma ensecadeira de Belo Monte, barragem provisória de barro de pedras, que cortou o rio e que havia sido construída recentemente próxima à comunidade de Santo Antônio. Munidos de pás, enxadas e picaretas, abriram um caminho estreito de 15 metros de comprimento e 1,5 m de profundidade no barramento para que o Xingu pudesse correr uma vez mais, ainda que simbolicamente, ao longo de seu curso natural (ver o vídeo: Indígenas ocupam Belo Monte). Também fincaram 200 cruzes representando as mortes causadas pelo empreendimento e plantaram 500 mudas de açaí, simbolizando o sonho de recuperação daquela área degradada. Depois, sentados sobre a ensecadeira, escreveram com seus próprios corpos dispostos em forma de letras "Pare Belo Monte", para que fossem fotografados do céu.

Enquanto na Rio+20 discute-se o conceito vago de "Economia Verde", o novo termo da moda, tão vazio de significado quanto o antigo e já desacreditado "Desenvolvimento Sustentável" dos anos 90 (vazio porque mal nascido, já apropriado pelo agronegócio brasileiro, fortemente representado na Conferência das Nações Unidas, cinicamente se auto-intitulando "verde"), a Xingu +23 tinha um recado bem claro para passar para o mundo: essa sandice de barrar todos os rios do planeta a todo custo tem que parar, começando por Belo Monte no rio Xingu.

* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ativista Moçambicano é deportado pela Polícia Federal

COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL
http://racismoambiental.net.br/2012/06/ativista-mocambicano-e-deportado-pela-policia-federal-e-impedido-de-participar-da-rio20/#more-56954


Ativista Moçambicano é deportado pela Polícia Federal e impedido de participar da Rio+20

