segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Terra como arte 2

As imagens feitas por satélites como o Terra, o EO-1, o Aqua e os Landsat 5 e 7 fornecem informações valiosas para inúmeras pesquisas científicas. Muitas vezes, porém, as imagens geradas por seus sensores proporcionam uma nova perspectiva sobre nosso planeta. São padrões, formas, cores e texturas da Terra, de seus oceanos, do gelo e de sua atmosfera. Nosso leitor Renato Prado deu a dica de um livro digital disponibilizado pela NASA que tem como único propósito celebrar a beleza de nosso planeta, sem nenhuma pretensão de serem interpretadas de maneira científica. Você pode ver abaixo algumas dessas fotos, e se quiser ver mais, pegar aqui a sua cópia do livro "Earth As Art".


Tikehau é um dos 78 atóis de coral que compõem o arquipélago de Tuamotu, a maior cadeia de atóis no mundo, localizada na Polinésia Francesa. Neste imagem de satélite, grupos coral se parecem com estrelas nesta lagoa azul-turquesa oval, com 27 km de comprimento e 19 km de largura.


A pincelada de vermelho nesta imagem feita em 2004 pelo Landsat 5 imagem é uma notável mescla de luz e nuvem nas Montanhas Rochosas canadenses. Este vale se estende desde o estado norte-americano de Montana até o sul do território canadense de Yukon. A capacidade das núvens em refletir a luz, juntamente com a baixa elevação do sol, resultou neste efeito surpreendente. 


Nesta imagem de 2003 feita pelo Landsat 7 podemos ver os redemoinhos e as graciosas espirais do rio Mississippi, cercando campos e pastos na fronteira entre os estados norte-americanos de Arkansas e Mississippi. O Mississippi é o maior sistema de rios da América do Norte e constitui a segunda maior bacia hidrográfica do mundo.


O Delta do Rio Lena, na Sibéria, se estende por mais de 100 km para dentro do Mar de Laptev no Oceano Ártico, e faz parte de uma extensa área de proteção da vida selvagem. Neste imagem feita pelo Landsat 7 em 2000, a vegetação aparece em tons de verdes, áreas arenosas em tons de vermelho e a água como roxos e azuis.


Quase tão profundo como o Grand Canyon, o Desolation Canyon tem um rico passado. Pictogramas e petróglifos das tribos Fremont e Ute são abundantes neste desfiladeiro. Nesta imagem feita pelo Landsat 7 em 2000, o Rio Verde corre para o sul através do Planalto Tavaputs antes de entrar no desfiladeiro.


A baía de Bombetoka está localizada na costa noroeste de Madagascar, perto da cidade de Mahajanga, onde o rio Betsiboka deságua no Canal de Moçambique. As últimas décadas têm testemunhado um aumento dramático na quantidade de sedimentos movidos pelo rio e depositados no estuário, afetando a agricultura, pescas e transportes em Mahajanga, um dos mais movimentados portos marítimos de Madagascar. Nesta imagem de 2000 do satélite Terra, a densa vegetação aparece em verde profundo, e a água tem uma coloração safira e é tingida de rosa onde os sedimentos são particularmente grossos.


Um vasto leque aluvial se estende através da desolada paisagem entre o Kunlun e cadeias de montanhas Altun, que formam a fronteira sul do deserto de Taklamakan na província chinesa de Xinjiang. A água que desce das montanhas aparece em azul nesta imagem de 2002 do satélite Terra. Vegetação aparece em vermelho e podem ser vista no canto superior esquerdo da imagem. 


Ilha de Akpatok está localizada na baía de Ungava, ao norte do Québec, no Canadá. Composta principalmente de calcário, a ilha é um platô, plana e sem árvores. Nesta imagem feita pelo Landsat 7 em 2001 mostra a ilha completamente coberta de neve e gelo. A ilha é um importante santuário para as aves marinhas que fazem seus ninhos em seus íngremes penhascos.


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