Por , 14/06/2012 17:44
NOTA PÚBLICA ASSINADA PELOS COLETIVOS E MOVIMENTOS CONSTRUINDO A  CÚPULA DOS POVOS, QUE INICIA AMANHÃ, 15 DE JUNHO, NO RIO DE JANEIRO
Os coletivos e movimentos sociais trabalhando na construção da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental abaixo listados vêm a público expressar sua indignação com o impedimento de entrada no Brasil e ato arbitrário que deflagra um processo de criminalização de ativista da sociedade civil e participante da Cúpula dos Povos vindo de Moçambique.
Jeremias Vunjanhe, jornalista de profissão da organização não Governamental Moçambicana JA – Justiça Ambiental, membro moçambicano da Federação Internacional Amigos da Terra, foi impedido de entrar no Brasil no dia 12 de Junho de 2012 em representação desta, participante da Cúpula dos Povos e do III Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, para expor o polêmico caso da Vale em Moçambique e compartilhar com comunidades atingidas no mundo todo pelas corporações extrativas, também credenciado  como observador da sociedade civil na Conferencia Oficial da ONU Rio+20.
Ao chegar no aeroporto de Guarulhos em São Paulo, dia 12 de junho, foi-lhe retirado o passaporte, sendo ele escoltado para a sala de embarque de regresso a Moçambique pela Polícia Federal brasileira, sem qualquer explicação, apesar de ter solicitado que fossem apresentadas as razões deste ato. O seu passaporte foi-lhe devolvido horas depois de levantar voo, carimbado com o selo de Impedido da SINPI (Sistema Nacional de Impedidos e Procurados) do Departamento da Polícia Federal.
A Embaixada do Brasil em Moçambique emitiu o visto de entrada seguindo todos os requisitos exigidos e em momento algum o Sr. Jeremias foi informado da existência de alguma questão que pudesse constituir impedimento para a sua entrada no Brasil.
Perante esta situação a organização Justiça Ambiental informou que irá utilizar todos os meios disponíveis para desvendar esta questão e razões por detrás deste vergonhoso acontecimento e que não irá desistir enquanto não for devidamente esclarecido, visto o ato prejudicar não apenas a imagem e trabalho da organização Justiça Ambiental, mas acima de atacar a imagem e integridade do Sr. Jeremias, atentando contra seus direitos sem a apresentação de qualquer fundamento.
Exigimos, unidos em solidariedade internacional e em apoio à organização Justiça Ambiental e ao ativista Jeremias, que o nome do Sr. Jeremias Vunjanhe seja urgentemente retirado da SINPI ou de qualquer outro organismo de informação a este associado. Que seja feito um esclarecimento publico e um pedido de desculpas formal e que se garanta o mais pronto possível a participação do Sr. Jeremias nas suas atividades prevista no Rio de Janeiro durante a Conferência Rio+20 e que nenhum ato arbitrário contra ativistas venha a comprometer a garantia dos direitos e de participação democrática em processos das Nações Unidas.
A Embaixada do Brasil em Moçambique já foi contatada e esta tarde o Consul do Brasil em Maputo. Ofícios e pedidos de esclarecimentos foram enviados pelas organizações da sociedade civil do Brasil e internacionais ao Itamaraty, Ministério da Justiça e Secretaria Geral da Presidência.
Rio de Janeiro 14 de Junho de 2012
Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental Contra a Mercantilização da Natureza e em Defesa dos Bens Comuns - www.cupuladospovos.org.br
Assinam os movimentos e organizações nacionais e internacionais:
Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BA
Alternatives international
AMB – Articulação de Mulheres Brasileira
Amigos da Terra Brasil
Amigos da Terra Internacional
ANAÍ – Salvador – BA
ANEL
Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale
Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
Associação Aritaguá – Ilhéus – BA
Associação de Favelas de São José dos Campos – SP
Associação de Moradores de Porto das Caixas (vítimas do derramamento de óleo da Ferrovia Centro Atlântica)  – Itaboraí – RJ
Associação dos Geógrafos Brasileiros GT Ambiente
Associação Socioambiental Verdemar  – Cachoeira – BA
ATTAC France
Bicuda Ecológica
Brigadas Populares
CEA
CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – Belo Horizonte – MG
CEDENPA-Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará
Central Única das Favelas (CUFA-CEARÁ) – Fortaleza – CE
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA) – Belém – PA
Centro Martin Lutter King
CEPEDES (Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia) – Eunápolis – BA
Ciranda
COMPA
Compa e Associação de favelas de são josé dos campos sp
Coordenação Nacional de Juventude Negra – Recife – PE
CPP (Conselho Pastoral dos Pescadores) Nacional
CPP BA – Salvador – BA
CPP CE – Fortaleza – CE
CPP Juazeiro – BA
CPP Nordeste – Recife (PE, AL, SE, PB, RN)
CPP Norte (Paz e Bem) – Belém – PA
CPT – Comissão Pastoral da Terra Nacional
CRIOLA – Rio de Janeiro – RJ
CSP Conlutas
CUT
Diálogos 2000
EKOS – Instituto para a Justiça e a Equidade –  São Luís – MA
FAOR – Fórum da Amazônia Oriental – Belém – PA
FASE
Fase Amazônia – Belém – PA
Fase Nacional
FBOMS
FDA (Frente em Defesa da Amazônia)  – Santarém – PA
Federacao Democratica dos Metalurgicos de Minas Gerais
FIOCRUZ – RJ
Fórum Carajás – São Luís – MA
Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará – Fortaleza – CE
FUNAGUAS – Terezina – PI
GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra  – São Paulo – SP
GPEA (Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT) – Cuiabá – MT
Grupo de Pesquisa Historicidade do Estado e do Direito: interações sociedade e meio ambiente, da UFBA – Salvador – BA
GT Observatório e GT Água e Meio Ambiente do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)  - Belém – PA
GT Combate ao Racismo Ambiental da RBJA
IARA – Rio de Janeiro – RJ
Ibase – Rio de Janeiro – RJ
IBON International
INESC – Brasília – DF
Instituto Búzios – Salvador – BA
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense – IF Fluminense – Macaé – RJ
Instituto Mais Democracia
Instituto Terramar – Fortaleza – CE
Jubileu Sul Américas
Jubileu Sul Brasil
Justiça Global
Justiça nos Trilhos
Mais Democracia
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento Cultura de Rua (MCR) – Fortaleza – CE
Movimento Inter-Religioso (MIR/Iser) – Rio de Janeiro – RJ
Movimento Mundial Pelas Florestas Tropicais – WRM
Movimento pelas Serras e Águas de Minas
Movimento Popular de Saúde de Santo Amaro da Purificação (MOPS) – Santo Amaro da Purificação – BA
Movimento Wangari Maathai – Salvador – BA
NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (Universidade Federal de São João del-Rei) – São João del-Rei – MG
Núcleo TRAMAS (Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade/UFC) – Fortaleza – CE
Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego – Macaé – RJ
Observatório Latinoamericano de Conflictos Ambientales – OLCA
Omolaiyè (Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais)  – Aracajú – SE
ONG.GDASI – Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – Mangaratiba – RJ
Opção Brasil – São Paulo – SP
Oriashé Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra  – São Paulo – SP
Pacs – Instituto de Politicas Alternativas ao Cone Sul
Plataforma DHESCA Brasil
Projeto Recriar – Ouro Preto – MG
REBEA
REBRIP
RECOMA
Rede Alerta Contra o Deserto Verde
Rede Axé Dudu  – Cuiabá – MT
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Rede Matogrossense de Educação Ambiental – Cuiabá – MT
RENAP Ceará – Fortaleza – CE
Sindicato Metabase de inconfidentes – MG
Sind Metal S Jose dos Campos
Sind Metroviarios Sp
Sindicato Metabase Mariana
Sind Comstr Civil Belem
Sind Constr Civil Fortaleza
Sociedade de Melhoramentos do São Manoel – São Manoel – SP
Terra de Direitos – Paulo Afonso – BA
TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental – PR
Transnational Institute

quarta-feira, 13 de junho de 2012


IHU
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/510341-rio20-o-que-se-pode-esperar-


Rio+20: O que se pode esperar?

“Isso que está sendo denominado ‘economia verde’ não passa de novo sacrifício de vidas, de novo sangue exigido pelo ídolo capital financeiro - sangue de humanos, de animais, de aves, de peixes, de todo tipo de ser vivo”.
O comentário é de Ivo Poletto, assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social.

Eis o artigo.

Acabo de ler texto em que está citada entrevista de Joseph Siglitz sobre o socorro da União Europeia à Espanha. Ele é taxativo: isso não funcionou até agora e não vai funcionar. O que se aprofundará é a dependência do Estado em relação aos bancos privados, já que os Estados repassarão algo em torno de 200 bilhões aos bancos, e os bancos suprirão as necessidades do Estado espanhol para enfrentar sua crise de endividamento. Em princípio, os bancos e o Estado ficarão mais endividados, e isso levanta a dúvida: de onde virão os recursos para enfrentar esse endividamento?

A crise europeia revela com a claridade do sol o que significa as sociedades humanas ficarem sob o domínio do capital financeiro. Já lembrava Karl Marx no século XIX: ele é como o ídolo que só se satisfaz com sangue humano. De fato, uma vez aceito que a concentração econômico-financeira capitalista é algo intocável, por ser desenvolvimento natural, só resta sacrificar a fonte da riqueza: o trabalho humano. Vale tudo para satisfazer a volúpia do dominador: crescente desemprego, diminuição do salário, corte das aposentadorias, privatização da educação, da saúde... E agora, através da Rio+20, vale também repassar ao dominador os bens naturais, os serviços ambientais prestados por eles, tornando-os novas commodities e novos créditos especulativos...

Em outras palavras: mantido o mantra de que não se pode nem deve questionar o sistema capitalista dominante - como deixou claro também a presidente Dilma Rousseff em Porto Alegre, no Fórum Social Temático realizado em janeiro deste ano -, a Rio+20 só agravará a crise que afeta toda a humanidade. E provavelmente o fará entregando ao grande capital o que é, até agora, bem comum dos Povos e da humanidade, disfarçando o processo de repasse como algo "verde", algo favorável ao "desenvolvimento sustentável". Isso que está sendo denominado "economia verde" não passa de novo sacrifício de vidas, de novo sangue exigido pelo ídolo capital financeiro - sangue de humanos, de animais, de aves, de peixes, de todo tipo de ser vivo.

Por isso, o espaço em que pode desabrochar a esperança nos dias da Rio+20 é o da Cúpula dos Povos. Autoconvocada pelos Povos e Movimentos sociais que a realizam, não tem a força dos Estados submetidos aos interesses do capitalismo dominante, mas tem a força da legitimidade democrática, e seu poder se assenta nas práticas alternativas, não predadoras, não envenenadoras, não promotoras da exploração do trabalho e da natureza; práticas demonstrativas de que já é possível produzir os bens e organizar os serviços necessários a uma vida digna para todas as pessoas em cooperação e harmonia com a Terra. Sua contribuição à história da espécie humana no planeta Terra será desencadear um processo de mobilização cidadã mundial capaz de banir da vida e das metes das pessoas, por absurda, a dominação capitalista.

O desafio, para todos os participantes da Cúpula dos Povos, e esse: seremos capazes de dar este passo absolutamente necessário para a humanidade? 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Rio+20: nossa seleção dos melhores sites sobre a conferência

((o)) eco
http://www.oeco.com.br/noticias/25956-rio20-nossa-selecao-dos-melhores-sites-sobre-a-conferencia?utm_source=newsletter_379&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco


Falta pouco menos de dois meses para a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Para ajudar o leitor de Oeco a se manter por dentro dos debates e preparativos, produzimos uma lista com os melhores sites sobre o assunto. 

Radar Rio+20 é um site feito pelo Instituto Socioambiental e apresenta a Conferência de maneira simples. Estão armazenadas as principais notícias do dia sobre a conferência, além de cartilha para download. O site oferece resumos para todos os principais temas em debate na conferência. Cada um deles tem uma bibliografia com link para os textos usados como fonte

USP Rio+20: Contribuições à Conferência das Nações Unidas. O mais importante dessa página são as teses e dissertações reunidas com temas que tratam dos assuntos da Rio+20. Os trabalhos foram defendidos entre 1992 e 2011. Há também artigos de especialistas da USP sobre outros temas da Conferência, como economia verde e agenda 21. 

O jornal carioca O Globo está investindo pesado na cobertura da Conferência. Basta olhar a edição diária do jornal para ver o destaque que o assunto está tendo nas suas edições. No link na editoria de economia há matérias, vídeos e fotos sobre o evento. 

O blog “entre colchetes”, da Folha de S. Paulo, é dedicado à cobertura dos bastidores da Conferência. Escrito pelo repórter Claudio Angelo, pretende traduzir a linguagem da diplomacia ambiental para o português. Faz parte da página especial da Folha de S. Paulo sobre a Conferência.

Estadão também criou sua página. Uma parte interessante é a possibilidade de pesquisar as notícias da Rio 92 no arquivo.

O site da revista Veja criou uma página especialmente dedicada ao assunto. Oferece matérias do arquivo digital sobre todos os encontros internacionais da ONU desde a Rio 92 até a Rio+20. Lá estão disponíveis documentos do Fórum Rio+5 e da Rio+10 (em Joanesburgo, 2002).

O programa da Globonews Cidades e Soluções, comandado pelo jornalista André Trigueiro, fez um especial sobre a opinião de jornalistas que cobriram a RIO 92. Vale a pena ver. Outra edição disponível na internet reúne a opinião de especialistas sobre a Rio+20

E você leitor, gostou da seleção? Tem outros bons sites a acrescentar a essa lista?
 

sábado, 31 de março de 2012

Assembleiade 20 anos do Formad

http://www.formad.org.br/wordpress/

Assembleia FORMAD 20 ANOS




Assembleiade 20 anos do Formad discutirá sobre os Agrocombustíveis
O projeto de pesquisa em execução pelo Fórum realiza o monitoramento dos impactos socioambientais, ocasionados pela larga produção agrícola no Estado.

No começo de abril será realizada a Assembleia de 20 anos do Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD. O encontro reunirá o movimento socioambiental do Estado, nos dias 2 a 4, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público – SINTEP/MT, a partir das 10h. O evento é aberto a todos os interessados e as inscrições podem ser feitas pelo telefone ou e-mail daSecretária Executiva do Formad.

Nestes 20 anos de fundação do Formad, foram realizadas ações e projetos dentro e fora de Mato Grosso. Ações de mobilização ligadas ao desenvolvimento sustentável e democrático do Estado, participaçõesem conselhos de deliberações públicas, atuação no projeto de pavimentação da BR163 – Cuiabá a Santarém – além da atual mobilização em torno do Comitê mato-grossense da Campanha Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

A conjuntura socioambiental de Mato Grosso sofre a cada ano fortes alterações em seu cenário, que podem ser percebidas diariamente. Os recordes alcançados pelas produções agrícolas podem, e devem, ser interpretados pelo aumento abusivo na utilização dos agrotóxicos nas lavouras, além dos altos índices desmatamentos dentro do Estado. Por isso, o envolvimento da Rede Formad nestes 20 anos sempre foi focado no fortalecimento da participação da sociedade civil organizada em deliberações de esfera públicas estaduais e na mobilização das comunidades tradicionais.

Mais de 25 entidades socioambientais de todoo Estado são esperadas para os três dias de Assembleia, entre filiadas ao Formad e convidados. Durante o evento será apresentado o projeto de pesquisa desenvolvido pelas entidades que compõem o Formad. O objetivo dessa pesquisa consiste no monitoramento da cadeia de produção das agromassas, que são utilizadas para a produção e comercialização dos agrocombustíveis (biocombustíveis). Atualmente, a utilização dos agrocumbustíveis está no centro das discussões sobre fontes renováveis de energia.

Cúpulados Povos e Rio+20

O último dia de Assembleia, o Formad abre espaço para a 2ª etapa do Ciclo de Debates – Cúpula dos povos e a Rio20: Desafios e Perspectivas, cuja temática será ‘Agrotóxico Mata’. A primeira etapado Ciclo de debates discutiu as questões relacionadas ao Tratado de Educação Ambiental. Nesta próxima etapa, estão previstos debates sobre economia, desenvolvimento, agronegócio e agroecologia, que fundamentarão encaminhamentos para a Carta da Sociedade Mato-Grossense. Esta Carta, que será apresentada durante a Cúpula dos Povos – movimento paralelo a Rio+20 – expressará “Qual economia Mato Grosso quer”.

Breve história do FORMAD
A história do Fórum remete à mobilização paraa Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento –CNUMAD, mais conhecida por ECO 92, que foi realizada no Brasil em 1992. Os grupos e movimentos sociais do Mato Grosso perceberam a necessidade de criar uma articulação permanente para as discussões que eclodiam no Estado e pelo Brasil. Após mobilizações e encontros, em 6 de abril de 1992, foi realizada a Assembleia de fundação do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento– FORMAD, constituído inicialmente por 29 entidades fundadoras.

Inscrições e informações
secretaria.formad@gmail.com
Tel: +55 65 3324 0893
Site: www.formad.org.br

 
Assessoria de Imprensa:
Caio Bruno Oliveira – Jornalista do Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD.
caiobob@formad.org.br

terça-feira, 20 de março de 2012

qual economia quer a educação

blog do aluizio azevedo
FRAGMENTOS FRACTAIS
http://fragmentosfractais.blogspot.com.br/2012/03/ciclo-de-debates-para-discutir-cupula.html






Secretário de Educação Ságuas Moraes fará a abertura do encontro que ocorre na Escola Estadual Presidente Médici e conta com a palestra da professora Michèle Sato (foto)

Por Aluízio de Azevedo

Com o objetivo de se preparar rumo à Cúpula dos Povos e Rio + 20, diversas entidades e setores da sociedade civil de Mato Grosso se reúnem nesta quarta-feira, na Escola Estadual Presidente Médici em Cuiabá, quando ocorrerá o ciclo de debates sob o tema: “Cúpula dos povos e a Rio20: Desafios e Perspectivas”.

O secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes (PT) fará a abertura do evento, que tem início às 09h e tem a frente a organização da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental (REMTEA), Instituto Caracol (iC) e Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da UFMT, com apoio de vários segmentos da sociedade civil e demais secretarias estaduais.

Segundo convite enviado pela comissão organizadora do evento, a meta é refletir sobre os modelos de desenvolvimento e de Qual economia Queremos?

O intuito também “é contrapor ideias com a ‘economia verde’, privilegiando uma economia mais solidária e popular que possa promover a inclusão social com cuidado ecológico, ao invés de fomentar a competição tornando a natureza um mero recurso inesgotável de fontes mercadológicas’.

Também participam da mesa de abertura as pesquisadoras em educação ambiental, Débora Pedrotti e Giselly Gomes.

A programação conta ainda com uma seção histórica de abertura, palestra com a professora doutora da UFMT, Michèle Sato, sobre o Tratado de Educação Ambiental. 

Além de Mesa redonda sobre desenvolvimento e economia, grupos de trabalho e fórum que consiga propor: “QUAL ECONOMIA A EDUCAÇÃO QUER”; bem como mesa redonda, cujo tema será desenvolvimento e economia e com a participação de três debatedores: Alexandre M. Faria (UFMT), Regina Silva (REMTEA) e Gilmar Soares (presidente do Sintep-MT)

Já no dia 1 de junho de 2012, todas as entidades se reunirão juntando as propostas e uma comissão de relatoria elaborará coletivamente QUAL ECONOMIA MATO GROSSO QUER. O documento que surgir daí, denominado Carta de Mato Grosso, será encaminhado à Cúpula dos Povos e entregue aos tomadores de decisão, formadores de opiniões, governos e sociedade civil de todo o mundo.

Para saber mais sobre o movimento “Ciclo de Debates - Cúpula dos povos e a Rio20: Desafios e Perspectivas”: www.centroburnier.com.br  

Fontes bibliográficas sobre a Cúpula dos povos e a Rio20 no blog: www.remtea.blogspot.com